Usabilidade da coleta de dados das pesquisas domiciliares

Em 2011, tive a honra de ser co-orientador da Patricia Tavares (UNIRIO e IBGE) que disponibilizou para download a sua dissertação, que teve o título de “ESTUDO DE USABILIDADE PARA PDAs UTILIZADOS EM COLETA DE DADOS NAS ENTREVISTAS PESSOAIS PARA PESQUISAS DOMICILIARES”. Aqui vai uma palhinha do trabalho, que teve orientação da prof. Simone Bacellar, da UNIRIO:

RESUMO – A evolução dos computadores permitiu que os questionários em papel utilizados em entrevistas pessoais fossem substituídos por questionários eletrônicos, método conhecido como CAPI (Computer Assisted Personal Interviewing). A popularização dos dispositivos móveis beneficiou as pesquisas domiciliares, pois ofereceu ao entrevistador a oportunidade de se deslocar portando o equipamento até os domicílios para se aproximar do informante e coletar os dados.

Alguns dos benefícios dos questionários eletrônicos são a redução do papel e a possibilidade de automatizar entrevistas complexas. Por outro lado, a introdução da coleta de dados informatizada pode ocasionar inconvenientes causados por telas mal concebidas, que atrapalham e atrasam a captação dos dados pelo entrevistador ou comprometem os resultados da pesquisa. O uso de dispositivos móveis para a coleta é outra consideração, por causa de suas limitações físicas (telas e teclados reduzidos) e por causa do ambiente de uso, pois o ambiente móvel tende a distrair mais as pessoas em função de outras atividades que ocorrem ao mesmo tempo no local.

A presente dissertação teve como foco propor recomendações para facilitar o uso de dispositivos móveis, em especial PDAs (Personal digital assistants), utilizados em coletas de dados estatísticos. Para atingir esse fim, foram realizadas observações em acompanhamentos de campo, testes de usabilidade em laboratório portátil, registros com fotos e vídeos e foram coletados depoimentos dos usuários. A partir da análise dos resultados, foram criados dois grupos de recomendações: um para o indivíduo que projeta o conteúdo dos questionários e outro para o projetista da interface do sistema de coleta de dados. Algumas telas foram desenhadas para exemplificar as recomendações.

Com as recomendações, pretende-se tornar o trabalho dos entrevistadores mais eficiente, agilizar a entrada dos dados, ajudar na leitura das perguntas para melhor entendimento dos informantes, maximizar a qualidade e a integridade dos dados coletados e reduzir custos com treinamentos.

DOWNLOAD – Baixe aqui a dissertação completa da Patricia Tavares.

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Interfaces gestuais: um passo atrás na usabilidade?

Tablets do mercado atual.

Os chamados tablets são dispositivos portáteis, com telas sensíveis ao toque, que consistem em mecanismos de input da interação por gestos.

Apesar de todo o alvoroço mercadológico em torno das possibilidades abertas pelos novos dispositivos, em recente coluna para a revista Interactions, o psicólogo cognitivo e pesquisador da Interação Humano-Computador (IHC), Donald Norman, apontou que a recente corrida dos engenheiros de software para desenvolver interfaces gestuais tem levado ao esquecimento dos princípios e dos padrões sedimentados do Design de interação (Norman e Nielsen, 2010).

Os problemas das interfaces gestuais lembram os primórdios da web e do lançamento do navegador web Mosaic, quando os recursos de mapeamento de imagens eram utilizados de modo indiscriminado pelos designers.

Para Norman e Nielsen, as interfaces gestuais ignoram princípios essenciais da interação, que são independentes de tecnologias específicas. São eles: a visibilidade (affordances percebidas); o feedback; a consistência (os padrões); as operações não destrutivas (reversibilidade ou undos); a detectabilidade (a qualidade das funções poderem ser descobertas através da exploração de menus); a escalabilidade (funcionar em todos os tamanhos de telas); e a confiabilidade (não aleatoriedade das operações).

De acordo com testes de usabilidade, aplicados com usuários desses equipamentos portáteis, os dois autores concluíram que os sistemas com interfaces gestuais são divertidos e excitantes. Entretanto, os novos estilos de interação permanecem em sua infância e necessitariam de uma dose muito maior de experimentação em laboratórios, antes de ser jogados no mercado. Se agitar um pequeno smartphone para obter mais opções pode ser uma ação divertida, agitar um tablet (maior e mais pesado) exige muito mais esforço por parte do interagente.

Os movimentos e gestos compreendidos no guia de interfaces do Apple IOS ou do Android podem ser excitantes, mas são muito difíceis de controlar, sujeitos a erros e a acionamentos inadvertidos. Além disso, os diferentes aplicativos para tablets utilizam diferentes regras de interação, confundindo os usuários.

As telas sensíveis ao toque prometem revolucionar a leitura e a recepção da informação jornalística. Difundem notícias, fotos, infográficos, ilustrações, charges, anúncios, crônicas e editoriais que se tornaram dinâmicos, com a inclusão de áudio de qualidade, vídeos, animações, vibrações e fotografias manipuláveis, tudo com grande apelo estético e visual. São prazerosos de utilizar, na medida em que suas interfaces adicionaram à interação a sensação da atividade – superando o mero apontar e arrastar do ponteiro do mouse.

Contudo, os novos sistemas correm o risco de ter sua viabilidade ameaçada pela falta de consistência no seu modelo de interação, pela inabilidade em se descobrir operações não-sinalizadas e acionamentos desprevenidos (problemas que desrespeitam as descobertas mais básicas dos estudos em Design de Interação).

Fonte: Site Donald Norman

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Palestra: design da informação geográfica e estatística

Palestra: design da informação geográfica e estatística

Nesta terça, amanhã, Licia Rubinstein, Marcos Balster e Patricia Tavares e eu estaremos apresentando nossas pesquisas sobre as possibilidades do design da informação geográfica e estatística, no Teatro da Lagoa, na UniverCidade de Ipanema. Se puder, apareça: a entrada é franca.

Veja aqui o link para o programa completo da Semana de Design da UniverCidade.

E veja aqui o logotipo do nosso grupo de pesquisa sobre o design da informação geográfica e estatística:
logotipo do nosso grupo de pesquisa sobre o design da informação geográfica e estatística.

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Uma pesquisa sobre a leitura nos tablets


Meu projeto de pesquisa apresentado ao Programa Avançado de Cultura Contemporânea – PACC/UFRJ, que tem a supervisão de Heloisa Buarque de Hollanda e Cristiane Costa na linha de pesquisa em Novas Tecnologias.

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Bauhaus: workshops para a modernidade

Bauhaus: workshops para a modernidade

Este premiado website do MOMA registra a exposição que colocou juntos 400 trabalhos de 100 professores e alunos da lendária escola de vanguarda da Alemanha, nas suas 3 fases. São projetos de arquitetura, esculturas, pinturas, fotografias, desenhos, colagens, produtos de cerâmica, moda, móveis, têxteis, objetos e utensílios, etc., dentro de uma perspectiva histórica. Imperdível a linha do tempo!

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Alguns estudos de interfaces

Estudos para interfaces do questionário eletrônico da PNAD
Contínua (IBGE)

Estudos para interfaces do questionário eletrônico da PNAD Contínua (IBGE) Estudos para interfaces do questionário eletrônico da PNAD Contínua (IBGE) Estudos para interfaces do questionário eletrônico da PNAD Contínua (IBGE)

Estes layouts ilustram alguns dos estudos iniciais realizados para interfaces gráficas do novo questionário eletrônico do PDA da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

A PNAD Contínua pretende permitir uma investigação contínua sobre trabalho e rendimento da população. É realizada a partir de uma amostra de aproximadamente 179.000 domicílios e tem como núcleo básico questões sobre trabalho e rendimento. Além disso, vai investigar temas adicionais, como: educação de jovens e adultos, migração, educação profissional, trabalho infantil, fecundidade, mobilidade social, nupcialidade, saúde, segurança alimentar, tecnologia da informação e comunicação, transferências de renda e uso do tempo.

Os layouts incorporam as conclusões de estudos de usabilidade que analisaram a facilidade de uso do aplicativo para o dispositivo móvel — com o objetivo de torná-lo mais satisfatório e adequado.

Estudos para interfaces do questionário eletrônico da PNAD Contínua (IBGE) Estudos para interfaces do questionário eletrônico da PNAD Contínua (IBGE) Estudos para interfaces do questionário eletrônico da PNAD Contínua (IBGE)

Para mais informações, leia este texto aqui. Ou este outro aqui.

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A Tabela Periódica das Fontes Tipográficas

Tabela Periódica das Fontes Tipográficas

A bem-humorada Tabela Periódica de Fontes Tipográficas parodia o estilo da Tabela Periódica dos Elementos pendurada nas escolas de todo o mundo. Este quadro lista 100 dos tipos mais populares, influentes e notórios.

Como a tradicional tabela periódica, apresenta o tema agrupado em categorias, que são os grupos de famílias e classes de fontes: sans-serif, serif, script, blackletter, glyphic, exibir, grotesco, realista, didone, garalde, geométricas, humanista, serif-laje e mistas.

Taí uma maneira divertida, clara e simples de se aprender um pouco sobre as diversas famílias de fontes, um assunto que para muitos (inclusive eu) pode parecer confuso e exigir grande dose de memorização.

Quem quiser pode encomendar o criativo poster neste site. Ou baixar em forma de papel de parede aqui.

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Lápis e papel para criar interfaces

réguas e blocos para criar interfaces

Nós sabemos que diversos produtos revolucionários já foram concebidos em um guardanapo de botequim. Às vezes, usar os bons e velhos recursos do lápis e papel é a melhor forma de garantir grandes idéias e raciocinar livremente sobre elas.

Os kits de estêncil desta loja são projetados para ajudar rapidamente no esboço de interface com o usuário, traçando fluxos e idéias sobre como um novo aplicativo pode funcionar. Assim, as boas idéias podem fluir naturalmente. São réguas e blocos para criar interfaces do Iphone, Android, Ipad e websites.

Link: www.uistencils.com/

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Enciclopédia livre Design e Usabilidade

Free Encyclopedia of Interactive Design, Usability and User Experience

A recém-lançada Free Encyclopedia of Interactive Design, Usability and User Experience [interaction-design.org] foi desenvolvida no âmbito do manifesto da democratização do conhecimento, e aponta para recursos com credibilidade em todos os cantos do mundo para ter acesso gratuito a materiais educativos.

Toma o caminho inverso da Wikipedia ou de outras iniciativas crowd-sourcing, já que todas as entradas são escritas por autores de destaque que tenham contribuído significativamente para determinado tópico.

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