Sites do governo na berlinda

Estudantes de design estão coletando análises de profissionais de usabilidade e arquitetura e informação sobre os sites governamentais brasileiros mais utilizados no país.

A proposta é reunir orientações e propostas para tornar mais simples alguns dos sites governamentais. A iniciativa faz parte do World Usability Day 2010. Para isso, foram selecionados os quatro sites governamentais mais acessados no Brasil: o site da Caixa Econômica Federal, o do Governo do Estado de São Paulo, o do Ministério da Fazenda e o do Tribunal Superior Eleitoral.

A pesquisa está sendo organizada pelos alunos da pós-graduação de “Ergodesign de
Interfaces: Usabilidade e Arquitetura da Informação
” da PUC-Rio, turma 2010, e pode ser acessada na seguinte página: http://www.egovbr-wud2010.org/. Vamos apoiar!

Palestra durante o World Usability Day

Palestra no IBGE no World Usability Day

Esta palestra está programada para acontecer no IBGE (Rio de Janeiro) no mesmo dia em que se comemora, internacionalmente, o World Usability Day (WUD 2010). Se você estiver passando pelo centro da cidade na ocasião, e se interessar, apareça por lá. Os meus três leitores do blog estão convidados, bastando para isso se identificar na portaria. Será uma honra para nós recebê-los!

Apresentação: Luiz Agner e Patricia Tavares
Data: 11/11/2010 (quinta-feira)
Hora: 15 horas
Local: Av. República do Chile, 500, 2o andar (auditório do IBGE)

TÍTULO:
PADRÕES BRASIL E-GOV: CARTILHA DE USABILIDADE DO GOVERNO FEDERAL

RESUMO
A Cartilha de Usabilidade do Governo Federal, lançada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, fornece recomendações de boas práticas na área digital, com o objetivo de aprimorar a comunicação, o fornecimento de informações e serviços prestados por meios eletrônicos pelos órgãos do Governo Federal.

A cartilha, a ser apresentada e comentada, se propõe a ser um guia na aplicação da usabilidade em sítios da administração pública de forma clara e descomplicada. No seminário, serão apresentadas recomendações de usabilidade descritas de forma prática e aplicável, assim como orientações sobre como realizar testes de usabilidade.

A usabilidade (facilidade de uso) deve ser observada em todas as interfaces do governo com o cidadão. A palestra também mostrará uma metodologia de testes de usabilidade realizados no contexto de aplicativos de coleta de dados domiciliares do IBGE.

Como informa a própria cartilha, a usabilidade é uma disciplina indispensável para que as informações e serviços prestados pela Administração Pública Federal sejam desenvolvidos e mantidos de acordo com as expectativas e necessidades do cidadão – para que este se utilize das informações e serviços de forma plena e satisfatória.

Etnografias na coleta de dados do Censo Demográfico

Estas fotos mostram um trabalho de observações etnográficas da coleta de dados do Censo 2010, realizado junto ao Parque JK, num bairro de classe média alta em Belo Horizonte e na comunidade do Acaba-Mundo, local próximo, na mesma capital. Nas imagens, aparecem uma das recenseadoras do IBGE e minha colega Patricia , analista de sistemas, que estava lá por ocasião do congresso IHC da Sociedade Brasileira de Computação. Estávamos realizando a avaliação da usabilidade do dispositivo móvel na coleta de dados estatísticos.

Etnografias - Censo Demográfico 2010 - Belo Horizonte

Etnografias - Censo Demográfico 2010 - Belo Horizonte

Etnografias - Censo Demográfico 2010 - Belo Horizonte

Etnografias - Censo Demográfico 2010 - Belo Horizonte

Etnografias - Censo Demográfico 2010 - Belo Horizonte

Há uma série de razões pelas quais a etnografia passou a ser importante para o projeto de interface e IHC. Essas razões são as seguintes:

1 – o estudo etnográfico é um meio poderoso de identificar as necessidades do usuário e enxergar o sistema pelo olhar do usuário.

2 – descobre a verdadeira natureza do trabalho realizado: é muito comum os usuários desempenharem suas tarefas de modo diferente daquilo que foi prescrito. No caso de uma coleta de dados assistida por computador, por exemplo, nós descobrimos que a etnografia poderá ser útil ao evidenciar se os usuários enunciam as perguntas da entrevista empregando linguagem informal ou popular, de modo diverso do que é proposto no questionário eletrônico.

3 – outra vantagem do estudo etnográfico é que o pesquisador obtém um alto grau de compreensão do usuário e pode desempenhar o seu papel em sessões de projeto participativo.

4 – a natureza aberta (não enviesada) da etnografia habilita o registro de revelações surpreendentes sobre como o sistema é utilizado no campo.

Nas avaliações de usabilidade, é preciso estar imerso na cultura do usuário para melhor entender o que se passa em torno dele. Assim, os pesquisadores devem olhar, participar e perguntar sobre as atividades do seu dia-a-dia.

O trabalho apresentado no Simpósio IHC 2010


Patricia, Simone e Agner no IHC 2010

Trabalho assinado por Patricia Tavares, Simone Bacellar e eu (foto), apresentado no IHC 2010, hoje, em Belo Horizonte. Encontro muito maneiro dos pesquisadores de IHC da comunidade de ciência da computação do Brasil. Para o artigo completo, clique no link abaixo.

Paper em pdf para o Simpósio da SBC – IHC 2010, Belo Horizonte.

Handbook de testes de usabilidade: mastigado e deglutido

Para degustação, estas apresentações produzidas pelos alunos da disciplina de Teste Formal de Usabilidade da pós da PUC. Baseiam-se no Handbook of Usability Testing, de Rubin e Chisnell, e em outros textos escolhidos. Divirtam-se…

Vídeos do Seminário de IHC, Stanford 2010.

Stanford Logo

Neste link, uma série de vídeos do Seminário de Interação Humano-Computador 2010 da Universidade de Stanford:
http://www.experientia.com/blog/videos-of-stanfords-hci-seminar/

Aliás, esta revista/blog Putting People First, da Experientia, tem mais um monte de dicas e artigos interessantíssimos, abordando design, medias, métodos, cultura, inovação e negócios, sempre no âmbito do design de experiência e centrado no usuário.