Sobre livros de AI em português

Somente hoje eu vi a resenha que Renata Zilse escreveu sobre o lançamento de meu livro. Sem dúvida, trata-se da resenha mais crítica que foi redigida até agora sobre ele, e, por isso, vale aqui este post com o link. É uma crítica séria e sem aquelas rasgações de seda de praxe. Segue aqui um trecho:

Renata aponta que: Ergodesign e arquitetura da informação faz uma abordagem de questões de design centrado no usuário sob diferentes pontos de vista: clientes, designers, analistas de sistemas e arquitetos da informação. Voltado para o público ainda leigo (interessados em ingressar no campo), se desenvolve a partir de e sobre este foco, de maneira simples, num linguajar coloquial. “Se como diz o autor, Luiz Agner, a crise atual é mesmo de “como transformar informação em conhecimento”, ele começou a dar combate à crise ao optar por produzir um livro de forma bem-humorada e compreensível para todos os interessados no tema.” [ANAMARIA DE MORAES, 2006].

A resenha continua: “o ponto inicial do livro é o que chama de “letargia cognitiva” – termo que usa para definir a atual situação de excesso de informação originando bloqueio mental e incapacidade individual de aquisição de conhecimento. Segundo o autor, a única saída para resolver tal problema é o desenvolvimento de um sistema hipertextual sob aspectos ergonômicos, centrado no usuário, visando a facilitação da Interação Humano-Computador (ergodesign). Por abordar muito mais questões de design de interface e usabilidade, talvez o título do livro devesse não apenas circunscrever-se à arquitetura da informação, mas ao desenvolvimento de interfaces web ou experiência do usuário em websites.”

E a Renata vai fundo: “O próprio Agner questiona o termo e sugere um novo: AI2, acrescentando mais um “i” referente a interação. Percebe-se também a sua insatisfação com relação a cobertura do termo Arquitetura da Informação numa disciplina que lida muito mais com questões de navegação e interação do usuário do que organização da informação. Esse ponto, aliás, é o centro nervoso de discussões entre arquitetos da informação e biblioteconomistas e cientistas da informação: classificação e organização de conteúdo é atribuição dos dois últimos e existe desde a Biblioteca de Alexandria, aproximadamente em 330 a.c., a primeira biblioteca documentada da história humana. Por que só agora, com o advento da internet, se “criou” uma profissão nova para lidar com essas questões?”

Obrigado por ter resenhado o livro, Renatinha! Só não concordo com as observações que você teceu sobre o estilo do texto, viu? Trata-se de um estilo bastante coloquial, dirigido aos estudantes que você conhece tão bem quanto eu, mas não um estilo “chulo“. De qualquer modo, na segunda edição, já publicada, alguns excessos e gírias já foram devidamente “equalizados” (impressionante como esta questão do estilo do texto deu o que falar, na época…)

Quem quiser mais detalhes, pode buscar por aqui, na revista InfoDesign.

E já que estamos colocando links sobre livros de AI em português, vale apontar para Design de Navegação Web, publicado pela ArtMed, cujo primeiro capítulo está online. Muito interessante quando, ao final, o autor apresenta as cinco filosofias” diferentes de projeto, apontando o design centrado no usuário como a mais adequada. Vale a leitura!

Arquitetura de Informação na Fiocruz

Workshop de AI na FioCruz - 2009

Um registro rápido do workshop de Ergodesign, Arquitetura de Informação e Usabilidade, ministrado na Fiocruz. Na foto, a equipe multidisciplinar que desenvolve serviços web e o portal da Instituição, no momento em que participam de um exercício de aplicação e análise de card sorting, uma técnica low-tech para orientar a definição de taxonomias da informação com foco no usuário. O grupo também aprendeu como se faz um Relatório Estratégico de AI.

Participam da equipe de instrutores os professores Sydney Freitas, Giuseppe, Edson, Eduardo Ariel, entre outros, além do blogueiro que vos fala.

Eye-tracking, percepção, criatividade e o fracasso dos banners publicitários

O anúncio do próximo livro de Jakob Nielsen sobre eye-tracking, que vai sair em agosto, e um papo com o Luis Rocha, da WebDesign, me levou a escrevinhar algumas considerações sobre esta moderna técnica de pesquisa, e suas relações com a teoria da percepção, a criatividade, os testes tradicionais de usabilidade etc.

Na prática, é difícil analisar a comunicação interativa com base nos princípios estabelecidos para descrever a comunicação tradicional. A psicologia da Gestalt procurou estabelecer princípios universais aplicados à percepção visual que descrevem como ocorre o fenômeno perceptivo nos seres humanos.

Os princípios da percepção mostram que as pessoas procuram padrões em tudo que observam. Elementos similares têm, para fins de percepção visual, o mesmo grau de importância. Assim, o reconhecimento de padrões implica o discernimento de semelhanças e de diferenças entre os elementos percebidos. Os elementos que mantém semelhança visual entre si – de cor, de forma, de alinhamento, direcionamento, movimento ou outra característica – passam a constituir uma mesma unidade perceptiva.

Atualmente sabe-se que este agrupamento também pode se dar devido a fatores culturais. Isto acontece quando resultados da pesquisa de eye-tracking indicam que os usuários inconscientemente evitam as fontes extravagantes, banners coloridos e animações, pois seriam associados culturalmente a mensagens publicitárias.

O processo de agrupamento visual também pode acontecer quando há conjuntos destacados de opções na homepage, gerando distintas taxonomias no modelo mental do usuário.

Nesse sentido, suponho que alguns princípios da Gestalt continuam válidos até os nossos dias, nas telas de computador, como a semelhança, a proximidade, a continuidade, o fechamento, a busca do equilíbrio etc.

Esses princípios possivelmente determinam o comportamento ocular dos usuários, descoberto pelos estudos de eye-tracking, como o de que grandes blocos de texto são evitados, listas mantém a atenção do leitor, e o espaço branco e a coluna única são boas opções de projeto. Mas por enquanto essa relação de causa e efeito pode ser considerada apenas uma hipótese.

O design de ambientes digitais, como websites, na maior parte das vezes trabalha com as características e limitações das capacidades cognitivas humanas. E muitas vezes os projetos são fortemente impactados por estas limitações.

É o caso de interfaces que envolvem questões de segurança e os ambientes virtuais de aprendizagem, por exemplo. A área de estudos faz parte da Ergonomia Cognitiva. Um dos recursos empregados pela Ergonomia na coleta de dados empíricos e no teste de hipóteses é o método experimental.

Esse método, a exemplo do eye-tracking, implica a elaboração de um conjunto de procedimentos para o registro do desempenho humano durante a tarefa. Os experimentos com o emprego do eye-tracking configuram uma das melhores oportunidades, ao alcance dos profissionais e pesquisadores, para se aplicar o método científico para fins de avaliação de projetos de sites e ambientes digitais.

Por mais que se apóiem decisões em uma ou outra teoria, como a psicologia da Gestalt, estas são furadas se não possuírem dados empíricos que as sustentem. Daí a necessidade da coleta de dados e o teste de hipóteses. O objetivo é utilizar os dados experimentais para comprovação empírica e, se for o caso, corrigir o projeto antes que o custo de um retrabalho possa crescer.

Nesse sentido, em primeiro lugar, deve-se partir de hipóteses sobre como se daria a interação visual do usuário e de boas suposições sobre como esta interação pode ser convertida em retorno do investimento. Neste caso, o eye-tracking pode vir como técnica complementar ao teste de usabilidade tradicional. Isto sem dúvida impactará positivamente e contribuirá para o sucesso do projeto, seja uma escola virtual ou um site de comércio eletrônico.

Outras etapas de um estudo com eye-tracking devem envolver a definição de uma amostra adequada de participantes no experimento, que reflita com precisão o público-alvo. E o controle das variáveis para que as condições estejam controladas e os resultados do estudo possam ser validados cientificamente.

Ao monitorar a navegação visual dos usuários e seu esforço cognitivo, o eye-tracking fornece pistas para entender o seu pensamento, com ou sem a necessidade de verbalização. Os dados resultantes podem ser analisados estatísticamente e renderizados graficamente para evidenciar padrões. Não é possível inferir processos cognitivos específicos diretamente a partir de uma fixação do olhar. Por esta razão, eye tracking é combinado com outras metodologias de análise e a intermediação de um especialista em usabilidade é necessária.

Os resultados do eye-tracking devem ser implementados de forma complementar aos estudos tradicionais de usabilidade, como o teste formal, o “thinkaloud”, entrevistas ou o Quiz. Existem hoje equipamentos de eye-tracking discretos e não-invasivos. Mas é preciso não se criar uma idéia de supervalorização do eye-tracking como ferramenta de pesquisa, devido exclusivamente à sua aparência de sofisticação. Os diferentes métodos de avaliação se complementam e podem trazer bons insights qualitativos, mesmo aqueles mais simples como o card sorting.

A confrontação desses dados com as diretivas heurísticas dos autores consagrados como, por exemplo, Jakob Nielsen, nos auxiliam a determinar uma check-list para as modificações a serem efetuadas na interface. Esta check-list pode conter perguntas à equipe como: “nós estamos dando mais ênfase a textos do que imagens?”, “qual informação importante está situada na parte superior esquerda das páginas?”, ou “o tamanho das fontes está adequado à atitude de leitura requerida pelo conteúdo?”

Como tudo na informática, os equipamentos de eye-track vão se tornando com o tempo melhores e mais acessíveis. O perfil de projeto que se beneficia de um estudo como esse inclui aqueles em que a interpretação do conteúdo é crítica para execução das tarefas com baixa taxa de erros, em um intervalo de tempo relativamente curto.

Um exemplo são os sistemas de controle de vôo, os terminais de auto-atendimento de bancos e os sites financeiros. Além disso, podemos incluir a avaliação de publicidade on-line, comerciais de TV digital e até pontos de venda em supermercados e embalagens tradicionais. Se o site se apóia em faturamento da venda de banners, é importante realizar o estudo de eye-tracking para habilitar uma maior criatividade na localização ou tipo de anúncios.

Na minha opinião, estudos como o eye-tracking e outros, ao apontar o que realmente ocorre com os usuários na sua interação com os produtos, abrem um campo criativo enorme ao design, desafiando-o a solucionar problemas com base em fatos concretos e não em pressuposições corriqueiras baseadas no senso comum das equipes e do cliente.

Por exemplo, ao demonstrar que os leitores online ignoram banners, focando neles apenas por uma fração de segundos, esses estudos desafiam todos os designers e comunicadores a sermos mais criativos e a respeitar os limites cognitivos dos usuários. Por exemplo, criando bons anúncios textuais e posicionando-os próximos ao conteúdo relevante, sem irritar os usuários com ações não solicitadas por eles.

Na verdade, a galera adora bolar coisinhas engraçadinhas para receber prêmios, mas, como o eye-tracking comprova, essas ações muitas vezes não são convertidas em cliques ou vendas, e não proporcionam o retorno do investimento. Além disso, sabe-se que os usuários gastam muito tempo procurando botões e menus. Os links de navegação precisam de um design bem feito, e este é outro desafio criativo colocado pelos estudos de eye-tracking aos designers.

Para saber mais, fique de olho neste lançamento:
Eyetracking Web Usability , de Jakob Nielsen e Kara Pernice (sai em agosto).

Este outro livro, é voltado para a mídia impressa:
Eyetracking the News: a study of print and online reading – de Sara Quinn, Pegie Stark, Rick Edmonds – The Poynter Institute

Estudo clássico na Web:
Eyetracking the News (Poynter Institute)

Segunda edição na pista

Capa da 2a. edição do livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação”
Capa da segunda edição criada por Bruno Porto.

Até que enfim saiu a segunda edição do meu livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação“, que está disponível na Loja Virtual da Editora Quartet e, em breve, estará sendo distribuído às demais livrarias e lojas online. Também já pode ser encontrado na Livraria do Museu da República, na Rua do Catete, no Rio. Esta edição tem mais duas seções que não apareceram na primeira: uma sobre cardsorting e outra sobre os componentes da AI. É indicado para os que estão se iniciando agora no tema.

Ergodesign e Arquitetura de Informação – trabalhando com o usuário
Autor : Luiz Agner
Editora : Quartet
Edição : 2ª – 2009
Classificação : Comunicação
ISBN : 978-85-7812-017-7
Formato : 14 x 21 cm
Páginas : 196 p.

Bruno Porto cria a capa da segunda edição de "Ergodesign e Arquitetura de Informação"

Estudos do Bruno Porto para a capa do meu livro

O designer e colega Bruno Porto, emérito professor do Raffles Design Institute, Shanghai, está desenvolvendo os estudos para a capa da segunda edição do meu livrinho “Ergodesign e Arquitetura de Informação”, atualmente esgotado. A previsão da editora é que a segunda edição saia ainda este semestre (assim, é claro, que eu tiver tempo para entregar os capítulos revisados ;))

Como vêem, a capa está ficando maneiríssima e o memorial descritivo não fica atrás. Segundo Bruno, a proposta agora é radical: “uma ruptura completa da percepção que se tinha da primeira edição do livro, que agora já se encontra estabelecido, recomendado e conhecido junto ao público-alvo que se renova”.

“O fato de ser uma segunda edição celebra seu sucesso, e um passo adiante, em layout e abordagem se faz mister! Daí, o que ‘grita’, à primeira vista, é o nome do autor, claro, e a “2a edição”. A capa, em si, chama atenção pelo caótico, e a mensagem-síntese da obra está lá, na própria capa: o grid te salvará, webdesigner!”

“A palavra “design” está bem destacada (disfarçando seu ‘ergo’), e ­ o termo principal ­
‘arquitetura de informação – com bastante movimento, motion graphics sangrado para todos os lados da ilustração, que é, proposital e provocativamente, um prédio. A capa foge do visual “apostila” que a 2AB estabeleceu, a Rosari deu prosseguimento, e a Quartet não se mexe muito (so far) para mudar.”

Quanto à tipografia, Bruno estudou variantes para a mainstream Helvetica (mas ainda no sentido “bem comportado”):
“como a Tarzana Narrow (Zuzana Licko da Emigré, mais antiestablishment impossível – talvez apenas o Billy hehehe ­em sua melhor forma) e a good old Trade Gothic, que mereceu um corpo maior por ser condensada.”

Super-obrigado, Bruno! Demorô. Tão bacana e cult quanto a capa é a defesa do projeto!! 😉

Entrevista na revista Webdesign: PDF para download

A Camila e o Luis da WebDesign me mandaram hoje o PDF da minha entrevista que saiu publicada na edição deste mês. Aqui um pequeno trechinho…

Entender os principais aspectos envolvidos no processo de interação do usuário com os sistemas computacionais é um dos grandes desafios na concepção de projetos eficazes. Na busca por tal conhecimento, o Ergodesign surge como um dos melhores atalhos para descobrirmos as respostas exatas nesta caminhada.

Wd :: Recentemente, você explicou que “… quando um projeto (design) é desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign. Ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuários, na sua interação homem-máquina”. Quais são os princípios fundamentais do ergodesign?

Luiz :: O conceito de ergodesign surgiu há mais de 20 anos para acabar com as distâncias entre as disciplinas da ergonomia e do design. Anteriormente, havia grande dificuldade de ambos os lados de entender quais seriam os benefícios mútuos de uma aproximação.

Do lado do design, via-se a ergonomia como limitadora da criatividade ou como uma complicadora dos projetos, já que exigia estudos e análises, tornando o projeto demorado e caro. Pelo lado da ergonomia, não se conseguia compreender a dinâmica do processo de design, e não se conseguia transmitir as descobertas aos designers de maneira sintetizada e de fácil aplicação.

O conceito de ergodesign foi criado para construir uma ponte entre as disciplinas. A sinergia desta união resultou numa abordagem interdisciplinar produtiva e que garante a aplicação dos dados ergonômicos ao projeto, assim como a colocação da teoria em prática.

Se você gostou, baixe aqui a entrevista completa em PDF.

Entrevista na revista Webdesign

Revista Webdesign

A revista Webdesign deste mês publica uma entrevista minha, de sete páginas, sobre os temas gerais de que trata este blog: ergodesign, usabilidade e arquitetura de informação.

As perguntas da revista abordaram os conceitos fundamentais de ergodesign e de IHC, as técnicas de pesquisa com usuários, a aplicação dos resultados dessas pesquisas aos projetos, o papel da estética, o perfil ideal do arquiteto de informação e as perspectivas para as interfaces do futuro.

Nas bancas.

Chat sobre Ergodesign e Usabilidade (2)

Reproduzo aqui trechos selecionados do chat durante o curso de Webdesign da Arteccom:

[21:07] Hunald Vale – Gostaria de saber um poco sobre portais governamentais. Seria indicado uma padronização? não seria mais fácil passar de um site do TJ pro site de um ministério sem se sentir perdido?
[21:07] Hunald Vale – ufa!
[21:08] Luiz Agner – Acho que vc deve estudar um pouco sobre o conceito de governo eletronico (e-gov)
[21:09] Luiz Agner – as instituições publicas adoram pensar q vao resolver todos os problemas com a padronizacao
[21:09] Camila Batistão – isso é verdade…
[21:09] Luiz Agner – mas o conceito de e-gov se centra no publico-alvo, nos usuarios…
[21:09] *** Wallace Vianna entrou na sala
[21:09] Hunald Vale – é vero,……….e não nas empresas(governo)
[21:09] Luiz Agner – padronizar tudo pode nao ser uma boa soluçao
[21:10] Wallace Vianna – Luiz Agner já chegou (risos)?
[21:10] Luiz Agner – levando em consideraçao de que cada serviço do governo, em suas diversas instancias, tem o seu publico-alvo especifico
[21:10] Camila Batistão – mas luiz, no caso de sites do governo pessoas de alta e baixa escolaridade acessam o site, correto??
[21:10] *** Alexandre Henrique entrou na sala
[21:11] Camila Batistão – ahhh
[21:11] Luiz Agner – a padronizaçao neste caso pode resvalar em uma burocratizaçao do design
[21:11] Luiz Agner – o conceito de governo eletronico eh centrado no cidadão
[21:11] Wallace Vianna – Perdí muita coisa em 10 minutos!
[21:12] *** Paulo Marcos entrou na sala
[21:12] Camila Batistão – sendo o publico o cidadão devemos considerar a taxa de escolaridade???
[21:14] Luiz Agner – como o cidadao brasileiro eh muito diversificado, torna-se muito importante neste caso o estudo do perfil dos usuários.
[21:15] Luiz Agner – O governo eletronico é um conceito novo e que significa muito mais do que um governo informatizado. Trata-se da utopia de um Estado aberto e ágil para atender as necessidades da sociedade e envolve utilizar tecnologias de informação e comunicação para ampliar a cidadania, a transparência e a participação dos cidadãos.
[21:20] Lenon Della – Luiz, qual a definição para “ergodesign” ?
[21:22] Luiz Agner – quando um projeto (design) eh desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign.
[21:23] Luiz Agner – ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuarios, na sua interaçao homem-maquina.
[21:23] Luiz Agner – isto eh o ergodesign.
[21:25] Cláudia Maria – como assim “elementos de pesquisa”?
[21:27] Luiz Agner – elementos provenientes da pesquisa com os usuarios. Ate onde sei, a ergonomia nao tem formulas prontas, eh preciso levantar dados sobre a eficacia de utilizacao junto aos usuarios.
[21:41] Cláudia Maria – Luiz, gostaria de entender melhor o que é ergodesign. Ainda não consegui saber exatamente o que é.
[21:43] Luiz Agner – o ergodesign eh o design que trabalha com os principios da ergonomia…
[21:43] *** Caroline de Mattos entrou na sala
[21:43] Luiz Agner – a ergonomia estuda a interaçao homem-maquina, com foco no ser humano, e nao na maquina…
[21:44] Luiz Agner – ou seja, foca as suas premissas de projeto nas questoes humanas, e nao nas questoes estritamente tecnologicas…
[21:44] Hunald Vale – seria então uma das vertentes da IHC?
[21:45] Luiz Agner – a tecnologia tem as suas logicas especificas, mas o ser humano se comporta segundo logicas diferenciadas e proprias…
[21:46] Luiz Agner – que podem envolver questoes culturais, educacionais, cognitivas, psicologicas etc…
[21:52] Luiz Agner – o ergodesign sempre pesquisa o comportamento dos usuarios. para isto, existem varias tecnicas de pesquisa. os testes de usabilidade sao apenas uma das tecnicas possiveis.

Mais resenhas na blogosfera

Volta e meia, eu encontro na web uma nova resenha escrita sobre o meu livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação” (Quartet, 2006). Esta aqui (que tomei a liberdade de reproduzir) foi feita por Rafael Rez Oliveira, no blog Ex Vertebrum. Obrigado, Rafael !!


Abre aspas:

Luiz Agner é o primeiro autor brasileiro a dedicar um livro inteiro ao tema da Arquitetura da Informação. A abordagem utilizada por Agner é simples e direta: relaciona o ergodesign (projeto de design baseado na ergonomia) com o design da informação em diversos capítulos curtos, cada um abordando um tema específico.

A AI é derivada das disciplinas de IHC (Interação Humano Computador) e da Biblioteconomia, valendo-se também da capacidade dos designers de organizar visualmente os sistemas de informação. O profissional que consegue reunir estas habilidades é o Arquiteto da Informação.

Agner se vale de uma linguagem jovem, não-acadêmica e descontraída para tornar o tema mais simples de compreender, e neste questito ele obtém muito sucesso. O livro foi muito bem recebido tanto por profissionais da área quanto por acadêmicos e pesquisadores, que passam a contar com uma bibliografia de apoio mais completa.

Li o livro todo numa só noite, numa tacada só, o que comprova a facilidade de absorvê-lo, mas é bom obeservar que nem por isso o livro é superficial. Agner se esforçou muito para conseguir fazer dele uma ferramenta de aprendizado completa.

Alguns trechos do livro estão disponíveis em forma de artigos no WebInsider.

Fecha aspas.