Ted Nelson na TVE

A Carol me avisou a tempo (obrigado, Carol!) e eu ainda pude pegar a entrevista do filósofo e sociólogo Theodore Nelson na TVE, ontem à noite.

Personalidade criativa e irrequieta, Ted nasceu em 1937 e é um dos avôs da tecnologia da informação. Ele cunhou os termos “hipertexto” e “hipermídia” em 1963. A meta do seu trabalho tem sido tornar os computadores acessíveis a todas as pessoas. Nelson criou o projeto Xanadu com o objetivo de montar uma rede de computadores com interfaces simples. O lema é: “uma interface precisa ser tão simples que um iniciante, numa emergência, deve entendê-la em 10 segundos”. Atualmente, leciona interface homem-máquina na universidade de Oxford.

Na entrevista da TVE (ilustrada com cartuns ao vivo do Paulo Caruso, que aparentava não estar entendendo muito bem aquele papo), Ted citou a lista de Dave Farber. Uma excelente fonte de referência sobre assuntos quentes que relacionam tecnologia, sociedade, e economia, com foco nos direitos civis. Vale a pena ficar de olho.

Metodologia de aula – usabilidade

Foto Aula UniverCidade

Registro – Na aula pós em WebDesign, o primeiro passo foi uma apresentação com as informações gerais sobre o que é o Teste de Usabilidade (veja o slide show em um post anterior). Logo em seguida, aproveitamos o tempo extra com a prática de laboratório inspirada na metodologia dos testes de usabilidade.

A prática poderá incluir: Definir objetivos; Identificar o problema; Definir o tipo de teste; Distribuir os papéis da equipe; Perfil dos usuários-alvo; Redigir cenário e tarefas; Definir benchmarks; Equipamentos e metodologia; Definir métricas e dados qualitativos; Preparar documentos de apoio; Prospectar os participantes; Executar teste piloto; Reavaliar a metodologia e Aplicar os testes pra valer.

Depois, vem a parte mais desafiadora da Análise dos Dados: Compilar e Resumir os Dados; Identificar erros e dificuldades dos participantes; Identificar a fonte dos erros; Priorizar problemas; Gerar Recomendações; Recomendações de maior impacto; Recomendações de curto e longo prazos; Definir áreas para futura pesquisa e Redigir o Relatório.

Nas fotos, alguns takes da pós da UniverCidade, onde a turma põe a mão na massa, avaliando os seus projetos. O tempo é curto para tudo que nos propusemos a fazer. O restante fica pra próxima. Espero que todos tenham gostado. 😉

Foto Aula UniverCidade 2

IHC: um negócio da China (2)

A minha amiga Lisia, ex-colega do Santo Inácio, também é pesquisadora no campo da interação humano-computador. Lisia é psicóloga da ANAC, uma agradabilíssima lembrança da adolescência, e me ajudou muito na minha tese. Ela também enviou seu trabalho de mestrado da Coppe para o congresso de Beijing e me avisou ontem que não perdemos o prazo: tanto o poster dela quanto o meu foram aprovados no peer-review.

O título do meu poster é Presentation of Government Statistics on the Web: Usability and Information Architecture.

O da Lisia é Proposition of a CRM (Corporate Resource Management) Practice Training (Second Phase) Methodology.

Agora só falta ganhar na loto para comprar a passagem e ir apresentar! Qualquer coisa eu baixo lá na casa do Bruno Porto, em Shangai 😉

Aula sobre testes de usabilidade

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Esta foi a apresentação de hoje da minha aula sobre testes de usabilidade na pós de WebDesign da UniverCidade.

Os testes são técnicas etnográficas (emprestadas da antropologia) nas quais os usuários interagem com um produto ou sistema, em condições controladas, para realizar uma tarefa, em um dado cenário, visando a coleta de dados comportamentais. É um processo empírico de aprender sobre a usabilidade de um produto, observando os seus usuários, durante a sua utilização.

Símbolo da vida

Símbolo da Vida - Luiz Agner

Criei este Símbolo da Vida para integrar a revista Designe, de 2007.

A Designe é uma publicação especializada em design e que procura equilibrar as diversas abordagens – a profissional e a acadêmica, a textual e a visual, a tecnológica e a estética, o mainstream e o alternativo –, tendo como uma de suas principais características o elevado apuro técnico e a alta qualidade gráfica.

Concebida e produzida pelo IAV – Instituto de Artes Visuais da UniverCidade e referência no campo de design do Rio de Janeiro, a revista Designe está aberta também à sua colaboração.

Generalistas X especialistas

Procure por generalistas que aprendem rápido em vez dos especialistas limitados

Nunca contrataremos alguém que seja um arquiteto de informação. É simplesmente específico demais. Com uma equipe pequena como a nossa, não faz sentido contratar pessoas com um conjunto de conhecimento tão limitado.

Equipes pequenas precisam de pessoas que possam vestir diferentes chapéis. Precisamos de designers que saibam escrever. Precisamos de programadores que entendam de design. Todos devem ter noção de como arquitetar informação (seja lá o que isso signifique). Todos precisam ter mentes organizadas. Todos precisam saber se comunicar com clientes.

Contrate bons escritores

Se está tentando decidir entre poucas pessoas para preencher uma posição, sempre contrate o melhor escritor. Não importa se essa pessoa é um designer, programador, marketing, vendedor ou o que for, essa habilidade leva a escrever mais efetivamente e concisamente código, design, emails, mensagens instantâneas e mais.

Isso porque ser um bom escritor é mais do que apenas palavras. Bons escritores sabem como se comunicar. Eles tornam as coisas mais fáceis de entender. Eles podem se colocar no lugar dos outros. Eles sabem o que omitir. Eles pensam claramente. E essas são as qualidades que você precisa.

Parece livro de auto-ajuda para empresários?
É Getting Real, a nova coqueluche entre desenvolvedores de tecnologia com baixo orçamento. Sugere que uma aplicação de sucesso pode ser resolvida apenas com um programador, um designer e um “pau pra toda obra”. Cai como uma luva em meio à indigência geral do Brasil.

Mas algumas dicas (como as duas acima) até que são bem interessantes 😉

Revista WebDesign

Na revista WebDesign de maio/2007 (n. 41), foi publicado um artigo meu sobre arquitetura de informação e sua relação com o fenômeno do data smog (cortina de fumaça informacional).

O artigo começa dizendo que a quantidade de dados armazenados no mundo atingiu recentemente 160 hexabytes. Pela primeira vez na história, a informação está sendo produzida em um ritmo que excede as nossas habilidades para encontrá-la, gerenciá-la, revisá-la e compreendê-la. Se havia dez revistas de comunicação em 1750, o seu número foi multiplicado para aproximadamente dez mil por volta de 1900. Hoje podemos identificar um milhão e cem mil periódicos registrados no ISSN, um crescimento exponencial. A tarefa de se manter atualizado na própria área de especialização está se tornando cada vez mais difícil.

Acontece que as pessoas têm níveis de tolerância fisiológica à informação. A quantidade de informação e sua compreensão estão positivamente correlacionadas até um determinado grau. Acima desse ponto, a compreensão começa a declinar. Há um efeito negativo sobre o que já foi aprendido.

Os meios de comunicação despejam em cima de nós volumes cada vez maiores de dados e de notícias a velocidades estonteantes. Encontrar o que é relevante passou a ser uma tarefa árdua.

Aí é que entra a importância da arquitetura de informação…