Baixar a minha tese da PUC sem senha…

Editado em 19/09/2020 – O link publicado originalmente ficou desatualizado. Para baixar a minha tese de doutorado em pdf, vá por aqui!

PARA REFERENCIAR A TESE (inglês e/ou português):

Agner, Luiz; Moraes, Anamaria (Advisor). Information Architecture and E-Government: Citizens-State Dialogue on the World Wide Web – Case Study and Ergonomic Evaluation of Human-Computer Interface Usability. Rio de Janeiro, 2007. 354p. Doctorate Thesis – Departamento de Artes e Design, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Agner, Luiz; Moraes, Anamaria (Orientador). Arquitetura de Informação e Governo Eletrônico: Diálogo Cidadãos-Estado na World Wide Web – Estudo de Caso e Avaliação Ergonômica de Usabilidade de Interfaces Humano-Computador. Rio de Janeiro, 2007. 354p. Tese de Doutorado – Departamento de Artes e Design, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Entrevista na revista Webdesign: PDF para download

A Camila e o Luis da WebDesign me mandaram hoje o PDF da minha entrevista que saiu publicada na edição deste mês. Aqui um pequeno trechinho…

Entender os principais aspectos envolvidos no processo de interação do usuário com os sistemas computacionais é um dos grandes desafios na concepção de projetos eficazes. Na busca por tal conhecimento, o Ergodesign surge como um dos melhores atalhos para descobrirmos as respostas exatas nesta caminhada.

Wd :: Recentemente, você explicou que “… quando um projeto (design) é desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign. Ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuários, na sua interação homem-máquina”. Quais são os princípios fundamentais do ergodesign?

Luiz :: O conceito de ergodesign surgiu há mais de 20 anos para acabar com as distâncias entre as disciplinas da ergonomia e do design. Anteriormente, havia grande dificuldade de ambos os lados de entender quais seriam os benefícios mútuos de uma aproximação.

Do lado do design, via-se a ergonomia como limitadora da criatividade ou como uma complicadora dos projetos, já que exigia estudos e análises, tornando o projeto demorado e caro. Pelo lado da ergonomia, não se conseguia compreender a dinâmica do processo de design, e não se conseguia transmitir as descobertas aos designers de maneira sintetizada e de fácil aplicação.

O conceito de ergodesign foi criado para construir uma ponte entre as disciplinas. A sinergia desta união resultou numa abordagem interdisciplinar produtiva e que garante a aplicação dos dados ergonômicos ao projeto, assim como a colocação da teoria em prática.

Se você gostou, baixe aqui a entrevista completa em PDF.

Entrevista na revista Webdesign

Revista Webdesign

A revista Webdesign deste mês publica uma entrevista minha, de sete páginas, sobre os temas gerais de que trata este blog: ergodesign, usabilidade e arquitetura de informação.

As perguntas da revista abordaram os conceitos fundamentais de ergodesign e de IHC, as técnicas de pesquisa com usuários, a aplicação dos resultados dessas pesquisas aos projetos, o papel da estética, o perfil ideal do arquiteto de informação e as perspectivas para as interfaces do futuro.

Nas bancas.

Palestra na UNIRIO (2)

Palestra de Luiz Agner na UniRio - junho 2008.

Fotos da apresentação de ontem na UniRio, cedidas pelo amigo Horácio Soares, da Acesso Digital. As restantes estão em seu Fickr. Agradeço à amiga Patricia Tavares, da TI do IBGE, a minha quarta leitora, pela gentileza e carona.

Palestra de Luiz Agner na UniRio - junho 2008.

À esquerda, a anfitriã prof. Simone Bacellar, da pós em Sistemas de Informação. Amanhã vou fazer o upload dos arquivos da apresentação, com áudios e vídeos. Aguarde! Durante o evento, descobri que não tenho só 4 leitores neste blog 🙂

Pequena história da arquitetura de informação e usabilidade no Rio de Janeiro

Esta mensagem foi postada pelo Robson (em comentário a uma mensagem minha) na lista de Arquitetura de Informação. Há tempos estava querendo colocá-la aqui, como um registro de um pouco de história (embora ainda bastante incompleto). Abre aspas:


O Agner citou o LEUI, na PUC-Rio. Ainda há o fato de o primeiro curso de mestrado em Design ter sido criado no Rio e de ter contado com a hipercompetente presença da Dra. Anamaria de Moraes no corpo docente, o que deu um grande estímulo aos estudo de ergonomia e usabilidade para interfaces de interação humano-computador desde os anos de 1990. Em 2003 teve início a primeira turma do curso de doutorado em Design, com a primeira tese de doutorado em desgin relacionada a interfaces para recuperação de informação na web, defendida em 2006.

Já em 1999 foi criado o curso Design de Interfaces, no Centro Universitário Carioca, onde assuntos como ergonomina, usabilidade e AI sempre estiveram na pauta. Além disso, desde 2001 oferecemos cursos de usabilidade na PUC-Rio, inicialmente como workshops, passando por cursos de extensão e hoje temos uma pós-graduação bastante reconhecida, por onde passaram pessoas de vários
estados brasileiros e profissionais de várias grande empresas, como TIM, Globo.com, Neoris, Globo Online entre outras.

Também por iniciativa do LEUI, há oito anos foi realizado o primeiro Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade e Design de Interfaces e Interação Humano-Computador USIHC). É um evento fortemente pautado em apresentar e discutir estudos em ergonomia e usabilidade de sistemas e interfaces digitais e este ano será realizdo no Maranhão (em 2007 foi em Camboriú e em 2006 foi em Bauru).

Essa massa crítica formada na cidade deu origem a outras iniciativas, como o curso de pós-graduação em Webdesign na UniverCidade, o curso de Projeto de
Interfaces Gráficas para Mídias Integradas e o curso de Arquitetura de Informação, ambos na ESPM Rio. Em paralelo, profissionais e pesquisadores do Rio (e tem muito profissional-pesquisador e vice-versa) frequentemente se unem para organizar palestras, workshops e eventos, como o Dia Mundial da Usabilidade (WUD-RJ), que dá visibilidade à área.

Empresas que investem em AI e em usabilidade também estão localizadas no Rio, como Globo.com e Globo Online, Sirius Interativa e Simples Consultoria.

Assim, fica claro que não se trata de bairrismo, e sim falar a respeito de trabalho realizado ao longo do tempo. É muito bom refletirmos sobre a história recente para entender o crescimento da área [Robson Santos]

Só vou inserir aqui um adendo meu:

Em outros estados também têm sido gerados trabalhos acadêmicos importantes sobre Arquitetura de Informação, contribuindo assim para a criação de uma massa crítica sobre o tema, como as dissertações de Guilhermo Reis (USP), Flávia Macedo (UnB), e a monografia de Belkiss Marcorio (GO) [Luiz Agner].

Feedback das consultas públicas do e-Gov

No início deste ano, eu recebi um convite para participar da consulta pública do e-Gov para opinar sobre a elaboração de uma guia de Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais do governo federal.

Pois bem, agora eles me enviaram o retorno, que registro a seguir. Vamos ficar atentos, pois no segundo semestre haverá a publicação de novas recomendações, desta vez sobre Design, usabilidade, webriting e/ou AI.

A consulta, como o próprio nome diz, é pública (o que, em si, é uma iniciativa louvável e previne a publicação de normas com erros ou mal elaboradas) e foi realizada através do site: https://www.governoeletronico.gov.br/consulta-publica

Abre aspas:

Governo Eletrônico: Consultas Públicas

Item: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Sua contribuição: Antes de mais nada, gostaria de elogiar a louvável iniciativa de produzir estas guias e recomendações para sites.
Logo após o trecho em que está escrito: Evitar expressões redundantes como “bem-vindo ao sítio do ministério x” ou “sítio do ministério x”, “página”, “homepage”, entre outros; sugiro que se adicione evitar o emprego de siglas de instituições ou de seus departamentos, projetos ou programas.
Sua justificativa: Muitas vezes, determinados acrônimos ou siglas fazem parte do vocabulário interno das organizações públicas, mas podem não ser de conhecimento amplo de toda a população de usuários. Deve-se dar preferência ao nome da organização ou projeto por extenso.
Resposta : Recomendação aceita e incluída no documento.
Status Aceite: Acatada

Governo Eletrônico: Consultas Públicas

Sua contribuição foi analisada e julgada conforme dados a seguir:

Consulta Pública: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Item: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Sua contribuição: Na parte onde se coloca que: “Sempre que possível recomenda-se a utilização de usuários com necessidades especiais para efetuar testes nas páginas do sítio.”
Deve-se incluir também uma orientação para que, sempre que possível, sejam realizados também testes com usuários pertencentes ao público-alvo do website – Os testes de usabilidade.
Sua justificativa: O teste de usabilidade é o processo que envolve o feedback vivo de usuários operando tarefas reais. É o processo de aprender a partir dos usuários, sobre a usabilidade de um produto, observando-os durante a sua utilização. Define se os usuários podem encontrar e utilizar os recursos, dentro do tempo e com o esforço que desejam despender.
Os testes com membros do público-alvo de usuários podem ajudar a aprimorar a usabilidade e a arquitetura de informação dos sites, assim como os testes com usuários com necessidades especiais podem ajudar a melhorar sua acessibilidade.
Resposta: Na cartilha em questão os testes sugeridos são para a detecção de erros ou complicações no código. Os testes de usabilidade serão discutidos, de forma extensiva, na Cartilha de Usabilidade, a ser lançada. A recomendação foi enviada para a equipe da cartilha.
Status Aceite: Acatada

Governo Eletrônico: Consultas Públicas

Sua contribuição foi analisada e julgada conforme dados a seguir:

Item: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Sua contribuição: Gostaria de parabenizar pela iniciativa de publicar estas recomendações de codificação, mas também sugerir que novas guias sejam desenvolvidas, contemplando a usabilidade, o design, o webwriting e a arquitetura de informação, especificamente.
Sua justificativa: Diversos problemas de acesso da população aos sites de órgãos públicos podem estar não centrados nas questões simplesmente tecnológicas, mas também na estruturação da informação, na sua compreensão e na sua apresentação visual (design de interfaces), causando erros ou desestimulando a interação com os sistemas. Por isso, novas guias contemplando estes aspectos estão sendo aguardadas para futuro próximo.
Resposta: As cartilhas citadas estão em produção. Planeja-se o lançamento de pelo menos duas para consulta pública no segundo semestre de 2008.
Status Aceite: Acatada

Governo Eletrônico: Consultas Públicas

Sua contribuição foi analisada e julgada conforme dados a seguir:

Consulta Pública: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Item: Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais
Sua contribuição: Sugiro a reformulação da seguinte frase:
Somente por meio da eficácia e da eficiência é
possível aumentar a satisfação dos usuários de serviços eletrônicos e conquistar, gradativamente, uma parcela cada vez maior da população.
Sua justificativa: As palavras eficácia, eficiência e satisfação são os 3 pilares básicos da definição de Usabilidade (segundo norma ISO). O emprego aqui pode criar confusão, na possibilidade de publicação futura de guias específicas, pois esta guia trata somente de padrões web e codificação.
Resposta: O texto foi reescrito. No entanto, os termos eficácia, eficiência e satisfação são adjetivos utilizados em diversas áreas não podendo ser propriedade desta ou daquela.
Status Aceite: Acatada

Bem, no final, só um comentário: até onde sei, os termos eficácia, eficiência e satisfação não são adjetivos e sim substantivos. 🙂

Usabilidade Pedagógica

Como os três leitores deste blog sabem, estou atualmente envolvido com um interessante projeto (ainda) incipiente de Educação à Distância do IBGE. Tenho pesquisado sistematicamente sobre as propostas e a história da EAD e questões relativas ao Design Instrucional.

No Brasil, a EAD existe desde 1923, com a criação da rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje rádio MEC. Em 1950, a EAD entrou na área da TV, com a criação da TV Educativa. Um fator que contribuiu decisivamente para a expansão da Educação a Distância foi a internet, na última década.

Nas minhas pesquisas livres pela web, um conceito que me chamou muito a atenção foi a Usabilidade Pedagógica. A Usabilidade Pedagógica foi primeiramente apresentada por VETROMILLE-CASTRO(2003), que viu nela um fator para o sucesso dos cursos de leitura de textos em inglês quando mediados pelo computador. A medida da Usabilidade Pedagógica indica se o ambiente educacional é usado por alunos específicos, que desejam ter seus objetivos educacionais específicos atingidos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de aprendizagem.

A teoria construtivista da aprendizagem fornece bases teóricas para a construção de ambientes de educação a distância com Usabilidade Pedagógica. Os testes de usabilidade em softwares se concentram na interface, na sua aparência e em como o usuário se orienta para navegar. Esse tipo de teste é fundamental, mas percebe-se ser essencial avaliar características que envolvam mais que a apresentação do material: ou seja, avaliar como foi conduzida a sua preparação pedagógica.

A usabilidade do material instrucional, pelo viés pedagógico, pode ser abordada através da perspectiva construtivista, proposta por JONASSEN (1996,1998), teoria em que o aprendiz participa ativamente na construção do seu saber.

Em breve, vou postar mais comentários e links sobre este tema. Gostaria de agradecer à professora Lourdes Martins, que gentilmente me enviou sua dissertação de mestrado, realizada para o CEFET-MG, que trata do conceito de Usabilidade Pedagógica.

Quem quiser saber mais sobre o seu trabalho, é só seguir este link:
http://formato.com.br/projetos/IHC_2006/trabalhos/IHC2006_Workshop-Martins.pdf

Sobre Construtivismo e Tecnologia do Aprendizado e Design instrucional, um livro clássico:
Duffy, Thomas M.; Jonassen, David H. (1992)
Constructivism and the Technology of Instruction – A Conversation
Lawerence Erlbaum Associates

Inovação e o design centrado no usuário

Ficam abertas até o dia 12 de março as inscrições para a Create Design Show, mostra de projetos que acontecerá durante a Create 2008 Conference, simpósio sobre design de interação a ser realizado entre os dias 24 e 25 de junho em Londres, no Reino Unido.

O tema é “Inovação e o design centrado no usuário“. A exposição é direcionada a estudantes e profissionais que poderão participar individualmente ou em grupo com trabalhos realizados há, no máximo, 18 meses. Os autores dos projetos selecionados terão abatimentos da taxa de inscrição e ajuda de custo com transporte.

Mais informações: www.cs.mdx.ac.uk/research/idc/create2008/call