Prototipação e wireframes com o Balsamiq e o Pencil


Esta apresentação foi produzida por uma dupla de alunos (Filippe e Juliana) da disciplina de Arquitetura de Informação na pós em Marketing e Design Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RJ). Mostra duas excelentes ferramentas gratuitas para auxiliar o trabalho do arquiteto de informação. Cabe conhecer e testar!

Como usar o Axure como ferramenta de prototipação


Esta foi uma apresentação sobre o uso do aplicativo Axure, realizada pelos meus alunos Caroline e Luiz Felipe, na disciplina de Arquitetura de Informação da pós em Marketing e Design Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing. O Axure é uma das principais ferramentas empregadas pelo arquiteto de informação e designer de interação, pois permite realizar um protótipo semifuncional rápido do projeto interativo, pronto para ser testado, e auxilia na produção da documentação necessária.

Para degustação…

Testando o instrumento de mão do Censo 2010

Apresentação realizada no I Encontro de Teste de Software para o Censo Demográfico 2010 / IBGE.

Quase todos os países fazem os seus censos demográficos, em cada década, contando seus habitantes e gerando dados para identificar características (idade, sexo, cor, religião, educação, trabalho, migração, entre outras), conhecer as condições de vida da população e seu desenvolvimento socioeconômico, e para desenhar um retrato exato da realidade nacional.

O Censo Demográfico 2010, a ser conduzido pelo IBGE, será uma colossal operação de coleta de dados, mobilizando um enorme conjunto de pessoas desde a fase de planejamento até a divulgação dos resultados. 200 milhões de cidadãos serão pesquisados em aproximadamente 60 milhões de domicílios, localizados em 5.565 municípios. Cerca de 190 mil pessoas serão contratadas para os trabalhos de pré-coleta e coleta de dados, supervisão, apoio administrativo, informática e apuração dos resultados do Censo 2010.

Na realização do Censo, serão desenvolvidas duas etapas primordiais de trabalho: a Pré-coleta e a Coleta de Dados, utilizando centenas de milhares de dispositivos móveis de coleta de mão (os PDAs). A operação da Pré-coleta é a primeira atividade de campo do Censo. Visa atualizar as informações relativas à área de trabalho do recenseador (mapas dos setores censitários e o cadastro de endereços), para a etapa da Coleta de Dados.

Para dar suporte ao trabalho da Pré-coleta, o IBGE desenvolveu um aplicativo que roda no dispositivo de mão, em Windows Mobile. Em Rio Claro (SP), local onde foi realizado uma edição experimental do Censo, apliquei uma série de testes de usabilidade e entrevistas com o apoio dos usuários-finais, para avaliar a adequação e facilidade de uso e aprendizado do aplicativo. Com base nos princípios heurísticos de Jakob Nielsen, o aplicativo foi testado e os resultados apresentados no I Encontro de Teste de Software do IBGE (ver slides).

Apresentação realizada no I Encontro de Teste de Software para o Censo Demográfico 2010 / IBGE.

O arquiteto de informação como agente de mudanças nas organizações

Trazendo a atividade da A.I. para o contexto das organizações e do mercado, os alunos Paulo e Alexandre da Escola Superior de Propaganda e Marketing realizaram estes superinteressantes seminários sobre artigos publicados na revista Boxes and Arrows. Segundo as suas apresentações, os autores dos textos afirmaram que:

“O arquiteto de informação introduz novas tecnologias nas organizações. Novas tecnologias resultam em uma mudança de comportamento. Organizações são sistemas em busca de equilíbrio e resistem a mudanças.”

E também que:
“O domínio da arquitetura de informação se expande para além da web para incluir o atual ambiente de negócios dinâmicos: a forma como pessoas, processos e ferramentas interagem e operam entre eles. O Arquiteto de Informação pode ajudar a empresa a colher benefícios positivos de uma mudança. O alvo não é mais os navegadores mas as mentes que entendem o mercado e agem contribuindo para as melhores decisões para o negócio.”

Ficam no ar as perguntas de Bob Goodman:
“Como podemos ajudar as empresas a se habituar com a mudança? Como mudar a percepção que a A.I. é apenas um passo no processo de produção de site?”

Peço autorização para compartilhar aqui os seminários para a degustação dos leitores, devido à sua excelente qualidade.

Sobre livros de AI em português

Somente hoje eu vi a resenha que Renata Zilse escreveu sobre o lançamento de meu livro. Sem dúvida, trata-se da resenha mais crítica que foi redigida até agora sobre ele, e, por isso, vale aqui este post com o link. É uma crítica séria e sem aquelas rasgações de seda de praxe. Segue aqui um trecho:

Renata aponta que: Ergodesign e arquitetura da informação faz uma abordagem de questões de design centrado no usuário sob diferentes pontos de vista: clientes, designers, analistas de sistemas e arquitetos da informação. Voltado para o público ainda leigo (interessados em ingressar no campo), se desenvolve a partir de e sobre este foco, de maneira simples, num linguajar coloquial. “Se como diz o autor, Luiz Agner, a crise atual é mesmo de “como transformar informação em conhecimento”, ele começou a dar combate à crise ao optar por produzir um livro de forma bem-humorada e compreensível para todos os interessados no tema.” [ANAMARIA DE MORAES, 2006].

A resenha continua: “o ponto inicial do livro é o que chama de “letargia cognitiva” – termo que usa para definir a atual situação de excesso de informação originando bloqueio mental e incapacidade individual de aquisição de conhecimento. Segundo o autor, a única saída para resolver tal problema é o desenvolvimento de um sistema hipertextual sob aspectos ergonômicos, centrado no usuário, visando a facilitação da Interação Humano-Computador (ergodesign). Por abordar muito mais questões de design de interface e usabilidade, talvez o título do livro devesse não apenas circunscrever-se à arquitetura da informação, mas ao desenvolvimento de interfaces web ou experiência do usuário em websites.”

E a Renata vai fundo: “O próprio Agner questiona o termo e sugere um novo: AI2, acrescentando mais um “i” referente a interação. Percebe-se também a sua insatisfação com relação a cobertura do termo Arquitetura da Informação numa disciplina que lida muito mais com questões de navegação e interação do usuário do que organização da informação. Esse ponto, aliás, é o centro nervoso de discussões entre arquitetos da informação e biblioteconomistas e cientistas da informação: classificação e organização de conteúdo é atribuição dos dois últimos e existe desde a Biblioteca de Alexandria, aproximadamente em 330 a.c., a primeira biblioteca documentada da história humana. Por que só agora, com o advento da internet, se “criou” uma profissão nova para lidar com essas questões?”

Obrigado por ter resenhado o livro, Renatinha! Só não concordo com as observações que você teceu sobre o estilo do texto, viu? Trata-se de um estilo bastante coloquial, dirigido aos estudantes que você conhece tão bem quanto eu, mas não um estilo “chulo“. De qualquer modo, na segunda edição, já publicada, alguns excessos e gírias já foram devidamente “equalizados” (impressionante como esta questão do estilo do texto deu o que falar, na época…)

Quem quiser mais detalhes, pode buscar por aqui, na revista InfoDesign.

E já que estamos colocando links sobre livros de AI em português, vale apontar para Design de Navegação Web, publicado pela ArtMed, cujo primeiro capítulo está online. Muito interessante quando, ao final, o autor apresenta as cinco filosofias” diferentes de projeto, apontando o design centrado no usuário como a mais adequada. Vale a leitura!

As respostas são a má sorte das perguntas

Para inspirar novas formas de pensar em 2010…

Essas palavras são do sociólogo Zygmunt Bauman, autor de “Modernidade Líquida” e “Amor Líquido“, e valem uma citação por ser um pensamento muito interessante:

“Maurice Blanchot [escritor e crítico francês, 1907-2003] disse certa vez, em palavras que ficaram famosas, que as respostas são a má sorte das perguntas. De fato, cada resposta implica fechamento, fim da estrada, fim da conversa. Também sugere nitidez, harmonia, elegância; enfim, qualidades que o mundo narrado não possui. Tenta forçar o mundo numa camisa-de-força na qual ele definitivamente não cabe.

Corta as opções, a multidão de sentidos e possibilidades que toda condição humana implica a cada momento. Promete falsamente uma solução simples para um busca provocada e impelida pela complexidade. Também mente, pois declara que as contradições e incompatibilidades que provocam as questões são fantasmas – efeitos de erros lingüísticos ou lógicos, em vez de qualidades endêmicas e irremovíveis da condição humana.

Aqueles que embarcam numa vida de conversação com a experiência humana deveriam abandonar todos os sonhos de um fim tranqüilo de viagem. Essa viagem não tem um final feliz – toda sua felicidade se encontra na própria jornada.”

Entrevista a Maria Lúcia Pallares-Burke, na Folha de S. Paulo

Os sinceros votos deste blog para 2010

Burocratas brasileiros retratados pelo traço de Millôr Fernandes.

O cartum do genial Millôr Fernandes, um dos meus mentores intelectuais e inspiradores, ilustra com fino humor o sentido da palavra burocracia, mal que assola as grandes organizações , principalmente no Brasil. Millôr aqui me fez revisitar as idéias do sociólogo Domenico de Masi, um intelectual militante da redistribuição do tempo, do trabalho, da riqueza, do saber e do poder.

Para De Masi, “os despertadores e burocratas são os maiores inimigos do ócio criativo“. A maioria das pessoas, consumidas pelo trabalho, não percebem como aproveitam mal seu tempo.

De Masi nos ensina que “aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre seu amor e a sua religião. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo.” O futuro pertence a quem souber libertar-se da idéia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre (…)”.

Ficam os meus sinceros votos de que 2010 seja um ano com menos despertadores, menos burocratas e muito mais ócio criativo para todos nós!


Para um resumo do livro “Ócio Criativo“, de Masi, clique aqui. Mais aqui sobre ócio e criatividade para iniciantes.