Diagramas de navegação na AI

O diagrama é uma representação visual sobre um determinado conceito. Na AI, o diagrama de navegação demonstra, visualmente, como será a estrutura de navegação entre telas (ou páginas). Em específico o de navegação é também chamado de fluxograma ou diagrama de fluxo. Nele é importante apresentar a ordem das informações, as decisões e as possíveis ações.

Esta aula para alunos de Design se baseia no Vocabulário Visual desenvolvido pelo arquiteto de informação J. J. Garrett, e divulgado no site do Instituto de Arquitetura de Informação.

 

 

 

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O que é Arquitetura de Informação? (III)

Vamos completar aqui esta série de posts sobre as definições atualizadas da AI.

De acordo com Rosenfeld, Morville e Arango, a Arquitetura de Informação pode ser definida em quatro níveis: (i) o design estrutural de ambientes compartilhados de informação; (ii) a síntese dos sistemas de organização, rotulação, navegação e busca, dentro de ecossistemas informacionais físicos, digitais ou cross-channel; (iii) a arte e a ciência de configurar experiências e produtos que proporcionem usabilidade, encontrabilidade e compreensibilidade; e (iv) a disciplina emergente e a comunidade de prática voltada para trazer princípios do design e da arquitetura às paisagens digitais. Os autores sublinham que o conceito de arquitetura de informação deve ser praticado por toda e qualquer pessoa responsável ou envolvida com qualquer aspecto da criação ou produção de ambientes interativos densos em informação, independentemente de seu cargo ou titulação formal.
Para Lacerda e Lima-Marques, a arquitetura de informação aborda o design da informação em uma camada acima da arquitetura de sistemas (que trata de como os computadores são construídos) e abaixo da camada de interface (que observa como os sistemas se comunicam com seus usuários), no contexto de uma rede de trilhões de nós (dispositivos e pessoas) que implica um vasto e heterogêneo fluxo de informações.
A definição de arquitetura de informação proposta por Klyn, como uma evolução para trabalhos anteriores, lançou mão de três conceitos centrais: a ontologia, a taxonomia e a coreografia. Ontologia se remete a regras e padrões que governam o significado daquilo que comunicamos; o trabalho do arquiteto de informação seria descobrir, definir e articular estas regras e padrões. A taxonomia focaliza sistemas e estruturas para objetos e a relação existente entre seus rótulos e categorias. A coreografia vem a ser a estrutura criada para habilitar tipos específicos de movimentos e de interações, com affordances (possibilidades de interações) para apoiar o fluxo de usuários e da informação.

Assim como as ecologias ubíquas de Resmini e Rosati, a visão de Klyn pressupõe uma neutralidade dos meios, na medida em que a ontologia, a taxonomia e a coreografia independem do sistema específico através do qual a informação é comunicada e utilizada.

 

O que é Arquitetura de Informação? (II)

Segundo The Information Architecture Institute, as arquiteturas de informação estão em todos os lugares, ao nosso redor. Podem estar em sites que acessamos, em aplicativos ou softwares que baixamos, em materiais impressos que encontramos ou até em locais físicos em que passamos nosso tempo. De modo amplo, a arquitetura da informação (AI) pode ser descrita como “a prática de decidir como organizar as partes de algo para que este algo se torne compreensível“.

Desse modo, a arquitetura da informação surge para auxiliar os indivíduos a compreender o seu meio ambiente e a encontrar o que estão procurando, tanto no mundo real como on-line.

Rosenfeld, Morville e Arango ressaltaram que a informação tem se tornado mais abundante do que nunca em nossas vidas: temos smartphones, tablets, monitores de atividade física, relógios inteligentes, óculos de realidade aumentada e virtual, além de uma série de dispositivos e objetos conectados à internet para todo tipo de atividade diária ou rotina, em nossas residências, escritórios ou espaços urbanos, o que veio a configurar novos e diversificados modos de interagirmos com a informação.

É fundamental, portanto, desenvolver uma abordagem sistêmica e holística para estruturar a informação de modo a que esta se torne fácil de encontrar e de compreender, independentemente do contexto, canal ou dispositivo acessado pelo usuário — já que a experiência de utilizar produtos e serviços digitais têm se expandido.

 

 

Usabilidade pedagógica e design de interação

Este artigo, assinado em parceria com Isabella Muniz e Luis Antônio Coelho, apresenta uma análise de literatura publicada sobre a avaliação de usabilidade de sistemas digitais com objetivos educacionais, destacando a proposição da usabilidade pedagógica, segundo a qual a avaliação desses sistemas deve considerar questões específicas do processo de ensino-aprendizagem. Essa visão é relacionada ao estudo da experiência do usuário, conforme proposta pelo design de interação, na medida em que valoriza o contexto de uso, discutindo não apenas a interface, mas também as funcionalidades do sistema, tendo em vista seus objetivos. Veja aqui o artigo completo que saiu no Boletim Técnico do Senac. O artigo é baseado na tese de doutorado da Isabella.

Palavras-chave: Usabilidade pedagógica. Educação a distância. Design de interação. Interação humano-computador.

Abstract

This article presents an analysis of the literature published on the usability of digital systems with educational objectives, highlighting the proposition of pedagogical usability, according to which the assessment of these systems must consider specific issues of the teaching/learning process. This view is related to the study of user experience, as proposed by interaction design, to the extent that the context of use is valued, addressing not only the interface but also the functionality of the system in view of its objectives. Read full paper published by Boletim Técnico do Senac. Paper based on Isabella’s Doctorate Thesis.

Keywords: Pedagogical usability. Distance learning. Interaction design. Human/computer interaction.

Por uma nova arquitetura de informação

Neste vídeo, Peter Morville e Jorge Arango dão uma entrevista para a NewsDesk da O’Reilly Design Conference 2016. Os dois falam da peculiaridade e importância da conjuntura que estamos vivendo para o desenvolvimento do Design para o ambiente digital.

Isto tem trazido novas oportunidades de atualização do conceito de Arquitetura de Informação, desenvolvido por Morville e por Louis Rosenfeld, no famoso livro do urso polar, cuja primeira edição data de 1998. Agora, os três citados mandam uma bela edição atualizada, lançada no momento certo: quando se percebe o aumento da complexidade do ecossistema tecnológico e informacional, com telefones, relógios e outros dispositivos móveis e vestíveis conformando a nova rede sociotécnica que representa a nossa interação com a internet das coisas.

Com a atual variedade de formas de produzir e consumir informação, os princípios que definem a Arquitetura de Informação continuam fortes, relevantes e resistem ao tempo. No entanto, se desenvolveram para se adaptar ao mundo em transformação da mobilidade, mídias sociais e narrativas transmídia. Como diz Morville, hoje a Arquitetura de Informação é para todos!

Jakob Nielsen sobre a usabilidade móvel

Jakob Nielsen

Jakob Nielsen, estudioso na área de usabilidade, concede uma entrevista e explica as regras de usabilidade móvel.

Segundo Nielsen, os aplicativos móveis ainda não são otimizados para tablets e telefones celulares.

Você pode ler ou ouvir a entrevista, é só escolher a sua opção aqui.

[Patricia Tavares]

Mini-seminários: testes de usabilidade na PUC-Rio

Meus alunos da Pós em Ergodesign de Interfaces na PUC-Rio produziram recentemente estes mini-seminários sobre o livro “HandBook of Usability Testing” (Rubin e Chisnell). Ficaram muito bons e valem a referência:

O método dos testes de usabilidade dissecado

Apresentações de minisseminários dos alunos da pós-graduação em Ergodesign, Arquitetura de Informação e Usabilidade de Interfaces da PUC-Rio (2013).

Teste de usabilidade – Configurando o ambiente de testes

Teste de usabilidade – Materiais para o teste

Teste de usabilidade – Debriefing

Teste de usabilidade – Conclusões, recomendações e relatórios

Teste de usabilidade – Variantes do método básico

Teste de usabilidade – Expandindo a usabilidade na sua empresa

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Algumas considerações teóricas e práticas sobre arquitetura de informação

E-Book "Múltiplas Facetas da Comunicação e Divulgação Científicas" (IBICT)

Em um artigo, publicado como capítulo do e-book Múltiplas Facetas da Comunicação e Divulgação Científicas, editado pelo IBICT, e disponibilizado recentemente para download, apresento um resumo de diversos aspectos da teoria, prática e pesquisa em arquitetura de informação (AI). A área de AI tem se configurado hoje como um emergente território de atuação para diversos especialistas, como bibliotecários, designers visuais, administradores, jornalistas e publicitários, além de ser um campo de pesquisa acadêmica que surge em face da crise contemporânea da explosão de dados (information overload). O artigo apresenta conceitos e definições da Arquitetura de Informação, seus componentes, seu framework, suas técnicas de pesquisa (como, por exemplo, o cardsorting), além de modelos de busca da informação de usuários através dos hipertextos.

Agradeço às professoras Lena Vania Ribeiro Pinheiro e Eloisa Príncipe de Oliveira pelo convite para participar desta publicação do seu grupo de pesquisa do IBICT.

Download alternativo do Ebook do IBICT.

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