Chat sobre Ergodesign e Usabilidade (2)

Reproduzo aqui trechos selecionados do chat durante o curso de Webdesign da Arteccom:

[21:07] Hunald Vale – Gostaria de saber um poco sobre portais governamentais. Seria indicado uma padronização? não seria mais fácil passar de um site do TJ pro site de um ministério sem se sentir perdido?
[21:07] Hunald Vale – ufa!
[21:08] Luiz Agner – Acho que vc deve estudar um pouco sobre o conceito de governo eletronico (e-gov)
[21:09] Luiz Agner – as instituições publicas adoram pensar q vao resolver todos os problemas com a padronizacao
[21:09] Camila Batistão – isso é verdade…
[21:09] Luiz Agner – mas o conceito de e-gov se centra no publico-alvo, nos usuarios…
[21:09] *** Wallace Vianna entrou na sala
[21:09] Hunald Vale – é vero,……….e não nas empresas(governo)
[21:09] Luiz Agner – padronizar tudo pode nao ser uma boa soluçao
[21:10] Wallace Vianna – Luiz Agner já chegou (risos)?
[21:10] Luiz Agner – levando em consideraçao de que cada serviço do governo, em suas diversas instancias, tem o seu publico-alvo especifico
[21:10] Camila Batistão – mas luiz, no caso de sites do governo pessoas de alta e baixa escolaridade acessam o site, correto??
[21:10] *** Alexandre Henrique entrou na sala
[21:11] Camila Batistão – ahhh
[21:11] Luiz Agner – a padronizaçao neste caso pode resvalar em uma burocratizaçao do design
[21:11] Luiz Agner – o conceito de governo eletronico eh centrado no cidadão
[21:11] Wallace Vianna – Perdí muita coisa em 10 minutos!
[21:12] *** Paulo Marcos entrou na sala
[21:12] Camila Batistão – sendo o publico o cidadão devemos considerar a taxa de escolaridade???
[21:14] Luiz Agner – como o cidadao brasileiro eh muito diversificado, torna-se muito importante neste caso o estudo do perfil dos usuários.
[21:15] Luiz Agner – O governo eletronico é um conceito novo e que significa muito mais do que um governo informatizado. Trata-se da utopia de um Estado aberto e ágil para atender as necessidades da sociedade e envolve utilizar tecnologias de informação e comunicação para ampliar a cidadania, a transparência e a participação dos cidadãos.
[21:20] Lenon Della – Luiz, qual a definição para “ergodesign” ?
[21:22] Luiz Agner – quando um projeto (design) eh desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign.
[21:23] Luiz Agner – ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuarios, na sua interaçao homem-maquina.
[21:23] Luiz Agner – isto eh o ergodesign.
[21:25] Cláudia Maria – como assim “elementos de pesquisa”?
[21:27] Luiz Agner – elementos provenientes da pesquisa com os usuarios. Ate onde sei, a ergonomia nao tem formulas prontas, eh preciso levantar dados sobre a eficacia de utilizacao junto aos usuarios.
[21:41] Cláudia Maria – Luiz, gostaria de entender melhor o que é ergodesign. Ainda não consegui saber exatamente o que é.
[21:43] Luiz Agner – o ergodesign eh o design que trabalha com os principios da ergonomia…
[21:43] *** Caroline de Mattos entrou na sala
[21:43] Luiz Agner – a ergonomia estuda a interaçao homem-maquina, com foco no ser humano, e nao na maquina…
[21:44] Luiz Agner – ou seja, foca as suas premissas de projeto nas questoes humanas, e nao nas questoes estritamente tecnologicas…
[21:44] Hunald Vale – seria então uma das vertentes da IHC?
[21:45] Luiz Agner – a tecnologia tem as suas logicas especificas, mas o ser humano se comporta segundo logicas diferenciadas e proprias…
[21:46] Luiz Agner – que podem envolver questoes culturais, educacionais, cognitivas, psicologicas etc…
[21:52] Luiz Agner – o ergodesign sempre pesquisa o comportamento dos usuarios. para isto, existem varias tecnicas de pesquisa. os testes de usabilidade sao apenas uma das tecnicas possiveis.

Mais resenhas na blogosfera

Volta e meia, eu encontro na web uma nova resenha escrita sobre o meu livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação” (Quartet, 2006). Esta aqui (que tomei a liberdade de reproduzir) foi feita por Rafael Rez Oliveira, no blog Ex Vertebrum. Obrigado, Rafael !!


Abre aspas:

Luiz Agner é o primeiro autor brasileiro a dedicar um livro inteiro ao tema da Arquitetura da Informação. A abordagem utilizada por Agner é simples e direta: relaciona o ergodesign (projeto de design baseado na ergonomia) com o design da informação em diversos capítulos curtos, cada um abordando um tema específico.

A AI é derivada das disciplinas de IHC (Interação Humano Computador) e da Biblioteconomia, valendo-se também da capacidade dos designers de organizar visualmente os sistemas de informação. O profissional que consegue reunir estas habilidades é o Arquiteto da Informação.

Agner se vale de uma linguagem jovem, não-acadêmica e descontraída para tornar o tema mais simples de compreender, e neste questito ele obtém muito sucesso. O livro foi muito bem recebido tanto por profissionais da área quanto por acadêmicos e pesquisadores, que passam a contar com uma bibliografia de apoio mais completa.

Li o livro todo numa só noite, numa tacada só, o que comprova a facilidade de absorvê-lo, mas é bom obeservar que nem por isso o livro é superficial. Agner se esforçou muito para conseguir fazer dele uma ferramenta de aprendizado completa.

Alguns trechos do livro estão disponíveis em forma de artigos no WebInsider.

Fecha aspas.

Viagem ao Sul: SC e Porto Alegre

Congresso USIHC - 2007 - Balneário Camboriú, SC

Almoço durante o Congresso USIHC 2007, em Balneário Camboriú, SC. Na mesa, o palestrante Paul Sherman (da Usability Professional Association/UPA), Lucia Filgueiras, professora da USP, Anamaria de Moraes, da ergonomia da PUC-Rio, minha colega Manuela Quaresma, e a professora Bianka Capucci, da Univali/SC, entre outros participantes do evento.

Arquitetos de informação em Porto Alegre, julho 2007.

Depois, em Porto Alegre, o agradável bate-papo com os AIs gaúchos, regado à cerveja uruguaia: na foto, o papai Rodrigues Comandolli, Ale Nahra, Moisés, Rodrigo, Jane, Cristian, minha filha Bathata, entre outros. Brrrrrrrrr, que frio, tchê!

Aula sobre testes de usabilidade

https://s3.amazonaws.com:443/slideshare/ssplayer.swf?id=55692&doc=testes-de-usabilidade-slide-share-1-15380

Esta foi a apresentação de hoje da minha aula sobre testes de usabilidade na pós de WebDesign da UniverCidade.

Os testes são técnicas etnográficas (emprestadas da antropologia) nas quais os usuários interagem com um produto ou sistema, em condições controladas, para realizar uma tarefa, em um dado cenário, visando a coleta de dados comportamentais. É um processo empírico de aprender sobre a usabilidade de um produto, observando os seus usuários, durante a sua utilização.

Inteligência empresarial

Foi lançado, no auditório do BNDES, o número 28 (2007) da revista Inteligência Empresarial, uma publicação do Crie (Coppe-UFRJ). O Crie é o Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe, um núcleo de pesquisas, capacitação e consultoria. O Crie tem o objetivo de auxiliar a geração de vantagens competitivas para as organizações e contribuir para a inserção competitiva do Brasil na sociedade do conhecimento.

Revista Inteligência Empresarial - Crie - Coppe/UFRJ.

Esta edição de Inteligência Empresarial traz, nas páginas 34-35, uma resenha de Claudia Duarte que analisa o (meu) livro Ergodesign e Arquitetura de Informação – Trabalhando com o Usuário.

Claudia, designer e mestre em Tecnologia da Imagem, afirma que o livro “assume um papel importante ao disseminar conceitos e levantar questões que contribuem para aperfeiçoar a qualificação dos nossos profissionais ligados ao projeto de websites e para situar os nossos produtos on-line em patamares de qualidade internacionais”.

Inteligência Empresarial é editada pelo professor Marcos Cavalcanti, da Coppe/UFRJ, e pela jornalista Rosa Lima.

Bibliografia de pesquisa

Em função deste blog, toda hora me escreve alguém solicitando indicações de bibliografia para suas pesquisas. Coloquei aqui uma lista preliminar de dissertações, teses, periódicos, anais de congressos, livros, etc. Ainda está incompleta, mas já dá pra ir começando. O melhor é que já tem muita coisa em português, escrita pelo pessoal da PUC-Rio.

Depois, vou ampliar a lista. Por hora, essas fontes devem ajudar bastante nos seus trabalhos acadêmicos. Agradeço ao Brandão pelo providencial arquivo.

Bibliografia de pesquisa em Ergodesign e Arquitetura de Informação

O lado bom de ser autor no Brasil

É fato notório que o Brasil tem um reduzido mercado leitor e que os custos de produção gráfica são altos, em virtude da pequena tiragem. Isto implica em que os lucros das editoras e dos autores não sejam grandes. Um autor normalmente não fica com mais do que 10% do valor do preço de capa. Esta é a praxe.

Bem, hoje, eu recebi uma parte dos direitos do meu livro “Ergodesign…” Uma fortuna incalculável, imaginem! Acho que vou comprar um Land Rover para juntar aos outros dois que já estão na garagem 😉 Serviu para uma coisa: se eu tinha algum sonho de me tornar um Paulo Coelho da arquitetura de informação, coloquei imediatamente os pés no chão. Caraca, não é fácil ser autor no Brasil. Só mesmo sendo um mago! 😉

Entretanto, há uma coisa muito boa nisso de colocar as idéias no papel e sair distribuindo as cópias por aí pelos quatro cantos do país. Vou contar o segredo pra vocês: é o reconhecimento e o carinho do leitor.

Sim, sem demagogias, é o melhor de tudo e o que nos dá o verdadeiro alento.

Vou citar um exemplo. Hoje, recebi o e-mail do Vicente Martin, professor de Criação Digital, da ESPM de São Paulo. Ele me disse:

“Acabei de terminar a leitura de seu livro. Queria parabenizá-lo pelo ótimo conteúdo e pela fluidez do texto. A partir do semestre que vem irei adicionar na bibliografia da matéria”.

Anteontem, a Tatiana, aluna da Anhembi Morumbi (SP), me enviou a seguinte mensagem:

“Pode acrescentar uma fã na sua lista e, por favor, não pare de escrever porque assim você vai ajudar muito na minha formação acadêmica. Achei o livro muito fácil de ler e super-atual. Aguardo os próximos lançamentos, e que a ciência ilumine os seus pensamentos!”

Muito carinhoso, Tatiana! E teve ainda o Celso que escreveu o seguinte em seu blog, que eu descobri hoje na web:

“Temos excelentes profissionais de TI, mas são poucos que conhecem o negócio do cliente além do escopo da tecnologia. Dominam muito bem linguagens de programação, processos e práticas relacionadas à tecnologia mas são raros os que se aventuram a ler sobre assuntos diversos que ajudam a entender o produto ou serviço do ponto de vista do usuário ou do negócio do cliente. Leituras de livros e artigos sobre negócios, antropologia, fisiologia, ergonomia, design, filosofia ou qualquer coisa que ajude a pensar fora da caixa são raras.

E isso ainda leva a um efeito colateral negativo: poucos são capazes de multiplicar seu conhecimento de forma eficiente ou escrever bons textos, quiçá um livro – aliás, muitos não passariam num processo seletivo por redação. O lado positivo é que as exceções geralmente são muito boas: o livro Ergodesign e Arquitetura de Informação do Luiz Agner é um bom exemplo, entre outros.”

Obrigadíssimo, Vicente, Tatiana e Celso. Manifestações de leitores como vocês são o maior incentivo para continuar pesquisando e escrevendo!