Apresentação no P&D Design 2018

Luiz Agner - apresentação no Congresso P&D Design 2018

Um registro da minha apresentação no Congresso Pesquisa e Desenvolvimento em Design, acontecendo em Joinville, SC. Um trabalho assinado em parceria com o prof. Adriano Renzi (UFF).

Nesta apresentação, eu procurei sublinhar a necessidade de remodelação da arquitetura de informação para que o conceito acompanhe o ambiente de mudanças contínuas e necessidades cambiantes, no sentido de uma disciplina que se torna mais ampla e aberta. Estamos em um contexto no qual proliferam novas “espécies midiáticas”, onde o ecossistema da comunicação vive em um estado permanente de tensão.

Delineia-se o desafio que coloca os arquitetos de informação e designers de UX diante da tarefa de repensar seus processos, de modo a que todo artefato, produto ou serviço trabalhe em interações de fluxo contínuo, dentro de um sistema emergente onde velhas e novas mídias colidem, o físico e o digital, agora convergentes, sejam projetados, entregues e experienciados como um todo integrado.

Luiz Agner, Manuela Quaresma, Giuseppe, Cláudia Mourthé - Joinville, 2018.

Na foto: Luiz Agner, Manuela Quaresma, Giuseppe Amado, e Cláudia Mourthé – Joinville, novembro de 2018.

Nova edição já no prelo

CAPA ERGODESIGN IMG-6422

Pessoal, é com muito orgulho e alegria que comunico a vocês que está no “prelo” a quarta edição do livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação – Trabalhando com o Usuário“, publicado desta vez pela Editora Senac. Este é o texto que vai constar da quarta capa, apresentando a obra, agora revista e aumentada:

“Talvez você nunca tenha ouvido falar em ergodesign, mas pode ter certa familiaridade com os termos “usabilidade”, “design centrado no usuário”, “experiência do usuário”, “design emocional”. E é esse conceito (e outros relacionados) que Luiz Agner explica em seu livro Ergodesign e Arquitetura de Informação”.

A experiência do usuário (em inglês, User eXperience – UX) busca algo que faça diferença na vida das pessoas, busca fazer com que elas se engajem na interação. E Agner mostra como a UX se encontra no cruzamento da arte com a ciência, demanda raciocínio analítico, assim como muita criatividade. Como ele mesmo alerta, “coloca os pingos nos ‘is’”.

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Marketing digital e sociedade de controle

Este trabalho, realizado para o congresso ABCiber 2018, em parceria com minha aluna Juliana Hofstetter, procura analisar aspectos do modo de atuação do controle e do poder exercido pela vigilância na sociedade digital.

A discussão proposta envolve a ética, a segurança e o potencial de controle dos algoritmos online, que não só coletam dados dos usuários, mas os armazenam, combinam, analisam e criam padrões que revelam tendências a serem empregadas em estratégias digitais para gerar consumo e até influenciar decisões político-eleitorais.  

São discutidos empregos de robôs sociais durante o debate político brasileiro, assim como o escândalo do vazamento de dados de usuários na rede social Facebook.

Leia aqui o nosso resumo extendido!

Product Arena na OLX

Alguns registros do encontro Product Arena de ontem, organizado por Horácio Soares na sede da empresa OLX. O Arena desta vez ofereceu workshops de pesquisa etnográfica, pesquisas quantitativas, entrevistas com usuários e design sprint. Tive a honra de participar da mesa de debatedores com Carolina Zatorre, Denise Pilar, Elizete Ignácio, entre outros/as profissionais e pesquisadores de UX design. O encontro estava maravilhoso, todos trocaram muitas experiências e aprendemos muito neste evento que reuniu em torno de 70 pessoas. Como não podia deixar de ser, numa empresa de tecnologia, não faltaram pizzas e cerveja!

Anotações sobre arquitetura de informação na era dos espaços mistos

Desenvolvimentos conceituais recentes no campo da arquitetura de informação (AI) devem muito ao trabalho proposto por Henry Jenkins, do MIT, que trata da cultura da convergência e das narrativas transmídia. O conceito de Internet das Coisas nos trouxe a visão na qual a internet se estende do mundo online para o mundo real abraçando objetos do cotidiano, onde a computação tornou-se onipresente e distribuída pelos ambientes.

Nesse cenário, ecossistemas cross-channel são construtos semânticos estruturados ao redor da ideia de experiência e que incluem pessoas, dispositivos, locais e aplicativos, conectados por um fluxo contínuo de informação. A arquitetura de informação pervasiva tem emergido como um tema pós-moderno: sendo pervasiva, a AI agora deve ser consistente com uma complexa ecologia – composta de aplicativos, dispositivos móveis, websites, vestíveis, assistentes pessoais, utilitários, além de outros pontos de contato do cliente com a narrativa transmídia de marcas e organizações.

Delineia-se um desafio que coloca os arquitetos de informação e os designers de UX diante da tarefa de repensar seus processos em prol de uma visão holística complexa.

Segue aqui o artigo completo a ser apresentado no Congresso P&D Design 2018, em Joinville, SC.

 

 

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Semana de Design 2018

 

Faculdade Senac Rio - Semana de Design 2018

Faculdade Senac Rio - Semana de Design 2018

Um intenso debate sobre pesquisa e pós-graduações em Design no Brasil, com a equipe de professores da Faculdade Senac Rio: Silvia Schneider, Vinicius Guimarães, Luiz Agner, Leandro Cicarelli e Adriando Renzi.

Na era dos espaços mistos e ecossistemas cross-channel

Os conceitos de arquitetura de informação com que trabalhamos evoluíram, ou tiveram seu sentido expandido, ressignificado, adaptando-se aos tempos. O arquiteto não mais se circunscreve unicamente a produzir “entregáveis”, como wireframes, taxonomias ou sitemaps, para documentar a proposta de estrutura da informação. Sabe-se que ela agora, sendo pervasiva, deve ser consistente para uma complexa ecologia – composta de aplicativos, dispositivos móveis e ubíquos, websites, vestíveis, utilitários domésticos conectados, além de outros pontos de contato do cliente com a narrativa transmídia das marcas e organizações e espaços mistos.

A Internet das Coisas (IoT) chegou para colocar no bojo da interação humano-tecnologia os avanços, benefícios, problemas e riscos trazidos pela inteligência artificial e pelas interações tecnologia-tecnologia. O termo Internet das Coisas (IoT) simboliza a visão na qual a internet se estende do mundo on-line para o mundo real, numa revolução na qual objetos físicos não são mais desligados do mundo virtual, mas atuam como pontos de acesso à rede de informação mundial.

Proliferam-se, a cada dia, em nosso meio sociotécnico, as oportunidades para a intervenção de atores não-humanos que tendem a impor-nos a sua lógica. Bruno Latour – a partir da teoria ator-rede – questiona a nossa tendência em enxergarmos somente no humano as responsabilidades sobre o comportamento da coletividade. Ele propõe a aceitação da influência de elementos não-humanos (objetos e coisas) na dinâmica sociológica. Para o autor, a trama social é tanto o resultado da influência de ações humanas quanto da agência de atores não-humanos; estes últimos provocam resultados importantes podendo efetivamente transformar as situações em que se encontram, deixando de ser apenas intermediários tecnológicos.

As diversas mídias convergiram e as conexões se entrelaçaram com força total: cada artefato, produto, dado, informação ou serviço é agora parte de um ecossistema e como tal deve ser considerado pelo arquiteto de informação, seja no ambiente físico ou virtual. Lemos descreveu o atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais como a fase da cibercultura que cria novos territórios informacionais com a fusão dos espaços eletrônicos e físicos. Para dar conta disto, o autor utilizou a metáfora do “download do ciberespaço”, onde informações e suas trocas emergem de coisas, objetos e lugares concretos do espaço urbano. A contribuição de Lemos vai em linha com o conceito de “espaços mistos”, proposto por Benyon e Resmini  e com a ideia de ecossistemas cross-channel. É no bojo dessa nova configuração conceitual que agora o arquiteto de informação precisará trabalhar.

Delineia-se um enorme desafio que coloca os arquitetos de informação,  assim como os designers de UX, diante da tarefa de repensar seus processos, de modo a que todo artefato, produto ou serviço trabalhe em interações de fluxo contínuo e sem costuras, dentro de um sistema emergente onde velhas e novas mídias colidem, o físico e o digital, agora convergentes, sejam projetados, entregues e experienciados como um todo integrado. Tal parece ser a tarefa da nova arquitetura de informação.

Marketing digital e vigilância

É possível visualizar uma sociedade cada vez mais vinculada à tecnologia. A cada dia, o cotidiano, as interações e tomada de decisões estão cada vez mais integradas à internet e aos dispositivos tecnológicos, resultando em uma dependência difícil de se evitar.

Quando se debate o tema da vigilância é possível que a perda de privacidade seja a primeira coisa a ser relacionada como enunciado central. Porém, há muito mais a ser compreendido. A vigilância e o controle sempre existiram, bem como os investimentos em poder que articulam sujeito e sociedade, seja nas sociedades disciplinares de Foucault (2016), seja nas sociedades de controle de Deleuze (1992).

A atuação e ampliação da vigilância no contexto da cultura digital tornou a absorção de dados a principal prática responsável por gerenciar e influenciar comportamentos sociais e de consumo. A partir disso, com base nos aspectos ‘líquidos’ das sociedades atuais propostas por Bauman (2012), é possível notar que as possibilidades foram pluralizadas pela internet e o espaço virtual proporcionou aos usuários acesso livre às notícias, maior liberdade de escolha, estreitamento de relações interpessoais e uma descentralização de informações, fazendo com que novas articulações de vigilância pudessem atuar. É importante considerar, em primeiro lugar, as motivações que conduzem as pessoas a contribuir em sua própria vigilância, e o segundo, como isso alimenta as relações de consumo.

Apresentação em parceria com a ex-aluna da Facha, Juliana Hofstetter.
Leia aqui o artigo completo para o 2. tRec – Simpósio Nacional sobre Transformações na Retórica do Consumo.

O Pasquim e o Design Gráfico

 

 

Esta é uma entrevista que foi concedida à amiga Bianca Baker, graduanda do Curso de Design de Produto da Puc-Rio. O seu tema é o jornal Pasquim e o Design Gráfico brasileiro. O material em vídeo foi produzido para disciplina “História do Design Brasileiro“, ministrada pela prof. Bianca Martins, no Departamento de Artes e Design da PUC-Rio, dezembro 2017.