Censo demográfico, UX e paradados

Este texto (publicado na revista Estudos em Design) apresenta os resultados preliminares de pesquisa para avaliar a experiência do usuário (UX) no preenchimento de questionários na web, aplicados em censos demográficos. Questionários via internet para pesquisas censitárias precisam apresentar avançados atributos de usabilidade de modo a facilitar o seu preenchimento pelos cidadãos brasileiros. Neste contexto, pretende-se avaliar se os paradados – registros de interações entre os usuários e o próprio questionário – podem apontar inconsistências nos instrumentos de coleta dos censos. Em oito bases científicas online, foram efetuadas buscas e os resultados trouxeram importantes insights. O trabalho de pesquisa faz parte do doutorado da Patricia Tavares (minha colega do IBGE), da qual eu sou o coorientador, e é assinado também pela prof. Simone Bacellar (a sua orientadora da Unirio).

Baixe o artigo: Censo Demográfico e Paradados: Em Busca da Melhor Experiência para o Usuário

Revista Estudos em Design, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, ISSN Impresso: 0104-4249, ISSN Eletrônico: 1983-196X

Como as pesquisas acadêmicas são utilizadas na vida real

Certa vez ouvi uma frase que muito me marcou: dizia que quando você publica um trabalho e o joga para o mundo, ele imediatamente deixa de ser seu. O Academia (uma rede social mundial onde acadêmicos compartilham trabalhos) detecta os artigos onde cada pesquisador foi mencionado. É muito interessante para um professor verificar quais são as diferentes formas que as suas pesquisas são utilizadas na prática, por outros estudiosos, dentro ou fora do seu campo de pesquisa. Fico muito feliz que os meus textos são usados como referência…

No arquivo .pdf abaixo segue a listagem de 242 citações de trabalhos, tal qual encontradas na web pelo Academia (com os seus links) até a data de hoje.

Listagem de artigos com citações acadêmicas (segundo o site Academia).

Sistemas de recomendação e machine learning: o impacto na experiência dos usuários

A interação humano-algoritmo surge como uma nova fronteira para estudos envolvendo design de interação e ergonomia de interface. Esta pesquisa abordou questões sensíveis e emergentes de sistemas de recomendação que muitas vezes são consideradas muito novas ou desconhecidas por profissionais no campo da ergonomia e design de experiência do usuário. 

Durante nossas entrevistas com usuários, examinamos as práticas de consumo de conteúdo na plataforma Netflix, identificando alguns aspectos de sua interação com algoritmos de recomendação.

As respostas dos entrevistados sugeriram que pode haver falhas de comunicação. Portanto, os designers de UX devem se esforçar para tornar óbvio como o sistema rastreia e processa os dados de interação do usuário. Seria aconselhável alcançar uma transparência razoável e ajudar os usuários a construir modelos mentais adequados, bem como a desconstruir o sentimento de “caixa preta”

Os usuários revelaram uma suspeita sobre algoritmos e sobre o que pode acontecer com os dados de uso, não apenas na plataforma Netflix, mas também em outros serviços que usam recomendação baseada em algoritmo. Surgiram temores de manipulação política, restrição da liberdade de informação e até mesmo hackeamento de cartões de crédito. Além disso, um entrevistado relatou a preocupação de que a plataforma de streaming compartilhasse seus dados com outros serviços online. 

Da mesma forma, os usuários não pareciam estar completamente cientes de como poderiam interferir no sistema de recomendação e quais ações poderiam tomar para gerar listas de itens mais relevantes de acordo com seus objetivos e humor. Os respondentes desconheciam o universo de entradas possíveis para melhorar a experiência. 

As respostas parecem indicar que os designers de UX devem fornecer um método eficaz para encorajar os usuários a registrar feedbacks ou editar os dados do usuário a fim de criar recomendações melhores. Os designers de UX ainda têm muito a aprender e a contribuir para o reforço de controle do usuário sobre a tecnologia durante a interação com algoritmos de aprendizado de máquina. 

Estas foram algumas das conclusões do nosso trabalho apresentado no Congresso HCI International 2020.

Download: Recommendation Systems and Machine Learning: Mapping the User Experience (Author’s Proof – PDF)

Por Luiz Agner (Facha; IBGE), Barbara Necyk (Puc-Rio; Esdi-UERJ) and Adriano Renzi (UFF).

CITAR COMO (CITE THIS PAPER AS):

Agner L., Necyk B., Renzi A. (2020) Recommendation Systems and Machine Learning: Mapping the User Experience. In: Marcus A., Rosenzweig E. (eds) Design, User Experience, and Usability. Design for Contemporary Interactive Environments. HCII 2020. Lecture Notes in Computer Science, vol 12201. Springer, Cham. https://doi.org/10.1007/978-3-030-49760-6_1


Novos desafios conceituais para a Arquitetura de Informação

 

Minha apresentação no meetup “Arquitetura de Informação em Tempos de UX”
em comemoração ao WIAD – World Information Architecture Day 2019.
Esta foi minha palestra no auditório do Departamento de Artes e Design, promovida pelo LEUI (Laboratório de Ergonomia e Usabilidade) na PUC-Rio. Participaram ainda do evento a professora Manuela Quaresma, Cláudia MontÁlvão, e as profissionais de UX Katja Aquino, Cinthia Ruiz e Alice Saraiva, entre outros.

LuizAgner_WIAD2019

Resumo: A arquitetura de informação pervasiva tem emergido como um tema pós-moderno.  Delineia-se um enorme desafio que coloca os arquitetos de informação e os profissionais de UX diante da tarefa de repensar seus processos, de modo a que todo artefato, produto ou serviço trabalhe em interações de fluxo contínuo, dentro de um sistema emergente onde velhas e novas mídias colidem, o físico e o digital, agora convergentes, sejam projetados, entregues e experienciados como um todo integrado.

 

Últimas inovações em interfaces na CES 2012

A experiência do usuário (UX) e novas interfaces de usuário (UI) foram temas na CES 2012 (Consumer Electronics Show), uma das maiores feiras de eletrônicos do mundo, evento ocorrido de 10 a 13 de janeiro de 2012 em Las Vegas.

O ano de 2012 foi apelidado de “o ano da interface”, com a interação “natural” como promessa para substituir os controles remotos da TV, usando o olhar, a fala e movimentos.

Três assuntos já são realidades atualmente e são tendências em interfaces:

1) Dispositivos com funcionalidades de computação, como smartphones adotando funções de computadores, por exemplo;

2) Redução da complexidade nas interfaces;

3) Adicionar voz, gesto e personalização para melhorar a interface com o usuário

Gostou do assunto? Então leia mais aqui e aqui.

[Patricia Tavares]