Ambiente virtual de aprendizagem

Interface gráfica da Escola Virtual

Como os três (agora quatro) leitores deste blog sabem, estou aqui na Escola Nacional de Ciências Estatísticas ajudando na elaboração de um interessante projeto de educação à distância, que pretende treinar e replicar conhecimentos para milhares de entrevistadores dos censos, da PNAD e de outras pesquisas domiciliares de campo.

Ultimamente, temos ralado às voltas com o processo de customização da interface gráfica do software Moodle, com o apoio de uma consultoria especializada na programação do sistema, em linguagem PHP.

O Moodle , para quem não conhece, é um software livre, de apoio à aprendizagem, um Learning Management System (Sistema de gestao da aprendizagem). O programa foi criado em 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas.

Voltado para programadores e acadêmicos da educação, o Moodle é um sistema de administração de atividades educacionais que suporta a criação de comunidades on-line, em ambientes voltados para a aprendizagem colaborativa.

Software livre, segundo a Free Software Foundation, é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído. A liberdade é central ao conceito, e se opõe ao conceito de software proprietário.

O governo federal possui um site de discussão sobre o tema em
http://www.softwarelivre.gov.br.

No próximo post, vou falar um pouco sobre a pesquisa que orientou a criação dos ícones gráficos que compõem a interface visual.

Usabilidade Pedagógica

Como os três leitores deste blog sabem, estou atualmente envolvido com um interessante projeto (ainda) incipiente de Educação à Distância do IBGE. Tenho pesquisado sistematicamente sobre as propostas e a história da EAD e questões relativas ao Design Instrucional.

No Brasil, a EAD existe desde 1923, com a criação da rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje rádio MEC. Em 1950, a EAD entrou na área da TV, com a criação da TV Educativa. Um fator que contribuiu decisivamente para a expansão da Educação a Distância foi a internet, na última década.

Nas minhas pesquisas livres pela web, um conceito que me chamou muito a atenção foi a Usabilidade Pedagógica. A Usabilidade Pedagógica foi primeiramente apresentada por VETROMILLE-CASTRO(2003), que viu nela um fator para o sucesso dos cursos de leitura de textos em inglês quando mediados pelo computador. A medida da Usabilidade Pedagógica indica se o ambiente educacional é usado por alunos específicos, que desejam ter seus objetivos educacionais específicos atingidos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de aprendizagem.

A teoria construtivista da aprendizagem fornece bases teóricas para a construção de ambientes de educação a distância com Usabilidade Pedagógica. Os testes de usabilidade em softwares se concentram na interface, na sua aparência e em como o usuário se orienta para navegar. Esse tipo de teste é fundamental, mas percebe-se ser essencial avaliar características que envolvam mais que a apresentação do material: ou seja, avaliar como foi conduzida a sua preparação pedagógica.

A usabilidade do material instrucional, pelo viés pedagógico, pode ser abordada através da perspectiva construtivista, proposta por JONASSEN (1996,1998), teoria em que o aprendiz participa ativamente na construção do seu saber.

Em breve, vou postar mais comentários e links sobre este tema. Gostaria de agradecer à professora Lourdes Martins, que gentilmente me enviou sua dissertação de mestrado, realizada para o CEFET-MG, que trata do conceito de Usabilidade Pedagógica.

Quem quiser saber mais sobre o seu trabalho, é só seguir este link:
http://formato.com.br/projetos/IHC_2006/trabalhos/IHC2006_Workshop-Martins.pdf

Sobre Construtivismo e Tecnologia do Aprendizado e Design instrucional, um livro clássico:
Duffy, Thomas M.; Jonassen, David H. (1992)
Constructivism and the Technology of Instruction – A Conversation
Lawerence Erlbaum Associates