Entrevista na revista Webdesign: PDF para download

A Camila e o Luis da WebDesign me mandaram hoje o PDF da minha entrevista que saiu publicada na edição deste mês. Aqui um pequeno trechinho…

Entender os principais aspectos envolvidos no processo de interação do usuário com os sistemas computacionais é um dos grandes desafios na concepção de projetos eficazes. Na busca por tal conhecimento, o Ergodesign surge como um dos melhores atalhos para descobrirmos as respostas exatas nesta caminhada.

Wd :: Recentemente, você explicou que “… quando um projeto (design) é desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign. Ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuários, na sua interação homem-máquina”. Quais são os princípios fundamentais do ergodesign?

Luiz :: O conceito de ergodesign surgiu há mais de 20 anos para acabar com as distâncias entre as disciplinas da ergonomia e do design. Anteriormente, havia grande dificuldade de ambos os lados de entender quais seriam os benefícios mútuos de uma aproximação.

Do lado do design, via-se a ergonomia como limitadora da criatividade ou como uma complicadora dos projetos, já que exigia estudos e análises, tornando o projeto demorado e caro. Pelo lado da ergonomia, não se conseguia compreender a dinâmica do processo de design, e não se conseguia transmitir as descobertas aos designers de maneira sintetizada e de fácil aplicação.

O conceito de ergodesign foi criado para construir uma ponte entre as disciplinas. A sinergia desta união resultou numa abordagem interdisciplinar produtiva e que garante a aplicação dos dados ergonômicos ao projeto, assim como a colocação da teoria em prática.

Se você gostou, baixe aqui a entrevista completa em PDF.

Entrevista na revista Webdesign

Revista Webdesign

A revista Webdesign deste mês publica uma entrevista minha, de sete páginas, sobre os temas gerais de que trata este blog: ergodesign, usabilidade e arquitetura de informação.

As perguntas da revista abordaram os conceitos fundamentais de ergodesign e de IHC, as técnicas de pesquisa com usuários, a aplicação dos resultados dessas pesquisas aos projetos, o papel da estética, o perfil ideal do arquiteto de informação e as perspectivas para as interfaces do futuro.

Nas bancas.

Palestra na UNIRIO (2)

Palestra de Luiz Agner na UniRio - junho 2008.

Fotos da apresentação de ontem na UniRio, cedidas pelo amigo Horácio Soares, da Acesso Digital. As restantes estão em seu Fickr. Agradeço à amiga Patricia Tavares, da TI do IBGE, a minha quarta leitora, pela gentileza e carona.

Palestra de Luiz Agner na UniRio - junho 2008.

À esquerda, a anfitriã prof. Simone Bacellar, da pós em Sistemas de Informação. Amanhã vou fazer o upload dos arquivos da apresentação, com áudios e vídeos. Aguarde! Durante o evento, descobri que não tenho só 4 leitores neste blog 🙂

Palestra na UNIRIO

Amanhã vou realizar a palestra sobre “Arquitetura de Informação e Governo Eletrônico”, baseada na minha tese de doutorado, na UNIRIO, às 17h, na Av. Pasteur, Urca, Rio de Janeiro, a convite da professora Simone Bacellar. Estão convidados os meus 4 leitores! 🙂

Local:
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Departamento de Informática Aplicada /
Curso de Sistema de Informação

Ambiente virtual de aprendizagem

Interface gráfica da Escola Virtual

Como os três (agora quatro) leitores deste blog sabem, estou aqui na Escola Nacional de Ciências Estatísticas ajudando na elaboração de um interessante projeto de educação à distância, que pretende treinar e replicar conhecimentos para milhares de entrevistadores dos censos, da PNAD e de outras pesquisas domiciliares de campo.

Ultimamente, temos ralado às voltas com o processo de customização da interface gráfica do software Moodle, com o apoio de uma consultoria especializada na programação do sistema, em linguagem PHP.

O Moodle , para quem não conhece, é um software livre, de apoio à aprendizagem, um Learning Management System (Sistema de gestao da aprendizagem). O programa foi criado em 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas.

Voltado para programadores e acadêmicos da educação, o Moodle é um sistema de administração de atividades educacionais que suporta a criação de comunidades on-line, em ambientes voltados para a aprendizagem colaborativa.

Software livre, segundo a Free Software Foundation, é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído. A liberdade é central ao conceito, e se opõe ao conceito de software proprietário.

O governo federal possui um site de discussão sobre o tema em
http://www.softwarelivre.gov.br.

No próximo post, vou falar um pouco sobre a pesquisa que orientou a criação dos ícones gráficos que compõem a interface visual.

Tributo a Tatsuo Yoshida

Fui assistir com meu filho ao divertido filme Speed Racer (Mach Go! Go! Go!) que faz uma releitura gráfico-sensorial do clássico seriado para a TV que marcou a minha infância e toda uma geração de pivetes.

Nesta adaptação os irmãos Wachowski (ver trilogia Matrix) elevaram o produto quase à categoria de arte. Pode ser que daqui a alguns anos o “Speed Racer dos Wachowski” seja cultuado com reverência pelos novos fãs do animé. Algumas cenas equivalem à sensação visual obtida nos games.

No link do Youtube, a introdução original em japonês desse herói criado em 1967 pelo talentoso desenhista autodidata Tatsuo Yoshida (1932-1977), que compreendeu a linguagem dos mangás transpostos para a TV e seguiu os passos de Osamu Tezuka (Astro Boy). Além de Speed, Yoshida criou também a série dos Agentes Fantasma (1964), uma equipe de ninjas modernos (que tinham a capacidade de pular para trás, em Rewind), a serviço do governo japonês, apresentada no Brasil, na década de 70.

Quando era criança levei alguns tombos tentando pular como eles 🙂

Pequena história da arquitetura de informação e usabilidade no Rio de Janeiro

Esta mensagem foi postada pelo Robson (em comentário a uma mensagem minha) na lista de Arquitetura de Informação. Há tempos estava querendo colocá-la aqui, como um registro de um pouco de história (embora ainda bastante incompleto). Abre aspas:


O Agner citou o LEUI, na PUC-Rio. Ainda há o fato de o primeiro curso de mestrado em Design ter sido criado no Rio e de ter contado com a hipercompetente presença da Dra. Anamaria de Moraes no corpo docente, o que deu um grande estímulo aos estudo de ergonomia e usabilidade para interfaces de interação humano-computador desde os anos de 1990. Em 2003 teve início a primeira turma do curso de doutorado em Design, com a primeira tese de doutorado em desgin relacionada a interfaces para recuperação de informação na web, defendida em 2006.

Já em 1999 foi criado o curso Design de Interfaces, no Centro Universitário Carioca, onde assuntos como ergonomina, usabilidade e AI sempre estiveram na pauta. Além disso, desde 2001 oferecemos cursos de usabilidade na PUC-Rio, inicialmente como workshops, passando por cursos de extensão e hoje temos uma pós-graduação bastante reconhecida, por onde passaram pessoas de vários
estados brasileiros e profissionais de várias grande empresas, como TIM, Globo.com, Neoris, Globo Online entre outras.

Também por iniciativa do LEUI, há oito anos foi realizado o primeiro Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade e Design de Interfaces e Interação Humano-Computador USIHC). É um evento fortemente pautado em apresentar e discutir estudos em ergonomia e usabilidade de sistemas e interfaces digitais e este ano será realizdo no Maranhão (em 2007 foi em Camboriú e em 2006 foi em Bauru).

Essa massa crítica formada na cidade deu origem a outras iniciativas, como o curso de pós-graduação em Webdesign na UniverCidade, o curso de Projeto de
Interfaces Gráficas para Mídias Integradas e o curso de Arquitetura de Informação, ambos na ESPM Rio. Em paralelo, profissionais e pesquisadores do Rio (e tem muito profissional-pesquisador e vice-versa) frequentemente se unem para organizar palestras, workshops e eventos, como o Dia Mundial da Usabilidade (WUD-RJ), que dá visibilidade à área.

Empresas que investem em AI e em usabilidade também estão localizadas no Rio, como Globo.com e Globo Online, Sirius Interativa e Simples Consultoria.

Assim, fica claro que não se trata de bairrismo, e sim falar a respeito de trabalho realizado ao longo do tempo. É muito bom refletirmos sobre a história recente para entender o crescimento da área [Robson Santos]

Só vou inserir aqui um adendo meu:

Em outros estados também têm sido gerados trabalhos acadêmicos importantes sobre Arquitetura de Informação, contribuindo assim para a criação de uma massa crítica sobre o tema, como as dissertações de Guilhermo Reis (USP), Flávia Macedo (UnB), e a monografia de Belkiss Marcorio (GO) [Luiz Agner].