Defesa de tese na PUC-Rio

Defesa de tese - Luiz Agner - PUC-Rio - 25 Outubro 2007

Defesa de tese - Luiz Agner - PUC-Rio - 25 Outubro 2007

Defesa de tese - Luiz Agner - PUC-Rio - 25 Outubro 2007

Foi ontem. Deu um friozinho na barriga, durante a defesa, mas Jesus lá em cima (na foto) ajudou! A banca chegou a tempo (apesar do dia de caos urbano no Rio), se aboletou em suas confortáveis poltronas, ouviu e anotou tudo, atentamente. E depois sabatinou impiedosamente. Era composta pelos professores Luiz Antonio Coelho (Design, PUC-Rio), Marcos Cavalcanti (Gestão do Conhecimento, Coppe-UFRJ), Lena Vania (Ciência da Informação, IBICT/UFRJ), e Regina Moraes (ex-IBGE e da Informática da PUC-Rio). Interdisciplinaridade é isso aí… O prof. Sydney Freitas (da ESDI-UERJ) também estava lá. No meio, aparece a Carol que foi me dar uma força. As fotos foram tiradas pela Barbara.

A professora Anamaria de Moraes (minha orientadora, foto abaixo) foi a verdadeira estrela do evento e está de parabéns, pois agora é a responsável por mais um doutor em Design na praça, seja lá o que isso possa significar. Afe!

Defesa de tese - Luiz Agner - PUC-Rio - 25 Outubro 2007

Protocolo retrospectivo nos testes de usabilidade

O protocolo retrospectivo (PR) – também conhecido como “teste retrospectivo” ou “protocolo verbal subseqüente auxiliado” – difere dos protocolos verbais concorrentes ou simultâneos (PC). Nele, em vez de verbalizar os pensamentos durante a realização da tarefa, os participantes do teste completam as tarefas silenciosamente e verbalizam os pensamentos depois – após terem assistido a um vídeo com a gravação da sua performance. Embora esta técnica possa fazer a situação de teste se tornar mais natural, pode dobrar ou triplicar o seu tempo de duração. Na minha pesquisa, o protocolo empregado foi misto (um seguido ao outro).

Nesta gravação, alguns exemplos retirados dos meus testes de campo. Confira!

Arquitetura versus design de informação

Um campo limítrofe à Arquitetura de Informação é o design de informação. Richard Wurman, que cunhou a expressão Arquitetura de Informação, desenvolveu diversos trabalhos profissionais na qualidade de designer de informação para vários veículos, contribuindo para a confusão. Deve-se esclarecer os conceitos e as diferenças entre os campos distintos, porém complementares, que muitas vezes se confundem. Para Rosenfeld e Morville, os “arquitetos de informação fazem design, e os designers fazem arquitetura de informação”.

A expressão Arquitetura da Informação foi apropriada por biblioteconomistas para definir o projeto de sistemas de armazenamento e recuperação de informações na web. Louis Rosenfeld e Peter Morville foram os principais propagadores desta idéia. Mas a definição inicial de Wurman era mais ampla, incluindo também museus, livros, jornais, cd-roms ou qualquer meio de transmitir informação.

O fato é que a atividade de design de informação nasceu bem antes que os conceitos de Arquitetura de Informação, embora compartilhem o objetivo comum de tornar claro o que é complexo. A utilização de figuras abstratas, ilustrações e desenhos para apresentar informações, medidas e dados não é uma invenção recente. Surgiu em 1750-1800, depois do advento dos logaritmos, das coordenadas cartesianas, da teoria da probabilidade e do cálculo.

Os primeiros diagramas estatísticos foram criados por J. H. Lambert (1728-1777), um matemático suíço-germânico, e por William Playfair (1759-1823), um economista inglês. Menos conhecido, mas igualmente importante, é o nome de Florence Nightingale (1820-1910). Playfair inventou o gráfico de barras, o gráfico de pizza, o de série temporal e o de área variável, em uma série de ilustrações publicadas em livros. No Brasil, já em 1872, há registros do uso de representações gráficas para apresentar dados do recenseamento.

Ao contrário do marketing e da publicidade, cujo propósito é a persuasão, o design de informação procura apresentar as informações de modo objetivo, para capacitar o leitor a tomar decisões. Os designers de informação transformam a informação (dados brutos, listas de ações ou processos) em modelos visuais capazes de revelar a sua essência. Eles são os intermediários entre historiadores, economistas e estatísticos e as suas audiências.

Em tempo: em outubro, acontecerá o congresso da Sociedade Brasileira de Design da Informação, em Curitiba.

IHC: um negócio da China

Imagine que, apesar de ter o meu resumo (abstract) aprovado pelo peer review, perdi o prazo final para envio do artigo/poster ao Congresso HCI International que terá lugar em Beijing, China. O resumo que enviei era sobre o estado atual da pesquisa de doutorado. Bolas! 😦

Se você estiver interessado em mais informações sobre este emblemático congresso, acesse em:
HCI International 2007 Website:
http://www.hcii2007.org/ ou

HCI International Conference series website:
http://www.hci-international.org

Testes em campo

Testar interfaces com usuários é um processo exaustivo e fascinante. Ao planejar o teste de usabilidade, deve-se decidir se será um teste em laboratório, em campo, ou um teste remoto.

O teste de campo é o mais indicado para avaliações somativas (para determinar como o produto trabalha no mundo real). É uma técnica adequada para avaliar a interação em um determinado ambiente, uma vez que as influências causadas por este podem ser críticas para a usabilidade de um produto.

As preparações preliminares ao teste incluem o walkthrough e o teste-piloto. O walktrough é a primeira chance de testar o equipamento e checar os materiais (documentos, checklists, questionários), os cenários, a terminologia, o tempo previsto e as perguntas. O teste-piloto é um “teste do teste” e o seu participante deve ser recrutado dentro do grupo de usuários-alvo.

Como vocês sabem, estou pesquisando a usabilidade e arquitetura de informação do portal do IBGE no contexto da minha tese de doutorado. Dois walktroughs já foram aplicados na UniverCidade com a participação de usuários tolerantes. Após os walktroughs, foram aplicados também dois testes-piloto.

Um desses pilotos (realizado no campus da PUC-Rio) está disponível aqui para download (vídeo, WMV, 17Mb). Confira!