Trabalho do Simpósio de Cibercultura 2011

Percebe-se que novas práticas culturais de leitura têm surgido mediadas por dispositivos eletrônicos portáteis que estão sendo rapidamente inseridos no mercado editorial e na nossa vida cotidiana.

Cabe observar que a atual corrida dos engenheiros e designers para desenvolver interfaces gestuais para esses dispositivos tem se dado com o esquecimento de princípios e padrões elementares do Design de Interação. Este trabalho visa a iniciar um diálogo com as diferentes correntes teóricas que podem contribuir de forma significativa para o entendimento do novo tipo de interação.

Para isto, é importante buscar o aporte de múltiplas abordagens, como teorias do campo da Cibercultura, da Interação Humano-Computador (IHC), (em suas visões tanto cognitiva quanto semiótica), e da Arquitetura da Informação (AI), além dos Estudos Culturais do Software.

Esta pesquisa pretende centrar-se na recepção e consumo de novas formas de apresentação da informação jornalística, analisando-as sob o ponto de vista da sua usabilidade e da sua comunicabilidade.

Clique: Download do artigo completo.

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Registro: duas bancas de mestrado

Embora com um certo atraso (muito trabalho, ufa!), registro aqui a minha orgulhosa participação nas bancas de defesa de dissertação dos meus colegas de IBGE: Patricia Tavares e Luiz Paulo do Nascimento.

Patricia foi minha co-orientanda e apresentou o trabalho sobre os dispositivos de coleta de dados estatísticos em pesquisas da PNAD, no Departamento de Informática da UniRio. Luiz Paulo defendeu a excelente dissertação “A transparência dos portais brasileiros de transparência pública“, junto ao Programa de Engenharia da Computação da COPPE-UFRJ, com orientação de Henrique L. Cukierman. As duas pesquisas abordaram as interfaces de usuário e usabilidade, e ficaram muito boas.
Na foto acima, pela ordem, Vania Felix Dias (UniRio), Clarisse S. de Souza(PUC-Rio), Simone Bacellar(sua orientadora da UniRio), Patricia e eu. Infelizmente, na banca do Luiz Paulo não houve sessão de fotos… 😦

Trabalho aprovado no congresso AMCIS 2011

Este artigo-poster saiu publicado nos anais do congresso AMCIS 2011, focado em sistemas de informação, realizado em parceria com Patricia Tavares (IBGE) e Simone Bacellar (UNIRIO).

Citação:
Agner, Luiz Carlos; Tavares, Patricia Zamprogno; and Ferreira, Simone Bacellar Leal, “Ethnographic Observation in the Usability Evaluation of Computer Assisted Data Collection” (2011). AMCIS 2011 Proceedings – All Submissions. Paper 240.
http://aisel.aisnet.org/amcis2011_submissions/240

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F5 atualizando…

IV Jornada de Atualização em Informática

Registro na saída do auditório da universidade estadual UniCentro, em Guarapuava (PR), durante a IV Jornada de Atualização em Informática (JAI). Da esquerda para a direita: prof. Elton Minetto (SC), prof. Angelia de Ré (UniCentro), prof. Clodis Boscarioli (UniOeste), eu e prof. Silvia A. Bin (UniCentro). O tema da minha palestra foi “Arquitetura de informação: uma abordagem interdisciplinar do design de interfaces humano-computador”.

Interfaces gestuais: um passo atrás na usabilidade?

Tablets do mercado atual.

Os chamados tablets são dispositivos portáteis, com telas sensíveis ao toque, que consistem em mecanismos de input da interação por gestos.

Apesar de todo o alvoroço mercadológico em torno das possibilidades abertas pelos novos dispositivos, em recente coluna para a revista Interactions, o psicólogo cognitivo e pesquisador da Interação Humano-Computador (IHC), Donald Norman, apontou que a recente corrida dos engenheiros de software para desenvolver interfaces gestuais tem levado ao esquecimento dos princípios e dos padrões sedimentados do Design de interação (Norman e Nielsen, 2010).

Os problemas das interfaces gestuais lembram os primórdios da web e do lançamento do navegador web Mosaic, quando os recursos de mapeamento de imagens eram utilizados de modo indiscriminado pelos designers.

Para Norman e Nielsen, as interfaces gestuais ignoram princípios essenciais da interação, que são independentes de tecnologias específicas. São eles: a visibilidade (affordances percebidas); o feedback; a consistência (os padrões); as operações não destrutivas (reversibilidade ou undos); a detectabilidade (a qualidade das funções poderem ser descobertas através da exploração de menus); a escalabilidade (funcionar em todos os tamanhos de telas); e a confiabilidade (não aleatoriedade das operações).

De acordo com testes de usabilidade, aplicados com usuários desses equipamentos portáteis, os dois autores concluíram que os sistemas com interfaces gestuais são divertidos e excitantes. Entretanto, os novos estilos de interação permanecem em sua infância e necessitariam de uma dose muito maior de experimentação em laboratórios, antes de ser jogados no mercado. Se agitar um pequeno smartphone para obter mais opções pode ser uma ação divertida, agitar um tablet (maior e mais pesado) exige muito mais esforço por parte do interagente.

Os movimentos e gestos compreendidos no guia de interfaces do Apple IOS ou do Android podem ser excitantes, mas são muito difíceis de controlar, sujeitos a erros e a acionamentos inadvertidos. Além disso, os diferentes aplicativos para tablets utilizam diferentes regras de interação, confundindo os usuários.

As telas sensíveis ao toque prometem revolucionar a leitura e a recepção da informação jornalística. Difundem notícias, fotos, infográficos, ilustrações, charges, anúncios, crônicas e editoriais que se tornaram dinâmicos, com a inclusão de áudio de qualidade, vídeos, animações, vibrações e fotografias manipuláveis, tudo com grande apelo estético e visual. São prazerosos de utilizar, na medida em que suas interfaces adicionaram à interação a sensação da atividade – superando o mero apontar e arrastar do ponteiro do mouse.

Contudo, os novos sistemas correm o risco de ter sua viabilidade ameaçada pela falta de consistência no seu modelo de interação, pela inabilidade em se descobrir operações não-sinalizadas e acionamentos desprevenidos (problemas que desrespeitam as descobertas mais básicas dos estudos em Design de Interação).

Fonte: Site Donald Norman

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Trabalho aprovado no HCI 2011 International, Orlando USA

HCI 2011 International, Orlando USA

Este nosso paper foi aprovado para publicação nos anais do Congresso Internacional de Interação Humano-Computador que acontecerá agora na Flórida, USA. Segue aqui em primeira mão o abstract e a cópia dos autores. Link nos Anais no Google Books.

Abstract. This article aims to present the method of usability evaluation called Scenario and Task Based Interviews (STBI). The method was proposed to add flexibility to field usability testing, so that they could be applied to the context of The Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). IBGE is the institute of Brazilian central Administration that performs the Census and other important official demographic and economic data collection. This evaluation technique was specifically designed to be implemented with the participation of interviewers who use PDA (personal digital assistants) to perform data collection for statistical research in Brazil. The authors analyzed the usability of the application developed for PDA to support the Continuous National Household Sample Survey (Continuous PNAD). The method proposed in this paper represented a mix of four approaches to usability evaluation.

Keywords: usability, PDA, method, data collection, interaction design,
statistics

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Palestra: design da informação geográfica e estatística

Palestra: design da informação geográfica e estatística

Nesta terça, amanhã, Licia Rubinstein, Marcos Balster e Patricia Tavares e eu estaremos apresentando nossas pesquisas sobre as possibilidades do design da informação geográfica e estatística, no Teatro da Lagoa, na UniverCidade de Ipanema. Se puder, apareça: a entrada é franca.

Veja aqui o link para o programa completo da Semana de Design da UniverCidade.

E veja aqui o logotipo do nosso grupo de pesquisa sobre o design da informação geográfica e estatística:
logotipo do nosso grupo de pesquisa sobre o design da informação geográfica e estatística.

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Uma pesquisa sobre a leitura nos tablets


Meu projeto de pesquisa apresentado ao Programa Avançado de Cultura Contemporânea – PACC/UFRJ, que tem a supervisão de Heloisa Buarque de Hollanda e Cristiane Costa na linha de pesquisa em Novas Tecnologias.

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Para testar seus protótipos de Ipad/Iphone

Realizer - Ipad app mock-up builder

Fácil de usar e gratuito, o Realizer permite que você crie sua própria apresentação de protótipos funcionais e apps para iPhone e Ipad. Com o Realizer é possível começar a construir e testar apps a partir de um simples esboço ou com um visual mais acabado.
Bom para designers, programadores, estrategistas, especialistas em usabilidade ou qualquer pessoa envolvida com desenvolvimento de aplicativos para Iphone/Ipad.

Funciona mais ou menos assim (ainda não o testei, mas pretendo fazê-lo logo, logo):

1. Crie o protótipo app.
Crie um protótipo, usando o aplicativo de gerenciamento de protótipo.

2. Faça o upload de suas telas.
Depois de ter esboçado ou desenhado os mockups de tela iPhone/IPAD, basta enviá-los para o protótipo que você acabou de criar.

3. Link as telas umas nas outras.
Na ferramenta de gerenciamento de protótipo, abra os modelos de telas e desenhe os botões que apontam para outros modelos de telas.

4. Faça o download e execute o Realizer.
Depois de ter desenhado o seu protótipo de aplicativo na ferramenta de gestão, basta fazer o download do Realizer a partir da loja iTunes. Ao fazer o login, o seu novo protótipo será baixado para o iPhone ou o IPAD.