Vovô e Vovó Underground

A primeira vez que fui apresentado aos quadrinhos de Robert Crumb e Aline Kominsky Crumb, sua mulher, foi através da revista O Bicho, editada pelo saudoso cartunista Fortuna. Neste vídeo do New York Times, os Crumb falam da sua longa parceria nos comics underground, iniciada em 1974, e apresentam um trabalho mais recente. O vídeo tem 5min30s e é preciso banda larga.

Em tempo: o site do NYT está agora com um novo e excelente recurso: um clique para o link comum, dois cliques em qualquer palavra para o significado no dicionário.

É… Nunca mais vamos ler jornal como antigamente. 😉

O mestre da ilustração

Luiz Agner e Luiz Trimano - 2007

O argentino Luis Trimano chegou ao Brasil em 1968 quando começou a colaborar em diversos jornais e revistas como Movimento, Opinião, Bondinho, Argumento, Veja e Jornal da Tarde. A sua arte visceral expressou toda a angústia dos chamados “anos de chumbo” e radicalizou ao extremo a politização da sua geração.

Segundo Álvaro Caldas, Trimano “desmascara, escancara, sangra, revira do avesso e expõe os personagens que continuam vivendo na memória e na imaginação dos que os viram”.

Trabalhei mais perto do Trimano a partir da reforma do projeto gráfico-editorial do Boletim Técnico do Senac (a revista de artigos acadêmicos do departamento nacional do Senac) quando tive a oportunidade de convidá-lo para colaborar com a força de suas linhas repletas de denúncia social.

Na foto, apareço ao lado do mestre na UniverCidade, sábado passado, por ocasião do início de seu curso de ilustração (a foto é do calígrafo Cláudio Gil).

Recordar é viver

ESDI X ABC - Muro da ESDI

Veja você que, varrendo o site da ESDI em busca de novidades para atualizar o site do IAV (do qual sou webmaster) encontrei o seguinte texto e a foto de 1986:

“Os cartuns do Henfil, ao lado de outros enviados por vários cartunistas que nos apoiaram (como o Claudius e o Agner, também ex-alunos da Esdi), enfeitaram o muro da ESDI denunciando a intenção da ABC.”

“Na foto, vêem-se dois cartuns, com o Fradinho à esquerda, fazendo o seu gesto tradicional para a ABC, e à direita (quase fora da foto…) a Graúna, o Bode Orellana e o Zeferino “sentindo luta” na Esdi. No centro, o cartum do Agner, com a “burrice nacional” expulsando um casal de designers do seu “paraíso“. 🙂

A ABC é a Associação Brasileira de Ciência, que queria (ou ainda quer?) expulsar a ESDI de seu terreno em frente aos arcos da Lapa, no Rio.

IHC: um negócio da China

Imagine que, apesar de ter o meu resumo (abstract) aprovado pelo peer review, perdi o prazo final para envio do artigo/poster ao Congresso HCI International que terá lugar em Beijing, China. O resumo que enviei era sobre o estado atual da pesquisa de doutorado. Bolas! 😦

Se você estiver interessado em mais informações sobre este emblemático congresso, acesse em:
HCI International 2007 Website:
http://www.hcii2007.org/ ou

HCI International Conference series website:
http://www.hci-international.org

Inteligência empresarial

Foi lançado, no auditório do BNDES, o número 28 (2007) da revista Inteligência Empresarial, uma publicação do Crie (Coppe-UFRJ). O Crie é o Centro de Referência em Inteligência Empresarial da Coppe, um núcleo de pesquisas, capacitação e consultoria. O Crie tem o objetivo de auxiliar a geração de vantagens competitivas para as organizações e contribuir para a inserção competitiva do Brasil na sociedade do conhecimento.

Revista Inteligência Empresarial - Crie - Coppe/UFRJ.

Esta edição de Inteligência Empresarial traz, nas páginas 34-35, uma resenha de Claudia Duarte que analisa o (meu) livro Ergodesign e Arquitetura de Informação – Trabalhando com o Usuário.

Claudia, designer e mestre em Tecnologia da Imagem, afirma que o livro “assume um papel importante ao disseminar conceitos e levantar questões que contribuem para aperfeiçoar a qualificação dos nossos profissionais ligados ao projeto de websites e para situar os nossos produtos on-line em patamares de qualidade internacionais”.

Inteligência Empresarial é editada pelo professor Marcos Cavalcanti, da Coppe/UFRJ, e pela jornalista Rosa Lima.

Testes em campo

Testar interfaces com usuários é um processo exaustivo e fascinante. Ao planejar o teste de usabilidade, deve-se decidir se será um teste em laboratório, em campo, ou um teste remoto.

O teste de campo é o mais indicado para avaliações somativas (para determinar como o produto trabalha no mundo real). É uma técnica adequada para avaliar a interação em um determinado ambiente, uma vez que as influências causadas por este podem ser críticas para a usabilidade de um produto.

As preparações preliminares ao teste incluem o walkthrough e o teste-piloto. O walktrough é a primeira chance de testar o equipamento e checar os materiais (documentos, checklists, questionários), os cenários, a terminologia, o tempo previsto e as perguntas. O teste-piloto é um “teste do teste” e o seu participante deve ser recrutado dentro do grupo de usuários-alvo.

Como vocês sabem, estou pesquisando a usabilidade e arquitetura de informação do portal do IBGE no contexto da minha tese de doutorado. Dois walktroughs já foram aplicados na UniverCidade com a participação de usuários tolerantes. Após os walktroughs, foram aplicados também dois testes-piloto.

Um desses pilotos (realizado no campus da PUC-Rio) está disponível aqui para download (vídeo, WMV, 17Mb). Confira!

Gestão, método, projetos e processos

Foi lançado ontem o livro Design: gestão, método, projetos, processos, organizado pelos professores Sydney Freitas e Saulo Barbará (da UniverCidade). O livro apresenta capítulos assinados por diversos profissionais, pesquisadores e professores da área de Design como João Lutz, Anamaria de Moraes, Robson Santos e Sydney Freitas, entre outros.

Acesso livre à informação

Professora Sônia Burnier (IBICT/UFF)

A professora Sônia Burnier (foto), do IBICT/UFF, apresentou pra galera da UniverCidade, em petit comité, sua palestra sobre o acesso livre à informação científica e tecnológica com a utilização do sistema SEER. O sistema foi desenvolvido pela Universidade British Columbia, Canadá, e foi “localizado” pelo IBICT.

O papo girou sobre ampliar a visibilidade nacional e internacional da ciência do Brasil e melhorar o fluxo da comunicação científica, dentro de uma política de arquivos abertos, além de estimular o ciclo da produção do Conhecimento.

Resumindo, é irado! 🙂

Bibliografia de pesquisa

Em função deste blog, toda hora me escreve alguém solicitando indicações de bibliografia para suas pesquisas. Coloquei aqui uma lista preliminar de dissertações, teses, periódicos, anais de congressos, livros, etc. Ainda está incompleta, mas já dá pra ir começando. O melhor é que já tem muita coisa em português, escrita pelo pessoal da PUC-Rio.

Depois, vou ampliar a lista. Por hora, essas fontes devem ajudar bastante nos seus trabalhos acadêmicos. Agradeço ao Brandão pelo providencial arquivo.

Bibliografia de pesquisa em Ergodesign e Arquitetura de Informação

O eterno maluquinho

Nani, Agner e Ziraldo (2007)

Na terça que vem, às 19h, na Caixa Cultural, no Centro do Rio, haverá o lançamento do DVD “Ziraldo – O eterno menino maluquinho“, com direção de Sonia Garcia e supervisão de Fernando Barbosa Lima e Rozane Braga. Estarei lá.

Ziraldo foi uma espécie de orientador vocacional para mim. Foi responsável por minha entrada no Pasquim, no final dos anos 70, quando ainda era aluno do Colégio Santo Inácio. Naquela época, eu relutava em fazer Engenharia (era da “turma IME”), e a questão da escolha profissional era um problema que me angustiava bastante.

O incansável cartunista, hoje com 75 anos (sem nunca ter brochado ;)), sabiamente me aconselhou: “Você pode fazer qualquer coisa, mas deve continuar a desenhar. Eu, por exemplo, fiz faculdade de Direito“. A partir daí, me convidou a enviar toda semana cartuns para o Pasquim.

Mas eu não segui muito ao pé da letra os seus conselhos. Acabei entrando depois na ESDI, uma escola que via o Desenho com o D maiúsculo da Disciplina e de uma forma muito, muito séria… Tanto que adicionou o adjetivo Industrial para deixar claro que o Desenho acordava às cinco, pegava o trem e batia ponto na fábrica. Na ESDI, o Ziraldo era visto como “persona non-grata”, principalmente quando se metia a criar logotipos, símbolos e marcas e a vencer, com criatividade e senso de humor, as concorrências de todas as estatais. Mas isto já é outra história.

Na foto recente, apareço entre ele e o Nani, outra grande figura e influência humorística, no Salão Carioca de Humor da Laura Alvim, em Ipanema (2007).