O arquiteto de informação como agente de mudanças nas organizações

Trazendo a atividade da A.I. para o contexto das organizações e do mercado, os alunos Paulo e Alexandre da Escola Superior de Propaganda e Marketing realizaram estes superinteressantes seminários sobre artigos publicados na revista Boxes and Arrows. Segundo as suas apresentações, os autores dos textos afirmaram que:

“O arquiteto de informação introduz novas tecnologias nas organizações. Novas tecnologias resultam em uma mudança de comportamento. Organizações são sistemas em busca de equilíbrio e resistem a mudanças.”

E também que:
“O domínio da arquitetura de informação se expande para além da web para incluir o atual ambiente de negócios dinâmicos: a forma como pessoas, processos e ferramentas interagem e operam entre eles. O Arquiteto de Informação pode ajudar a empresa a colher benefícios positivos de uma mudança. O alvo não é mais os navegadores mas as mentes que entendem o mercado e agem contribuindo para as melhores decisões para o negócio.”

Ficam no ar as perguntas de Bob Goodman:
“Como podemos ajudar as empresas a se habituar com a mudança? Como mudar a percepção que a A.I. é apenas um passo no processo de produção de site?”

Peço autorização para compartilhar aqui os seminários para a degustação dos leitores, devido à sua excelente qualidade.

Sobre livros de AI em português

Somente hoje eu vi a resenha que Renata Zilse escreveu sobre o lançamento de meu livro. Sem dúvida, trata-se da resenha mais crítica que foi redigida até agora sobre ele, e, por isso, vale aqui este post com o link. É uma crítica séria e sem aquelas rasgações de seda de praxe. Segue aqui um trecho:

Renata aponta que: Ergodesign e arquitetura da informação faz uma abordagem de questões de design centrado no usuário sob diferentes pontos de vista: clientes, designers, analistas de sistemas e arquitetos da informação. Voltado para o público ainda leigo (interessados em ingressar no campo), se desenvolve a partir de e sobre este foco, de maneira simples, num linguajar coloquial. “Se como diz o autor, Luiz Agner, a crise atual é mesmo de “como transformar informação em conhecimento”, ele começou a dar combate à crise ao optar por produzir um livro de forma bem-humorada e compreensível para todos os interessados no tema.” [ANAMARIA DE MORAES, 2006].

A resenha continua: “o ponto inicial do livro é o que chama de “letargia cognitiva” – termo que usa para definir a atual situação de excesso de informação originando bloqueio mental e incapacidade individual de aquisição de conhecimento. Segundo o autor, a única saída para resolver tal problema é o desenvolvimento de um sistema hipertextual sob aspectos ergonômicos, centrado no usuário, visando a facilitação da Interação Humano-Computador (ergodesign). Por abordar muito mais questões de design de interface e usabilidade, talvez o título do livro devesse não apenas circunscrever-se à arquitetura da informação, mas ao desenvolvimento de interfaces web ou experiência do usuário em websites.”

E a Renata vai fundo: “O próprio Agner questiona o termo e sugere um novo: AI2, acrescentando mais um “i” referente a interação. Percebe-se também a sua insatisfação com relação a cobertura do termo Arquitetura da Informação numa disciplina que lida muito mais com questões de navegação e interação do usuário do que organização da informação. Esse ponto, aliás, é o centro nervoso de discussões entre arquitetos da informação e biblioteconomistas e cientistas da informação: classificação e organização de conteúdo é atribuição dos dois últimos e existe desde a Biblioteca de Alexandria, aproximadamente em 330 a.c., a primeira biblioteca documentada da história humana. Por que só agora, com o advento da internet, se “criou” uma profissão nova para lidar com essas questões?”

Obrigado por ter resenhado o livro, Renatinha! Só não concordo com as observações que você teceu sobre o estilo do texto, viu? Trata-se de um estilo bastante coloquial, dirigido aos estudantes que você conhece tão bem quanto eu, mas não um estilo “chulo“. De qualquer modo, na segunda edição, já publicada, alguns excessos e gírias já foram devidamente “equalizados” (impressionante como esta questão do estilo do texto deu o que falar, na época…)

Quem quiser mais detalhes, pode buscar por aqui, na revista InfoDesign.

E já que estamos colocando links sobre livros de AI em português, vale apontar para Design de Navegação Web, publicado pela ArtMed, cujo primeiro capítulo está online. Muito interessante quando, ao final, o autor apresenta as cinco filosofias” diferentes de projeto, apontando o design centrado no usuário como a mais adequada. Vale a leitura!

Desenvolvendo o Relatório Estratégico de AI

Esta é uma apresentação de aula sobre o tema da elaboração da Estratégia de AI. Segundo os autores do livro do Urso Polar, este Relatório é o entregável mais importante do processo da AI, e faz a ponte entre a fase de Pesquisa e a fase de Projeto. É o quadro conceitual (framework) de alto nível para estruturar e organizar o website, e dá a orientação e o escopo para as fases mais detalhadas e caras da AI – Projeto e Implementação. É o documento único que integra resultados de pesquisa, análise e a proposição de idéias.

Um debate sobre a oportunidade ou não de desenvolver e entregar este relatório está documentado aqui na lista de discussão Arquitetura de Informação em Português.

Um artigo sobre como e quando utilizar cada um dos entregáveis da AI, acompanhado de exemplos de todos, pode ser lido no site do arquiteto Glen Doss.

Arquitetura de Informação na Fiocruz

Workshop de AI na FioCruz - 2009

Um registro rápido do workshop de Ergodesign, Arquitetura de Informação e Usabilidade, ministrado na Fiocruz. Na foto, a equipe multidisciplinar que desenvolve serviços web e o portal da Instituição, no momento em que participam de um exercício de aplicação e análise de card sorting, uma técnica low-tech para orientar a definição de taxonomias da informação com foco no usuário. O grupo também aprendeu como se faz um Relatório Estratégico de AI.

Participam da equipe de instrutores os professores Sydney Freitas, Giuseppe, Edson, Eduardo Ariel, entre outros, além do blogueiro que vos fala.

Arquitetura de informação na Escola de Propaganda e Marketing

Hoje pela manhã, na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), os alunos da pós em Marketing e Design Digital colocando em prática a técnica do Card Sorting, uma das principais pesquisas com usuários da metodologia de arquitetura de informação. Confira:

Sala de aula - Arquitetura de informação na Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM

Sala de aula - Arquitetura de informação na Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM

Sala de aula - Arquitetura de informação na Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM

Sala de aula - Arquitetura de informação na Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM

Logo abaixo, vocês podem conferir a apresentação da análise exploratória dos dados da pesquisa, no método proposto por Spencer.

Diversas ferramentas 0800 (ou quase) para criar wireframes e protótipos

Balsamiq: Ferramenta de prototipação (tela)

Nos últimos dois anos, surgiram rapidamente, aqui e ali, uma série de boas ferramentas especializadas e acessíveis, para auxiliar o trabalho do arquiteto de informação e do designer de interfaces, muitas delas free. Concorrem com os bam-bam-bans Axure e Visio.

Para quem está começando a se familiarizar com o campo, são uma mão-na-roda. Aqui vai a lista de links para lugares de onde estas novas ferramentas podem ser baixadas, instaladas como plug-ins, ou até utilizadas online:

Blasamiq Mockup – Free para SFL*
Pencil – Free.
Prototype Composer – Free.
WireframeSketcher – Free para SFL.
iPlotz – Free ou $15/mês.
Protonotes – Free online.
Adobe Flash Catalyst – Free beta.
Hot Gloo – Free beta online.

As tradicionais:
Axure – $589.
Omnigraffle – $100.
Microsoft Visio – $200.

E não esquecer a possibilidade de usar o Fireworks.

Artigo completo(em inglês):
http://www.uxforgood.org/blog/free-wireframing-and-prototyping-tools-for-ux-professionals.html


* SFL – Sem Fins Lucrativos

Tese rides again…

http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=apresentacaoibgeslideshare2009-090918055509-phpapp02&stripped_title=apresentacao-ibge-slide-share-2009

Recordar é viver… Ultimamente, tenho estado envolvido com um revival de apresentações da minha tese. No IBGE, a pedidos, reapresentei o trabalho no auditório da Avenida Chile. Além disso, fiz uma nova apresentação de suas conclusões durante o Congresso Internacional de Design de Informação, na PUC-Rio. Se você quiser baixá-la em pdf, vá por aqui.

Revista INFO sobre arquitetura de informação

A revista INFO publicou uma interessante matéria sobre o mercado de trabalho da arquitetura de informação e usabilidade, em crescimento no Brasil.

Diante da constatação de que as empresas perdem clientes e acessos por problemas de usabilidade, os arquitetos têm sido disputados. Segundo a matéria, os sites ficaram complexos e as empresas precisam de cada vez mais resultados na internet. Além disso, está mais difícil manter a fidelidade do internauta. Por isso, há espaço para profissionais de áreas diversas como biblioteconomia, administração, design e jornalismo.