EBA! – I Encontro de Arquitetura de Informação

Um sucesso! O I EBAI (Encontro de Arquitetura de Informação) em São Paulo foi realmente muito estimulante. Tinha tanto arquiteto de informação que todos os hotéis de São Paulo ficaram lotados! (Verdade também que coincidiu com a corrida de Fórmula 1 :))
Aqui a minha apresentação juntamente com o áudio gravado pelo Fred.
As demais podem ser conferidas no link:
http://www.slideshare.net/tag/ebai

Protocolo retrospectivo nos testes de usabilidade

O protocolo retrospectivo (PR) – também conhecido como “teste retrospectivo” ou “protocolo verbal subseqüente auxiliado” – difere dos protocolos verbais concorrentes ou simultâneos (PC). Nele, em vez de verbalizar os pensamentos durante a realização da tarefa, os participantes do teste completam as tarefas silenciosamente e verbalizam os pensamentos depois – após terem assistido a um vídeo com a gravação da sua performance. Embora esta técnica possa fazer a situação de teste se tornar mais natural, pode dobrar ou triplicar o seu tempo de duração. Na minha pesquisa, o protocolo empregado foi misto (um seguido ao outro).

Nesta gravação, alguns exemplos retirados dos meus testes de campo. Confira!

Ferramentas online de AI e Usabilidade

Eye Tracking Online
http://www.freewaregenius.com/2007/09/18/feng-gui-viewfinder-heatmap/
http://www.feng-gui.com/

Alguns acham este simulador automático de eyetracking uma balela, pois esse tipo de teste depende do contexto sócio-cultural dos usuários e inúmeros outros fatores perceptivos e cognitivos. Trata-se de uma aplicação de “inteligência artificial” que simula o caminho comum do olhar das pessoas em uma imagem estática ou página da web. Podemos indicar uma url ou fazer o upload de uma imagem gif, por exemplo, e o site gera um “mapa de calor”. Mas será que os conceitos da percepção visual são os mesmos em qualquer lugar do mundo ou podem ser reconstruídos por um algoritmo matemático independente de diferenças culturais e de seus contextos? Cabe verificar, mas eu fiz alguns testes e tive a sensação de que o algoritmo está furado.

Card Sorting Online
http://www.optimalsort.com/pages/default.html
Este serviço online foi idealizado pela arquiteta de informação Donna Maurer e sua equipe. Trata-se de uma ferramenta profissional de apoio a avaliações com usuários realizadas por meio da técnica de classificação/organização de cartões.

Mais Card Sorting: Web Sort
http://websort.net/
Faz o mesmo que o Optimal Sort. Tem ferramentas de análise dos dados, assim como papers ensinando como fazê-la. As suas planilhas podem ser importadas para o EZCalc (há um link para o download deste programinha). Para até 10 participantes é gratuito.

Programinha de Card Sorting – para Download
http://www.cardsort.net/downloads.html
Este site disponibiliza o download de um software para PC ou Mac com o objetivo de te auxiliar na realização de estudos baseados em cardsorting.

StickySorter: Diagrama de Afinidade para Download
Este software pode ajudar no cardsorting e é free.
http://www.officelabs.com/projects/stickysorter/Pages/default.aspx

Teste de Usabilidade Online
http://www.robotreplay.com/
O serviço é bem interessante, principalmente por ser gratuito, mas não pode ser considerado um teste de usabilidade verdadeiro, na medida em que não tenha cenários, tarefas, público-alvo, contexto de uso ou protocolos de verbalização. A definição da amostra é sempre por conveniência. Mas acho bom para ser adotado em blogs e sites pessoais, mais como uma curiosidade…

Arquitetura versus design de informação

Um campo limítrofe à Arquitetura de Informação é o design de informação. Richard Wurman, que cunhou a expressão Arquitetura de Informação, desenvolveu diversos trabalhos profissionais na qualidade de designer de informação para vários veículos, contribuindo para a confusão. Deve-se esclarecer os conceitos e as diferenças entre os campos distintos, porém complementares, que muitas vezes se confundem. Para Rosenfeld e Morville, os “arquitetos de informação fazem design, e os designers fazem arquitetura de informação”.

A expressão Arquitetura da Informação foi apropriada por biblioteconomistas para definir o projeto de sistemas de armazenamento e recuperação de informações na web. Louis Rosenfeld e Peter Morville foram os principais propagadores desta idéia. Mas a definição inicial de Wurman era mais ampla, incluindo também museus, livros, jornais, cd-roms ou qualquer meio de transmitir informação.

O fato é que a atividade de design de informação nasceu bem antes que os conceitos de Arquitetura de Informação, embora compartilhem o objetivo comum de tornar claro o que é complexo. A utilização de figuras abstratas, ilustrações e desenhos para apresentar informações, medidas e dados não é uma invenção recente. Surgiu em 1750-1800, depois do advento dos logaritmos, das coordenadas cartesianas, da teoria da probabilidade e do cálculo.

Os primeiros diagramas estatísticos foram criados por J. H. Lambert (1728-1777), um matemático suíço-germânico, e por William Playfair (1759-1823), um economista inglês. Menos conhecido, mas igualmente importante, é o nome de Florence Nightingale (1820-1910). Playfair inventou o gráfico de barras, o gráfico de pizza, o de série temporal e o de área variável, em uma série de ilustrações publicadas em livros. No Brasil, já em 1872, há registros do uso de representações gráficas para apresentar dados do recenseamento.

Ao contrário do marketing e da publicidade, cujo propósito é a persuasão, o design de informação procura apresentar as informações de modo objetivo, para capacitar o leitor a tomar decisões. Os designers de informação transformam a informação (dados brutos, listas de ações ou processos) em modelos visuais capazes de revelar a sua essência. Eles são os intermediários entre historiadores, economistas e estatísticos e as suas audiências.

Em tempo: em outubro, acontecerá o congresso da Sociedade Brasileira de Design da Informação, em Curitiba.

Arquitetura de informação na terra do caju

Luiz Agner - Workshop em Aracaju, Sergipe - 2007.

O Programa de Qualificação em Comunicação (ProQuali) está sendo implementado pela Secretaria de Comunicação do Governo de Sergipe com o intuito de reciclar e motivar os funcionários do Estado.

Eu fui convidado para ministrar a terceira oficina da série – realizada neste sábado, 28 – sobre o tema usabilidade e arquitetura de informação de websites, que teve grande participação da audiência (que representava diversos órgãos e secretarias) durante as atividades práticas. No workshop, pretendi mostrar que a construção dos sites de governo eletrônico pode atender de maneira mais eficaz o cidadão se empregar os conceitos de design centrado no usuário.

Agradeço à secretária de comunicação Eloísa e à assessora de projetos Kadydja pelo convite e pela agradável estadia em Aracaju. Espero ter contribuído concretamente para a conscientização das equipes de conteúdo e desenvolvimento, e para o aprimoramento dos websites do governo de Sergipe. [Mais vídeo].

Viagem ao Sul: SC e Porto Alegre

Congresso USIHC - 2007 - Balneário Camboriú, SC

Almoço durante o Congresso USIHC 2007, em Balneário Camboriú, SC. Na mesa, o palestrante Paul Sherman (da Usability Professional Association/UPA), Lucia Filgueiras, professora da USP, Anamaria de Moraes, da ergonomia da PUC-Rio, minha colega Manuela Quaresma, e a professora Bianka Capucci, da Univali/SC, entre outros participantes do evento.

Arquitetos de informação em Porto Alegre, julho 2007.

Depois, em Porto Alegre, o agradável bate-papo com os AIs gaúchos, regado à cerveja uruguaia: na foto, o papai Rodrigues Comandolli, Ale Nahra, Moisés, Rodrigo, Jane, Cristian, minha filha Bathata, entre outros. Brrrrrrrrr, que frio, tchê!