Baixar a minha tese da PUC sem senha…

Editado em 19/09/2020 – O link publicado originalmente ficou desatualizado. Para baixar a minha tese de doutorado em pdf, vá por aqui!

PARA REFERENCIAR A TESE (inglês e/ou português):

Agner, Luiz; Moraes, Anamaria (Advisor). Information Architecture and E-Government: Citizens-State Dialogue on the World Wide Web – Case Study and Ergonomic Evaluation of Human-Computer Interface Usability. Rio de Janeiro, 2007. 354p. Doctorate Thesis – Departamento de Artes e Design, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Agner, Luiz; Moraes, Anamaria (Orientador). Arquitetura de Informação e Governo Eletrônico: Diálogo Cidadãos-Estado na World Wide Web – Estudo de Caso e Avaliação Ergonômica de Usabilidade de Interfaces Humano-Computador. Rio de Janeiro, 2007. 354p. Tese de Doutorado – Departamento de Artes e Design, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realiza-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Agradeço a Lucinha por ter me enviado este belo texto do Mario Quintana, que chegou no dia do meu aniversário. 🙂

Tudo no Brasil acaba em pizza! A A.I. não fica de fora…

Encontro de Arquitetura de Informação - Rio de Janeiro
Só ontem o Horácio (da Acesso Digital) me mandou as fotos que tirou do Encontro de AI na Cobal do Humaitá. Uma bela reunião dos membros da lista e amigos que mais uma vez se juntaram, desta vez para rever a nossa promoter Paola, de férias de sua temporada italiana. Na ocasião, o bastão de nova agitadora oficial foi passado para Katja Aquino.
Mais fotos em http://www.flickr.com/photos/horaciosoares/sets/72157606514676026/

Bruno Porto cria a capa da segunda edição de "Ergodesign e Arquitetura de Informação"

Estudos do Bruno Porto para a capa do meu livro

O designer e colega Bruno Porto, emérito professor do Raffles Design Institute, Shanghai, está desenvolvendo os estudos para a capa da segunda edição do meu livrinho “Ergodesign e Arquitetura de Informação”, atualmente esgotado. A previsão da editora é que a segunda edição saia ainda este semestre (assim, é claro, que eu tiver tempo para entregar os capítulos revisados ;))

Como vêem, a capa está ficando maneiríssima e o memorial descritivo não fica atrás. Segundo Bruno, a proposta agora é radical: “uma ruptura completa da percepção que se tinha da primeira edição do livro, que agora já se encontra estabelecido, recomendado e conhecido junto ao público-alvo que se renova”.

“O fato de ser uma segunda edição celebra seu sucesso, e um passo adiante, em layout e abordagem se faz mister! Daí, o que ‘grita’, à primeira vista, é o nome do autor, claro, e a “2a edição”. A capa, em si, chama atenção pelo caótico, e a mensagem-síntese da obra está lá, na própria capa: o grid te salvará, webdesigner!”

“A palavra “design” está bem destacada (disfarçando seu ‘ergo’), e ­ o termo principal ­
‘arquitetura de informação – com bastante movimento, motion graphics sangrado para todos os lados da ilustração, que é, proposital e provocativamente, um prédio. A capa foge do visual “apostila” que a 2AB estabeleceu, a Rosari deu prosseguimento, e a Quartet não se mexe muito (so far) para mudar.”

Quanto à tipografia, Bruno estudou variantes para a mainstream Helvetica (mas ainda no sentido “bem comportado”):
“como a Tarzana Narrow (Zuzana Licko da Emigré, mais antiestablishment impossível – talvez apenas o Billy hehehe ­em sua melhor forma) e a good old Trade Gothic, que mereceu um corpo maior por ser condensada.”

Super-obrigado, Bruno! Demorô. Tão bacana e cult quanto a capa é a defesa do projeto!! 😉

Entrevista na revista Webdesign: PDF para download

A Camila e o Luis da WebDesign me mandaram hoje o PDF da minha entrevista que saiu publicada na edição deste mês. Aqui um pequeno trechinho…

Entender os principais aspectos envolvidos no processo de interação do usuário com os sistemas computacionais é um dos grandes desafios na concepção de projetos eficazes. Na busca por tal conhecimento, o Ergodesign surge como um dos melhores atalhos para descobrirmos as respostas exatas nesta caminhada.

Wd :: Recentemente, você explicou que “… quando um projeto (design) é desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign. Ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuários, na sua interação homem-máquina”. Quais são os princípios fundamentais do ergodesign?

Luiz :: O conceito de ergodesign surgiu há mais de 20 anos para acabar com as distâncias entre as disciplinas da ergonomia e do design. Anteriormente, havia grande dificuldade de ambos os lados de entender quais seriam os benefícios mútuos de uma aproximação.

Do lado do design, via-se a ergonomia como limitadora da criatividade ou como uma complicadora dos projetos, já que exigia estudos e análises, tornando o projeto demorado e caro. Pelo lado da ergonomia, não se conseguia compreender a dinâmica do processo de design, e não se conseguia transmitir as descobertas aos designers de maneira sintetizada e de fácil aplicação.

O conceito de ergodesign foi criado para construir uma ponte entre as disciplinas. A sinergia desta união resultou numa abordagem interdisciplinar produtiva e que garante a aplicação dos dados ergonômicos ao projeto, assim como a colocação da teoria em prática.

Se você gostou, baixe aqui a entrevista completa em PDF.

Palestra na UNIRIO

Amanhã vou realizar a palestra sobre “Arquitetura de Informação e Governo Eletrônico”, baseada na minha tese de doutorado, na UNIRIO, às 17h, na Av. Pasteur, Urca, Rio de Janeiro, a convite da professora Simone Bacellar. Estão convidados os meus 4 leitores! 🙂

Local:
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Departamento de Informática Aplicada /
Curso de Sistema de Informação

Ambiente virtual de aprendizagem

Interface gráfica da Escola Virtual

Como os três (agora quatro) leitores deste blog sabem, estou aqui na Escola Nacional de Ciências Estatísticas ajudando na elaboração de um interessante projeto de educação à distância, que pretende treinar e replicar conhecimentos para milhares de entrevistadores dos censos, da PNAD e de outras pesquisas domiciliares de campo.

Ultimamente, temos ralado às voltas com o processo de customização da interface gráfica do software Moodle, com o apoio de uma consultoria especializada na programação do sistema, em linguagem PHP.

O Moodle , para quem não conhece, é um software livre, de apoio à aprendizagem, um Learning Management System (Sistema de gestao da aprendizagem). O programa foi criado em 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas.

Voltado para programadores e acadêmicos da educação, o Moodle é um sistema de administração de atividades educacionais que suporta a criação de comunidades on-line, em ambientes voltados para a aprendizagem colaborativa.

Software livre, segundo a Free Software Foundation, é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído. A liberdade é central ao conceito, e se opõe ao conceito de software proprietário.

O governo federal possui um site de discussão sobre o tema em
http://www.softwarelivre.gov.br.

No próximo post, vou falar um pouco sobre a pesquisa que orientou a criação dos ícones gráficos que compõem a interface visual.

Tributo a Tatsuo Yoshida

Fui assistir com meu filho ao divertido filme Speed Racer (Mach Go! Go! Go!) que faz uma releitura gráfico-sensorial do clássico seriado para a TV que marcou a minha infância e toda uma geração de pivetes.

Nesta adaptação os irmãos Wachowski (ver trilogia Matrix) elevaram o produto quase à categoria de arte. Pode ser que daqui a alguns anos o “Speed Racer dos Wachowski” seja cultuado com reverência pelos novos fãs do animé. Algumas cenas equivalem à sensação visual obtida nos games.

No link do Youtube, a introdução original em japonês desse herói criado em 1967 pelo talentoso desenhista autodidata Tatsuo Yoshida (1932-1977), que compreendeu a linguagem dos mangás transpostos para a TV e seguiu os passos de Osamu Tezuka (Astro Boy). Além de Speed, Yoshida criou também a série dos Agentes Fantasma (1964), uma equipe de ninjas modernos (que tinham a capacidade de pular para trás, em Rewind), a serviço do governo japonês, apresentada no Brasil, na década de 70.

Quando era criança levei alguns tombos tentando pular como eles 🙂

Chat sobre Ergodesign e Usabilidade (2)

Reproduzo aqui trechos selecionados do chat durante o curso de Webdesign da Arteccom:

[21:07] Hunald Vale – Gostaria de saber um poco sobre portais governamentais. Seria indicado uma padronização? não seria mais fácil passar de um site do TJ pro site de um ministério sem se sentir perdido?
[21:07] Hunald Vale – ufa!
[21:08] Luiz Agner – Acho que vc deve estudar um pouco sobre o conceito de governo eletronico (e-gov)
[21:09] Luiz Agner – as instituições publicas adoram pensar q vao resolver todos os problemas com a padronizacao
[21:09] Camila Batistão – isso é verdade…
[21:09] Luiz Agner – mas o conceito de e-gov se centra no publico-alvo, nos usuarios…
[21:09] *** Wallace Vianna entrou na sala
[21:09] Hunald Vale – é vero,……….e não nas empresas(governo)
[21:09] Luiz Agner – padronizar tudo pode nao ser uma boa soluçao
[21:10] Wallace Vianna – Luiz Agner já chegou (risos)?
[21:10] Luiz Agner – levando em consideraçao de que cada serviço do governo, em suas diversas instancias, tem o seu publico-alvo especifico
[21:10] Camila Batistão – mas luiz, no caso de sites do governo pessoas de alta e baixa escolaridade acessam o site, correto??
[21:10] *** Alexandre Henrique entrou na sala
[21:11] Camila Batistão – ahhh
[21:11] Luiz Agner – a padronizaçao neste caso pode resvalar em uma burocratizaçao do design
[21:11] Luiz Agner – o conceito de governo eletronico eh centrado no cidadão
[21:11] Wallace Vianna – Perdí muita coisa em 10 minutos!
[21:12] *** Paulo Marcos entrou na sala
[21:12] Camila Batistão – sendo o publico o cidadão devemos considerar a taxa de escolaridade???
[21:14] Luiz Agner – como o cidadao brasileiro eh muito diversificado, torna-se muito importante neste caso o estudo do perfil dos usuários.
[21:15] Luiz Agner – O governo eletronico é um conceito novo e que significa muito mais do que um governo informatizado. Trata-se da utopia de um Estado aberto e ágil para atender as necessidades da sociedade e envolve utilizar tecnologias de informação e comunicação para ampliar a cidadania, a transparência e a participação dos cidadãos.
[21:20] Lenon Della – Luiz, qual a definição para “ergodesign” ?
[21:22] Luiz Agner – quando um projeto (design) eh desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign.
[21:23] Luiz Agner – ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuarios, na sua interaçao homem-maquina.
[21:23] Luiz Agner – isto eh o ergodesign.
[21:25] Cláudia Maria – como assim “elementos de pesquisa”?
[21:27] Luiz Agner – elementos provenientes da pesquisa com os usuarios. Ate onde sei, a ergonomia nao tem formulas prontas, eh preciso levantar dados sobre a eficacia de utilizacao junto aos usuarios.
[21:41] Cláudia Maria – Luiz, gostaria de entender melhor o que é ergodesign. Ainda não consegui saber exatamente o que é.
[21:43] Luiz Agner – o ergodesign eh o design que trabalha com os principios da ergonomia…
[21:43] *** Caroline de Mattos entrou na sala
[21:43] Luiz Agner – a ergonomia estuda a interaçao homem-maquina, com foco no ser humano, e nao na maquina…
[21:44] Luiz Agner – ou seja, foca as suas premissas de projeto nas questoes humanas, e nao nas questoes estritamente tecnologicas…
[21:44] Hunald Vale – seria então uma das vertentes da IHC?
[21:45] Luiz Agner – a tecnologia tem as suas logicas especificas, mas o ser humano se comporta segundo logicas diferenciadas e proprias…
[21:46] Luiz Agner – que podem envolver questoes culturais, educacionais, cognitivas, psicologicas etc…
[21:52] Luiz Agner – o ergodesign sempre pesquisa o comportamento dos usuarios. para isto, existem varias tecnicas de pesquisa. os testes de usabilidade sao apenas uma das tecnicas possiveis.