Chat sobre Ergodesign e Usabilidade
Hoje às 21 horas estarei participando de um chat com alunos do curso de webdesign da Arteccom, sobre o tema Ergodesign e Usabilidade. Local de acesso: http://www.arteccom.com.br/curso (menu chat).
Hoje às 21 horas estarei participando de um chat com alunos do curso de webdesign da Arteccom, sobre o tema Ergodesign e Usabilidade. Local de acesso: http://www.arteccom.com.br/curso (menu chat).

Publiquei este mês um artigo sobre Governo Eletrônico na revista da Associação Brasileira de Estudos Canadenses. Fórum de diálogo multidisplinar entre professores, pesquisadores e escritores canadenses e brasileiros, a Interfaces Brasil/Canadá é consultada em vários países do mundo, recebendo em média 14 300 acessos mensais.
Veicula o produto do diálogo acadêmico entre os dois países, o Brasil e o Canadá, que se trava em trocas que têm enriquecido os parceiros do norte e do sul. O tema deste número foi mobilidades culturais.
Título do artigo: O movimento dos e-governos do Brasil e do Canadá em direção a uma cultura de interfaces centradas no cidadão
Resumo do artigo: O governo eletrônico (e-Gov) é um conceito novo e que significa muito mais do que a simples idéia de um governo informatizado. Visa a criar um Estado aberto e ágil para atender às necessidades da sociedade. Brasil e Canadá são exemplos de países que mais utilizam a Internet para prover informações e serviços aos seus cidadãos.
Abstract: The electronic government (e-Gov) is a new concept that means much more than the simple idea of a digital government. It aims to create an open and agile State to address the necessities of society. Brazil and Canada are examples of countries that use the Internet to provide information and services to its citizens.

A revista WebDesign, publicação impressa da Arteccom, é o principal veículo de comunicação sobre o design para web no país. Apresenta mensalmente artigos, entrevistas e reportagens sobre a criação e o desenvolvimento de projetos interativos. A WebDesign deste mês publicou uma matéria de capa sobre a discussão do emprego de grids em projetos para a web. Participaram os designers João de Souza Leite, professor da ESDI e da PUC-Rio, José Ricardo Cereja, coordenador da Infnet, Marcelo Gluz, gerente da Globo.Com, Evelyn Grumach, da EGDesign, entre outros. Todo o debate girou em torno dos conceitos do clássico livro “Grids: Construção e Desconstrução” de Timothy Samara, recém-publicado no Brasil.
Convidado pelo diretor de redação Luis Rocha a participar da matéria, me animei a registrar reflexões sobre este interessante tema que tem perpassado toda a história do Design no séc. XX, e pontuado algumas de minhas aulas na UniverCidade. Abaixo, elas são reproduzidas na sua íntegra:
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Função do grid – Segundo Timothy Samara , todo trabalho de design pressupõe a solução de problemas visuais e organizativos. As ilustrações, fotos, símbolos, massas de textos, chamadas, subtítulos, gráficos, links e botões devem ser reunidos para transmitir a informação e facilitar as tarefas do usuário. O grid é a maneira racional de juntar todos esses elementos. A função do grid é introduzir uma ordem sistemática num leiaute e permitir que o designer diagrame com eficiência uma grande quantidade de informação. Também permite vários colaboradores num mesmo projeto.
Vantagens – A principal vantagem da utilização do grid em projetos interativos é permitir a consistência visual da interface ao longo de todas as suas telas. Esta é uma característica fundamental, pois se relaciona diretamente a um importante princípio heurístico da usabilidade, defendido por diversos pesquisadores da área como Ben Shneiderman e Jakob Nielsen.
Grid no projeto de interação – O grid para a construção de um projeto interativo deve preferencialmente trabalhar com uma abordagem líquida, permitindo flexibilidade para apresentação da informação em diversas resoluções e diferentes dispositivos de acesso . Deve ser orgânico na ordenação dos elementos e da informação. A largura e altura das colunas podem variar, por exemplo, e o usuário poderá habilitar um corpo maior para o texto, para o seu maior conforto de leitura, causando um natural deslocamento do conteúdo. Nesse sentido, um grid hierárquico é o mais adequado para a web, pois permite a padronização das áreas de exibição com mais flexibilidade.
Elementos do grid – Os elementos principais de um grid para um projeto interativo são aqueles que permitirão acomodar com naturalidade os sistemas clássicos de navegação embutidos no conteúdo dos websites: a navegação global, local, e a contextual. Sem estas características elementares não há boa arquitetura de informação.
Grid hierárquico – Apesar de o grid hierárquico ser o mais adequado para as telas de sistemas interativos na web, acredito que, no limite, qualquer tipo de grid possa ser empregado com sucesso, inclusive uma combinação deles em diferentes subsites. Mas note que o conteúdo dinâmico dos sites e o redimensionamento das janelas exigem flexibilidade e desencorajam uma abordagem modular estritamente tradicional.
Violação do grid – Na web, com suas diversas camadas, há inúmeras oportunidades de o designer superar as regras clássicas do grid, desconstruindo-as a partir do uso de técnicas de programação como CSS, Action Script e Ájax. Inclusive pode-se colocar nas mãos do usuário a decisão final sobre a apresentação visual da informação na tela, permitindo-lhe a distribuição dinâmica dos blocos de conteúdo através do grid ou fora dele. O único limite existente para este tipo de experimentação é o próprio usuário, acredito eu, pois a “violação” das características tradicionais de um grid só tem sentido na medida em que colocar maior controle sobre a apresentação do conteúdo nas mãos do usuário, facilitando as suas tarefas. Em resumo, o limite é a usabilidade e encontrabilidade da própria informação.
Grids X criatividade – Não penso que seja um problema somente de tecnologia. Você também pode utilizar tecnologias interessantes como CSS e abordagem tableless para criar um projeto monotonamente cansativo e pouco inovador. A web está ficando mais madura, e nossas relações com ela estão mudando, entretanto as oportunidades de inovação e de criatividade muitas vezes são bloqueadas por limitações não nossas, ou da tecnologia em si, mas dos clientes, ou do modo tradicional como a maioria das empresas é administrada. Estas, muitas vezes, trabalham com expectativas preconcebidas sobre o resultado gráfico a ser alcançado. Ainda há muitos economistas, engenheiros e advogados aprovando os projetos de design lá no lado dos clientes.
Usabilidade do grid – Outro desafio é que, ao desconstruir os grids previsíveis, os designers são desafiados a manter a facilidade de uso com layouts que destoam do que estamos acostumados. A adequada análise das tarefas do usuário e da encontrabilidade da informação, neste caso, é essencial. Isto poderá implicar uma maior necessidade de testes de usabilidade, e outras técnicas de projeto, como o card sorting, para garantir a boa arquitetura de informação.
Como os três leitores deste blog sabem, estou atualmente envolvido com um interessante projeto (ainda) incipiente de Educação à Distância do IBGE. Tenho pesquisado sistematicamente sobre as propostas e a história da EAD e questões relativas ao Design Instrucional.
No Brasil, a EAD existe desde 1923, com a criação da rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje rádio MEC. Em 1950, a EAD entrou na área da TV, com a criação da TV Educativa. Um fator que contribuiu decisivamente para a expansão da Educação a Distância foi a internet, na última década.
Nas minhas pesquisas livres pela web, um conceito que me chamou muito a atenção foi a Usabilidade Pedagógica. A Usabilidade Pedagógica foi primeiramente apresentada por VETROMILLE-CASTRO(2003), que viu nela um fator para o sucesso dos cursos de leitura de textos em inglês quando mediados pelo computador. A medida da Usabilidade Pedagógica indica se o ambiente educacional é usado por alunos específicos, que desejam ter seus objetivos educacionais específicos atingidos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de aprendizagem.
A teoria construtivista da aprendizagem fornece bases teóricas para a construção de ambientes de educação a distância com Usabilidade Pedagógica. Os testes de usabilidade em softwares se concentram na interface, na sua aparência e em como o usuário se orienta para navegar. Esse tipo de teste é fundamental, mas percebe-se ser essencial avaliar características que envolvam mais que a apresentação do material: ou seja, avaliar como foi conduzida a sua preparação pedagógica.
A usabilidade do material instrucional, pelo viés pedagógico, pode ser abordada através da perspectiva construtivista, proposta por JONASSEN (1996,1998), teoria em que o aprendiz participa ativamente na construção do seu saber.
Em breve, vou postar mais comentários e links sobre este tema. Gostaria de agradecer à professora Lourdes Martins, que gentilmente me enviou sua dissertação de mestrado, realizada para o CEFET-MG, que trata do conceito de Usabilidade Pedagógica.
Quem quiser saber mais sobre o seu trabalho, é só seguir este link:
http://formato.com.br/projetos/IHC_2006/trabalhos/IHC2006_Workshop-Martins.pdf
Sobre Construtivismo e Tecnologia do Aprendizado e Design instrucional, um livro clássico:
Duffy, Thomas M.; Jonassen, David H. (1992)
Constructivism and the Technology of Instruction – A Conversation
Lawerence Erlbaum Associates
Uma recente pesquisa da ONU (UN Global e-Government Survey 2008) divulgou o ranking dos melhores governos eletrônicos do mundo:
1- Suécia
2 – Dinamarca
3 – Noruega
4 – EUA
5 – Países Baixos
6 – Coréia
7 – Canadá
8 – Austrália
9 – França
10 – Reino Unido
No cômputo geral, o Brasil caiu para 45. lugar. Um box especial do relatório da ONU destaca no Brasil a iniciativa “Fale com o Deputado”, no site da Câmara, além dos chats com os deputados. Isso é particularmente útil num país de grandes dimensões como o Brasil.
Segundo o blog Amable E-Gobierno, o mais importante seria a percepção dos encarregados de políticas de governo de que a web não é um meio a mais, mas uma vital interface entre o Estado e os seus cidadãos. E esta relação não é estática: os sítios precisam adaptar-se permanentemente às necessidades dos seus usuários. O Amable E-Gobierno é um blog em língua espanhola só sobre governo eletrônico, com sede em Santiago, Chile.
Ficam abertas até o dia 12 de março as inscrições para a Create Design Show, mostra de projetos que acontecerá durante a Create 2008 Conference, simpósio sobre design de interação a ser realizado entre os dias 24 e 25 de junho em Londres, no Reino Unido.
O tema é “Inovação e o design centrado no usuário“. A exposição é direcionada a estudantes e profissionais que poderão participar individualmente ou em grupo com trabalhos realizados há, no máximo, 18 meses. Os autores dos projetos selecionados terão abatimentos da taxa de inscrição e ajuda de custo com transporte.
Mais informações: www.cs.mdx.ac.uk/research/idc/create2008/call
Foi publicado um artigo meu na Capire.Info, revista de estratégia e interação, uma excelente publicação online em espanhol que conta com a colaboração de Peter Morville, Peter Merholz, Jeffrey Zelman, Mike Kuniavsky, Pat Jordan, entre outros articulistas.
O artigo Cortina de humo foi baseado num extrato da minha tese e pode ser lido em http://www.capire.info/2008/03/01/cortina-de-humo/
A décima conferência sobre Design Participativo, a ser realizada no segundo semestre em Bloomington, Indiana, EUA, recebe inscrições até 15 de março. As inscrições não se limitam a papers, mas também a painéis, oficinas e demonstrações interativas; apresentação de artefatos e instalações de arte participativa.
O Design Participativo é um conjunto de práticas e princípios destinados a construir tecnologias, ferramentas, ambientes , negócios e instituições sociais mais úteis às necessidades humanas. Uma das questões centrais do design participativo é o envolvimento direto das pessoas no projeto de artefatos e tecnologias.
Mais informações: www.pdc2008.org
Os editores Keiichi Sato (Illinois Institute of Technology) e Kuohsiang Chen (National Cheng King University, Taiwan) do International Journal of Design estão pedindo artigos para um número especial sobre aspectos culturais do Design de Interação.
O Journal of Design é uma publicação de design em várias áreas – design industrial, comunicação visual, design de interface, design de animação e jogos, design arquitetônico e urbano. Entre seus objetivos está a troca de idéias e a publicação de descobertas de pesquisadores de diferentes culturas.
Mais informações: www.ijdesign.org/ojs/index.php/IJDesig