Arquitetura de Informação na Fiocruz

Workshop de AI na FioCruz - 2009

Um registro rápido do workshop de Ergodesign, Arquitetura de Informação e Usabilidade, ministrado na Fiocruz. Na foto, a equipe multidisciplinar que desenvolve serviços web e o portal da Instituição, no momento em que participam de um exercício de aplicação e análise de card sorting, uma técnica low-tech para orientar a definição de taxonomias da informação com foco no usuário. O grupo também aprendeu como se faz um Relatório Estratégico de AI.

Participam da equipe de instrutores os professores Sydney Freitas, Giuseppe, Edson, Eduardo Ariel, entre outros, além do blogueiro que vos fala.

Seminário no IBGE

Fiquei um certo tempo sem postar aqui, por motivos de força maior, entre os quais o fato de que o blog saiu do ar por uma semana. Aproveito para colocar a minha apresentação para a série de seminários LEP (Laboratório de Estatística Pública), realizado no IBGE, no auditório do prédio da Avenida Chile, no Rio, em 28 de janeiro último.

RESUMO

Usabilidade representa a capacidade de um sistema ser utilizado com eficácia, eficiência e satisfação, segundo a norma ISO 9241. Arquitetura de informação (AI) é o projeto estrutural de um espaço de informação com o objetivo de facilitar a realização de tarefas e permitir o acesso intuitivo dos usuários aos seus conteúdos.

O estudo em questão analisa a usabilidade e a Arquitetura de Informação do portal IBGE. A apresentação se foca em metodologia de pesquisa de campo realizada através da aplicação de testes de usabilidade. Considerou-se a interação do portal com as suas audiências, enfatizando comportamentos de busca de informação, tarefas e modelos mentais, em contraponto ao grande volume de dados disponibilizados e à sua complexidade.

A partir da identificação de segmentos das audiências-alvo, foram desenvolvidos ensaios de interação, com a participação de estudantes de pós-graduação (mestrandos e doutorandos) de universidades do Rio de Janeiro. Após a análise dos resultados geraram-se recomendações de usabilidade e A.I para orientar o aperfeiçoamento e a reestruturação do portal. O trabalho se baseia em pesquisa de doutorado realizada junto ao departamento de Design da PUC-Rio.

Palavras-chave: Design, Ergonomia, Arquitetura de Informação, Usabilidade, Governo Eletrônico, Interação Humano-Computador, Interface, Internet, Estatística, World Wide Web.

Escola Virtual IBGE em fase beta

Tela da Escola Virtual IBGE

Tela da Escola Virtual IBGE

Até hoje, terceiro dia após seu lançamento, mais de duzentos alunos já se cadastraram no ambiente virtual de aprendizagem da Escola Virtual IBGE, preenchendo os seus perfis para fazer o curso de sensibilização O Que É EAD On-line. Por enquanto, o sucesso tem sido marcante, apesar de já sinalizar para a necessidade de diversos ajustes, como é natural, já que o ambiente colaborativo ainda está em fase de testes.

A interface gráfica do sistema foi customizada a partir dos recursos oferecidos pelo ambiente aberto Moodle, trabalho dirigido por nossa equipe de EAD e com a inestimável ajuda da E-Create.

Escola Virtual IBGE: finalmente no ar!

Escola Virtual IBGE

Finalmente entrou no ar, agora em plena operação, a Escola Virtual IBGE, projeto do qual faço parte, dentro da equipe da Escola Nacional de Ciências Estatísticas. O site e o ambiente virtual de aprendizagem (que utiliza o LMS de código livre Moodle), já pode ser conferido a partir do endereço escolavirtual.ibge.gov.br.

Com a EAD, alunos e professores podem estar em locais diferentes, de modo que as atividades de ensino e aprendizagem são realizadas por intermédio de diversas tecnologias de comunicação. A evolução da educação a distância (EaD) tem alterado o cenário da aprendizagem nas instituições, envolvendo a esfera acadêmica, corporativa e as organizações públicas, e o IBGE (uma organização espalhada por todo o País) é um exemplo disso, já que começa a trilhar esse novo e interessante caminho para desenvolver seus recursos humanos.

Palestra na UNIRIO (2)

Palestra de Luiz Agner na UniRio - junho 2008.

Fotos da apresentação de ontem na UniRio, cedidas pelo amigo Horácio Soares, da Acesso Digital. As restantes estão em seu Fickr. Agradeço à amiga Patricia Tavares, da TI do IBGE, a minha quarta leitora, pela gentileza e carona.

Palestra de Luiz Agner na UniRio - junho 2008.

À esquerda, a anfitriã prof. Simone Bacellar, da pós em Sistemas de Informação. Amanhã vou fazer o upload dos arquivos da apresentação, com áudios e vídeos. Aguarde! Durante o evento, descobri que não tenho só 4 leitores neste blog 🙂

Palestra na UNIRIO

Amanhã vou realizar a palestra sobre “Arquitetura de Informação e Governo Eletrônico”, baseada na minha tese de doutorado, na UNIRIO, às 17h, na Av. Pasteur, Urca, Rio de Janeiro, a convite da professora Simone Bacellar. Estão convidados os meus 4 leitores! 🙂

Local:
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Departamento de Informática Aplicada /
Curso de Sistema de Informação

Feedback das consultas públicas do e-Gov

No início deste ano, eu recebi um convite para participar da consulta pública do e-Gov para opinar sobre a elaboração de uma guia de Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais do governo federal.

Pois bem, agora eles me enviaram o retorno, que registro a seguir. Vamos ficar atentos, pois no segundo semestre haverá a publicação de novas recomendações, desta vez sobre Design, usabilidade, webriting e/ou AI.

A consulta, como o próprio nome diz, é pública (o que, em si, é uma iniciativa louvável e previne a publicação de normas com erros ou mal elaboradas) e foi realizada através do site: https://www.governoeletronico.gov.br/consulta-publica

Abre aspas:

Governo Eletrônico: Consultas Públicas

Item: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Sua contribuição: Antes de mais nada, gostaria de elogiar a louvável iniciativa de produzir estas guias e recomendações para sites.
Logo após o trecho em que está escrito: Evitar expressões redundantes como “bem-vindo ao sítio do ministério x” ou “sítio do ministério x”, “página”, “homepage”, entre outros; sugiro que se adicione evitar o emprego de siglas de instituições ou de seus departamentos, projetos ou programas.
Sua justificativa: Muitas vezes, determinados acrônimos ou siglas fazem parte do vocabulário interno das organizações públicas, mas podem não ser de conhecimento amplo de toda a população de usuários. Deve-se dar preferência ao nome da organização ou projeto por extenso.
Resposta : Recomendação aceita e incluída no documento.
Status Aceite: Acatada

Governo Eletrônico: Consultas Públicas

Sua contribuição foi analisada e julgada conforme dados a seguir:

Consulta Pública: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Item: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Sua contribuição: Na parte onde se coloca que: “Sempre que possível recomenda-se a utilização de usuários com necessidades especiais para efetuar testes nas páginas do sítio.”
Deve-se incluir também uma orientação para que, sempre que possível, sejam realizados também testes com usuários pertencentes ao público-alvo do website – Os testes de usabilidade.
Sua justificativa: O teste de usabilidade é o processo que envolve o feedback vivo de usuários operando tarefas reais. É o processo de aprender a partir dos usuários, sobre a usabilidade de um produto, observando-os durante a sua utilização. Define se os usuários podem encontrar e utilizar os recursos, dentro do tempo e com o esforço que desejam despender.
Os testes com membros do público-alvo de usuários podem ajudar a aprimorar a usabilidade e a arquitetura de informação dos sites, assim como os testes com usuários com necessidades especiais podem ajudar a melhorar sua acessibilidade.
Resposta: Na cartilha em questão os testes sugeridos são para a detecção de erros ou complicações no código. Os testes de usabilidade serão discutidos, de forma extensiva, na Cartilha de Usabilidade, a ser lançada. A recomendação foi enviada para a equipe da cartilha.
Status Aceite: Acatada

Governo Eletrônico: Consultas Públicas

Sua contribuição foi analisada e julgada conforme dados a seguir:

Item: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Sua contribuição: Gostaria de parabenizar pela iniciativa de publicar estas recomendações de codificação, mas também sugerir que novas guias sejam desenvolvidas, contemplando a usabilidade, o design, o webwriting e a arquitetura de informação, especificamente.
Sua justificativa: Diversos problemas de acesso da população aos sites de órgãos públicos podem estar não centrados nas questões simplesmente tecnológicas, mas também na estruturação da informação, na sua compreensão e na sua apresentação visual (design de interfaces), causando erros ou desestimulando a interação com os sistemas. Por isso, novas guias contemplando estes aspectos estão sendo aguardadas para futuro próximo.
Resposta: As cartilhas citadas estão em produção. Planeja-se o lançamento de pelo menos duas para consulta pública no segundo semestre de 2008.
Status Aceite: Acatada

Governo Eletrônico: Consultas Públicas

Sua contribuição foi analisada e julgada conforme dados a seguir:

Consulta Pública: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Item: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Sua contribuição: Sugiro a reformulação da seguinte frase:
Somente por meio da eficácia e da eficiência é
possível aumentar a satisfação dos usuários de serviços eletrônicos e conquistar, gradativamente, uma parcela cada vez maior da população.
Sua justificativa: As palavras eficácia, eficiência e satisfação são os 3 pilares básicos da definição de Usabilidade (segundo norma ISO). O emprego aqui pode criar confusão, na possibilidade de publicação futura de guias específicas, pois esta guia trata somente de padrões web e codificação.
Resposta: O texto foi reescrito. No entanto, os termos eficácia, eficiência e satisfação são adjetivos utilizados em diversas áreas não podendo ser propriedade desta ou daquela.
Status Aceite: Acatada

Bem, no final, só um comentário: até onde sei, os termos eficácia, eficiência e satisfação não são adjetivos e sim substantivos. 🙂

Interfaces Brasil/Canadá

Revista Interfaces Brasil-Canadá / ABECAN

Publiquei este mês um artigo sobre Governo Eletrônico na revista da Associação Brasileira de Estudos Canadenses. Fórum de diálogo multidisplinar entre professores, pesquisadores e escrito­res canadenses e brasileiros, a Interfaces Brasil/Canadá é consultada em vários países do mundo, recebendo em média 14 300 acessos mensais.

Veicula o produto do diálogo acadêmico entre os dois países, o Brasil e o Canadá, que se trava em trocas que têm enriquecido os parceiros do norte e do sul. O tema deste número foi mobilidades culturais.

Título do artigo: O movimento dos e-governos do Brasil e do Canadá em direção a uma cultura de interfaces centradas no cidadão

Resumo do artigo: O governo eletrônico (e-Gov) é um conceito novo e que significa muito mais do que a simples idéia de um governo informatizado. Visa a criar um Estado aberto e ágil para atender às necessidades da sociedade. Brasil e Canadá são exemplos de países que mais utilizam a Internet para prover informações e serviços aos seus cidadãos.

Abstract: The electronic government (e-Gov) is a new concept that means much more than the simple idea of a digital government. It aims to create an open and agile State to address the necessities of society. Brazil and Canada are examples of countries that use the Internet to provide information and services to its citizens.

E-Gov é um processo permanente

Uma recente pesquisa da ONU (UN Global e-Government Survey 2008) divulgou o ranking dos melhores governos eletrônicos do mundo:

1- Suécia
2 – Dinamarca
3 – Noruega
4 – EUA
5 – Países Baixos
6 – Coréia
7 – Canadá
8 – Austrália
9 – França
10 – Reino Unido

No cômputo geral, o Brasil caiu para 45. lugar. Um box especial do relatório da ONU destaca no Brasil a iniciativa “Fale com o Deputado”, no site da Câmara, além dos chats com os deputados. Isso é particularmente útil num país de grandes dimensões como o Brasil.

Segundo o blog Amable E-Gobierno, o mais importante seria a percepção dos encarregados de políticas de governo de que a web não é um meio a mais, mas uma vital interface entre o Estado e os seus cidadãos. E esta relação não é estática: os sítios precisam adaptar-se permanentemente às necessidades dos seus usuários. O Amable E-Gobierno é um blog em língua espanhola só sobre governo eletrônico, com sede em Santiago, Chile.