Entendendo a Arquitetura de Informação

 

Peter Morville, arquiteto de informação e co-autor do famoso livro do urso polar, postou uma apresentação que fala da importância da arquitetura de informação. Além de ser bem ilustrada, tem explicações simples para quem quer conhecer o assunto.

Segundo Morville, o crescimento da Internet produziu uma grande quantidade de informações. Com isso, muitos sites foram crescendo sem planejamento e geraram problemas de navegação, onde os usuários tem dificuldades de encontrar a informação que desejam. Essa confusão cria problemas para a gestão do site e redesenhá-lo pode ficar caro, trabalhoso e demandar muito tempo.

O arquiteto de informação planeja os sites, organizando as informações contidas nele. Assim, sua navegação facilitada ajuda os usuários a completar as tarefas, encontrando o que desejam e auxiliando a entender o que eles encontraram. Além dos sites, o trabalho pode ser realizado em softwares e serviços interativos, entre outros.

Veja aqui a apresentação.

[Patricia Tavares]

Interface cérebro-máquina: a força do pensamento

 

A evolução dos computadores aliada a neurociência nos traz a integração entre cérebro e máquinas, onde não usaremos mais teclados, monitores ou mouses e nos comunicaremos diretamente com as máquinas através da nossa mente.

O pesquisador brasileiro Miguel Nicolelis, pioneiro neste estudo, concedeu uma entrevista para falar sobre o assunto. Segundo ele, em um curto prazo a medicina poderá ser beneficiada com essas aplicações, através de novos métodos de reabilitação neurológica. Os avanços englobam os tratamentos de paralisias de forma não-invasiva, além de estudos sobre o Mal de Parkinson.

Na entrevista ele comenta que grandes empresas (Google, Intel e Microsoft) já tem suas divisões de interface cérebro-máquina; ele também fala sobre os desafios da ciência no Brasil.

Esta realidade pode parecer distante de nós, mas isso me lembra o filme Minority Report, ambientado em 2054. No filme, Tom Cruise arrastava imagens em telas grandes com as mãos. Na época, Steven Spilberg consultou especialistas em tecnologias do futuro para imaginar como seria a tecnologia em 2054, mas não precisou demorar tanto para esta tecnologia estar presente nos iPhones e iPads que usamos atualmente!

Gostou do assunto? Então leia aqui a entrevista na íntegra.

[Patricia Tavares]

 


Anamaria de Moraes (1942 – 2012)

É com extremo pesar que redijo este post. Lamento enormemente o falecimento de Anamaria de Moraes, professora do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio, e que foi a minha orientadora de doutorado na mesma Universidade, além de eterna inspiradora acadêmica de toda uma geração. Sua morte se deu hoje de madrugada, em Recife, onde a professora estava para o 18º Congresso Mundial de Ergonomia (IEA 2012).

Anamaria era formada em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Desenho Industrial pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 2006, Anamaria foi homenageada no IEA 2006 – 16º Word Congress Ergonomics Maastricht the Netherlands no qual recebeu o título de “Fellow”, a única latino-americana a receber tal homenagem, concedida a pessoas que contribuíram significativamente para o desenvolvimento internacional da Ergonomia.

Autora e co-autora de vários livros, titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e uma das principais pesquisadoras de Design no Brasil, Anamaria liderou o LEUI (Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces) e orientava dezenas de dissertações e teses na área, que refletiam sua expressiva produção científica e acadêmica.

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