Ferramentas online de AI e Usabilidade

Eye Tracking Online
http://www.freewaregenius.com/2007/09/18/feng-gui-viewfinder-heatmap/
http://www.feng-gui.com/

Alguns acham este simulador automático de eyetracking uma balela, pois esse tipo de teste depende do contexto sócio-cultural dos usuários e inúmeros outros fatores perceptivos e cognitivos. Trata-se de uma aplicação de “inteligência artificial” que simula o caminho comum do olhar das pessoas em uma imagem estática ou página da web. Podemos indicar uma url ou fazer o upload de uma imagem gif, por exemplo, e o site gera um “mapa de calor”. Mas será que os conceitos da percepção visual são os mesmos em qualquer lugar do mundo ou podem ser reconstruídos por um algoritmo matemático independente de diferenças culturais e de seus contextos? Cabe verificar, mas eu fiz alguns testes e tive a sensação de que o algoritmo está furado.

Card Sorting Online
http://www.optimalsort.com/pages/default.html
Este serviço online foi idealizado pela arquiteta de informação Donna Maurer e sua equipe. Trata-se de uma ferramenta profissional de apoio a avaliações com usuários realizadas por meio da técnica de classificação/organização de cartões.

Mais Card Sorting: Web Sort
http://websort.net/
Faz o mesmo que o Optimal Sort. Tem ferramentas de análise dos dados, assim como papers ensinando como fazê-la. As suas planilhas podem ser importadas para o EZCalc (há um link para o download deste programinha). Para até 10 participantes é gratuito.

Programinha de Card Sorting – para Download
http://www.cardsort.net/downloads.html
Este site disponibiliza o download de um software para PC ou Mac com o objetivo de te auxiliar na realização de estudos baseados em cardsorting.

StickySorter: Diagrama de Afinidade para Download
Este software pode ajudar no cardsorting e é free.
http://www.officelabs.com/projects/stickysorter/Pages/default.aspx

Teste de Usabilidade Online
http://www.robotreplay.com/
O serviço é bem interessante, principalmente por ser gratuito, mas não pode ser considerado um teste de usabilidade verdadeiro, na medida em que não tenha cenários, tarefas, público-alvo, contexto de uso ou protocolos de verbalização. A definição da amostra é sempre por conveniência. Mas acho bom para ser adotado em blogs e sites pessoais, mais como uma curiosidade…

Análise de testes de usabilidade, na PUC

https://s3.amazonaws.com:443/slideshare/ssplayer.swf?id=72469&doc=analise-de-testes-versao-slide-share1736

Na minha apresentação de ontem da pós da PUC-Rio, mostrei este trabalho sobre Análise de Testes de Usabilidade – que disponibilizo aqui.

O registro de observações de um teste de usabilidade gera grande número de informações. O desafio do pesquisador é organizá-las, reportá-las e interpretá-las. Eu vi isto acontecendo na prática durante a minha pesquisa de doutorado.

O método Top-Down provê maior consistência na análise das observações e começa a partir de uma gama de heurísticas consolidadas. Exemplos de heurísticas: Nielsen; Bastien e Scapin; e Louis Rosenfeld. O método Bottom-up assemelha-se a uma técnica de card sorting aberto, em que a equipe de pesquisa identifica a posteriori as categorias dos problemas observados e o modo como eles serão agrupados.

Metodologia de aula – usabilidade

Foto Aula UniverCidade

Registro – Na aula pós em WebDesign, o primeiro passo foi uma apresentação com as informações gerais sobre o que é o Teste de Usabilidade (veja o slide show em um post anterior). Logo em seguida, aproveitamos o tempo extra com a prática de laboratório inspirada na metodologia dos testes de usabilidade.

A prática poderá incluir: Definir objetivos; Identificar o problema; Definir o tipo de teste; Distribuir os papéis da equipe; Perfil dos usuários-alvo; Redigir cenário e tarefas; Definir benchmarks; Equipamentos e metodologia; Definir métricas e dados qualitativos; Preparar documentos de apoio; Prospectar os participantes; Executar teste piloto; Reavaliar a metodologia e Aplicar os testes pra valer.

Depois, vem a parte mais desafiadora da Análise dos Dados: Compilar e Resumir os Dados; Identificar erros e dificuldades dos participantes; Identificar a fonte dos erros; Priorizar problemas; Gerar Recomendações; Recomendações de maior impacto; Recomendações de curto e longo prazos; Definir áreas para futura pesquisa e Redigir o Relatório.

Nas fotos, alguns takes da pós da UniverCidade, onde a turma põe a mão na massa, avaliando os seus projetos. O tempo é curto para tudo que nos propusemos a fazer. O restante fica pra próxima. Espero que todos tenham gostado. 😉

Foto Aula UniverCidade 2

Aula sobre testes de usabilidade

https://s3.amazonaws.com:443/slideshare/ssplayer.swf?id=55692&doc=testes-de-usabilidade-slide-share-1-15380

Esta foi a apresentação de hoje da minha aula sobre testes de usabilidade na pós de WebDesign da UniverCidade.

Os testes são técnicas etnográficas (emprestadas da antropologia) nas quais os usuários interagem com um produto ou sistema, em condições controladas, para realizar uma tarefa, em um dado cenário, visando a coleta de dados comportamentais. É um processo empírico de aprender sobre a usabilidade de um produto, observando os seus usuários, durante a sua utilização.

Testes em campo

Testar interfaces com usuários é um processo exaustivo e fascinante. Ao planejar o teste de usabilidade, deve-se decidir se será um teste em laboratório, em campo, ou um teste remoto.

O teste de campo é o mais indicado para avaliações somativas (para determinar como o produto trabalha no mundo real). É uma técnica adequada para avaliar a interação em um determinado ambiente, uma vez que as influências causadas por este podem ser críticas para a usabilidade de um produto.

As preparações preliminares ao teste incluem o walkthrough e o teste-piloto. O walktrough é a primeira chance de testar o equipamento e checar os materiais (documentos, checklists, questionários), os cenários, a terminologia, o tempo previsto e as perguntas. O teste-piloto é um “teste do teste” e o seu participante deve ser recrutado dentro do grupo de usuários-alvo.

Como vocês sabem, estou pesquisando a usabilidade e arquitetura de informação do portal do IBGE no contexto da minha tese de doutorado. Dois walktroughs já foram aplicados na UniverCidade com a participação de usuários tolerantes. Após os walktroughs, foram aplicados também dois testes-piloto.

Um desses pilotos (realizado no campus da PUC-Rio) está disponível aqui para download (vídeo, WMV, 17Mb). Confira!