Arquitetura de informação, usabilidade e acessibilidade: referências completíssimas online

A University of Minnesota Duluth disponibilizou esta série de links sobre webdesign para embasar seus cursos. É um importante consolidado de recursos e referências online, muito completo, sobre os mais diversos tópicos ligados ao design e desenvolvimento. Confira:

Referências sobre arquitetura de informação

Referências sobre usabilidade

Referências sobre acessibilidade

USIHC 2008 no Maranhão

A Universidade Federal do Maranhão em parceria com o Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces da PUC-Rio, vai realizar o 8º Ergodesign (8º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transporte) e o 8º USIHC (8º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade, Design de Interfaces e Interação Humano-Computador), no período de 19 e 20 de junho de 2008, em São Luís – MA.

Serão tópicos de interesse do 8º USIHC: 1) Processamento da informação pelo homem: percepção, cognição; sinais, signos, símbolos; habilidades, regras, conhecimento; 2) Modelos mentais; 3) Perfil dos usuários: características físicas, características psicológicas, estilos cognitivos, conhecimento e experiência, influências do ambiente; 4) Arquitetura da informação; 7) Navegação e orientação do usuário; 8- Mensagens de erro; 9) Design de telas; 10) Métodos de prototipagem rápida; 11) E-commerce, e-learning e governo eletrônico; 12) Intranets e sites dedicados.

O programa consistirá de conferências nacionais e internacionais, mini-cursos, sessões técnicas e apresentação de casos em Empresas.

Mais informações em: www.nepp.ufma.br/congressos2008/

8º P&D Design – 2008

Será realizado em São Paulo, de 8 a 11 de outubro de 2008, a 8º edição do P&D Design –
Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design
, no Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro. O congresso é promovido pela AEND|Brasil – Associação de Ensino e Pesquisa de Nível Superior de Design do Brasil.

O P&D Design é o maior congresso na América Latina na área do Design, um evento bianual voltado para a discussão da pesquisa e ensino de design no Brasil. O evento científico é um importante fórum de divulgação e discussão de questões pertinentes ao avanço do conhecimento resultante de pesquisas na área do design.

O P&D conta com palestrantes convidados de renome internacional. A última edição recebeu 850 participantes, vindos de 19 estados brasileiros e também do exterior.

Para mais informações, acesse: www.sp.senac.br/ped2008

Mais um estudo sobre AI

A goiana Belkiss Marcorio me enviou a sua monografia sobre Arquitetura de Informação, realizada para o curso de sistemas de informação das Faculdades Integradas de Mineiros (GO).

Vou reproduzir aqui alguns trechos. Belkiss fala que o sentimento humano de ansiedade diante do desconhecido começa tomar uma forma óbvia nestes tempos em que a informação vale mais que qualquer outra coisa. Pesquisas do IDC (Information and Data) mostraram que a web terá 988 exabytes em 2010, seis vezes mais do que hoje. Os 988 exabytes é o mesmo que 988 quintilhão de bytes. Existe uma tsunami de dados que bate sobre as praias do mundo civilizado. É um maremoto crescente de dados desconexos vindo em uma forma desorganizada, descontrolada, incoerente e cacofônica.

O excesso de informação causa a síndrome da fadiga da informação, batizada pelo psicólogo britânico Davis Lewis. É caracterizada por tensão, irritabilidade e sentimento de abandono. Alguns dos seus efeitos são: estresse, tensão, distúrbios de sono, problemas digestivos, dificuldade de memorização, irritabilidade e sentimento de abandono.

Belkiss explica que, para combater este sentimento de ansiedade Richard Wurman criou, em 1976, um novo objeto de estudo chamado de Arquitetura de Informação. Seu objetivo é organizar a informação de forma que seus usuários possam assimilá-la com facilidade e assim tornar o complexo mais claro.

A Arquitetura de Informação proposta por Wurman começou baseada na mídia impressa, principalmente na produção de guias, mapas e Atlas. Ela se estendeu para os mais diversos campos, desde imagens de radiografia até layout de museus. Porém, uma área em que a Arquitetura de Informação encontra um campo enorme para explorar é a organização de websites.

Em meados dos anos 90, com o crescimento explosivo da Web, surgiram as primeiras tentativas de aplicar os conceitos de Arquitetura de Informação ao design de websites. Louis Rosenfeld e Peter Morville foram os pioneiros. Fundaram a primeira empresa a trabalhar exclusivamente com Arquitetura de Informação na Web (Argus Associates) e lançaram o primeiro livro sobre o assunto (Information Architecture for WWW) também chamado de “urso polar”.

Quem quiser ler mais, pode acessar a monografia por aqui.

Post momesco


Uma pausa para os festejos momescos registrados na minha Cybershot. Acima, ao som do famoso hino da União da Ilha, no sábado. Neste desfile, a agremiação resolveu reeditar o clássico “É Hoje”, de 1982.

Aqui, a empolgante bateria da Caprichosos.

Ziriguidum! Ziriguidum! 🙂

Arquitetura de informação e governo eletrônico [tese]: baixe na íntegra

Ufa! Finalmente, estou disponibilizando no blog os arquivos certificados de cada capítulo da minha tese da PUC-Rio. Aqui vão os objetivos de cada e seu link para download. [Por favor, se você for usar, referencie corretamente o trabalho segundo os dados de catalogação bibliográfica a seguir].

Agner, Luiz – Arquitetura de informação e governo eletrônico: diálogo cidadãos-Estado na World Wide Web – estudo de caso e avaliação ergonômica de usabilidade de interfaces humano-computador / Luiz Carlos Agner Caldas ; orientador: Anamaria de Moraes. – 2007
354 f. : il. ; 30 cm

Tese (Doutorado em Design)–Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.
Inclui bibliografia

1. Artes – Teses. 2. Design. 3. Ergonomia. 4. Interação humano-computador. 5. Usabilidade. 6. Governo eletrônico. 7. Arquitetura de informação. 8. Interface. 9. World Wide Web. I. Moraes, Anamaria. II. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Artes. III. Título.

Aqui vão os arquivos:

Elementos pré-textuais (folha de rosto, agradecimentos, dedicatória, etc.)

Introdução – Clique aqui para um resumo geral da tese e dos conceitos de cada capítulo a seguir.

Capítulo 1Por uma visão crítica das organizações – Apresenta uma visão crítica dos fundamentos que legitimaram a Administração Tradicional e o surgimento das organizações burocráticas.

Capítulo 2Governo eletrônico e reinvenção do Estado – Apresenta definições e justificativas para o projeto de implantação do e-Gov. Apresenta diretrizes nacionais e internacionais para os portais de governo na Internet.

Capítulo 3Arquitetura de Informação: campo interdisciplinar – Apresenta aspectos teóricos e práticos da nova profissão ligada ao Design de sistemas informacionais – a Arquitetura de Informação – e suas relações interdisciplinares.

Capítulo 4Método e técnicas de pesquisa – Explicita detalhadamente o método e as técnicas desta pesquisa, assim como define o seu tema, objeto, problema, hipótese, objetivos, roteiros e técnicas.

Capítulo 5Resultados da técnica de história oral – Revela aspectos da dimensão institucional na utilização de ferramentas digitais no IBGE; apresenta o modo de apropriação das tecnologias de informação na história recente da Instituição, segundo o relato de seus protagonistas; descreve os conteúdos, objetivos e públicos-alvo do portal e seus subsites.

Capítulo 6Resultados dos testes de usabilidade – Sintetiza e apresenta dados empíricos de utilização obtidos com a técnica de testes de campo realizados com a participação de usuários acadêmicos em busca de dados estatísticos específicos.

Capítulo 7Análise dos dados, check list e heurísticas – Organiza e interpreta o conjunto de registros e de observações originadas dos testes de usabilidade no campo.

Capítulo 8Conclusões – Confronta os resultados obtidos com a literatura pesquisada. Formula recomendações específicas para a Arquitetura de Informação e usabilidade de interfaces, com base nos dados de utilização. Relaciona as conclusões com as recomendações gerais para portais de governo eletrônico (e-Gov). Apresenta possibilidades de desdobramentos futuros desta pesquisa.

Elementos pós-textuais (bibliografia e anexos)

Card sorting na prática

Card sorting - exercício de alunos

Card sorting - exercício de alunos

Conforme disse a arquiteta de informação e autora Christina Wodtke, se você quer que as pessoas encontrem as coisas que procuram, você deve organizar os conteúdos com base no que as pessoas conhecem sobre esses conteúdos.

A organização de uma loja de roupas, por exemplo, deve refletir o modo como as pessoas acham que as roupas são organizadas. As palavras usadas devem refletir as palavras que as pessoas utilizam e o layout do site deve refletir a tarefa de as pessoas comprarem.

Você – como designer – pode ignorar isso e impor um esquema próprio, ou pode aprender sobre como as pessoas percebem o âmago do seu conteúdo e usar isso para ser mais eficaz.

Card sorting é uma técnica para obter dados sobre o modelo mental dos usuários no que diz respeito ao espaço de informação. Faz parte da abordagem centrada no usuário, onde o objetivo é aumentar a probabilidade do usuário encontrar um nó de informação, quando estiver navegando. É uma técnica que pode ser usada no projeto de um site, na criação de uma nova área de um site ou no seu redesign.

Nas fotos, alguns registros do exercício de card sorting realizado pelos meus alunos de usabilidade e arquitetura de informação, na pós em webdesign da UniverCidade, no último sábado.

Mais resenhas na blogosfera

Volta e meia, eu encontro na web uma nova resenha escrita sobre o meu livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação” (Quartet, 2006). Esta aqui (que tomei a liberdade de reproduzir) foi feita por Rafael Rez Oliveira, no blog Ex Vertebrum. Obrigado, Rafael !!


Abre aspas:

Luiz Agner é o primeiro autor brasileiro a dedicar um livro inteiro ao tema da Arquitetura da Informação. A abordagem utilizada por Agner é simples e direta: relaciona o ergodesign (projeto de design baseado na ergonomia) com o design da informação em diversos capítulos curtos, cada um abordando um tema específico.

A AI é derivada das disciplinas de IHC (Interação Humano Computador) e da Biblioteconomia, valendo-se também da capacidade dos designers de organizar visualmente os sistemas de informação. O profissional que consegue reunir estas habilidades é o Arquiteto da Informação.

Agner se vale de uma linguagem jovem, não-acadêmica e descontraída para tornar o tema mais simples de compreender, e neste questito ele obtém muito sucesso. O livro foi muito bem recebido tanto por profissionais da área quanto por acadêmicos e pesquisadores, que passam a contar com uma bibliografia de apoio mais completa.

Li o livro todo numa só noite, numa tacada só, o que comprova a facilidade de absorvê-lo, mas é bom obeservar que nem por isso o livro é superficial. Agner se esforçou muito para conseguir fazer dele uma ferramenta de aprendizado completa.

Alguns trechos do livro estão disponíveis em forma de artigos no WebInsider.

Fecha aspas.

Prêmio IDEA/Brasil abre inscrições

O Brasil terá uma versão do IDEA, prêmio de design promovido há 30 anos pela IDSA (Industrial Designers Society of America), e patrocinado pela revista Business Week.

Designers, empresas, indústrias e estudantes têm até o dia 7 de março de 2008 para realizarem as inscrições para o IDEA/Brasi (Internacional Design Excellence Award), que premiará com 18 categorias em três níveis de excelência ouro, prata e bronze.

O prêmio é organizado pela ONG Objeto Brasil, tem co-realização da Revista Época Negócios e promoção da ABEDESIGN – Associação Brasileira das Empresas de Design e da APEX- Brasil – Agência de Promoção de Exportação e Investimento. Os interessados deverão fazer suas inscrições pelo site www.ideabrasil.com.br até o dia 7 de março de 2008.