Fim da disciplina em Chapecó, SC

Foto do encerramento da disciplina do curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento de Sistemas Web, na UnoChapecó, SC.

Foto do encerramento da disciplina do curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento de Sistemas Web, na UnoChapecó, SC.
Merlin – Kmade
A ferramenta KMADE apóia a edição e análise de árvores hierárquicas de tarefas e pode ser baixada gratuitamente no site do Projeto Merlin (Methodes pour lÉrgonomie des Logiciels Interactifs), mantido pelo INRIA (Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique).
http://www-rocq.inria.fr/merlin/kmade/
Denim
Para a prototipagem e modelagem de websites, a ferramenta Denim é uma alternativa e pode ser obtida gratuitamente no site da Universidade de Washington. Suporta os designers nos estágios iniciais do projeto de um sistema, com diferentes níveis de refinamento nos sketches.
http://dub.washington.edu/projects/denim
16 Ferramentas de Prototipagem
Link de um artigo que apresenta e analisa 16 ferramentas para prototipagens e wireframes de sites, todas com seus preços, inclusive algumas gratuitas ou 30 dias. Com os respectivos links.
http://www.sitepoint.com/article/tools-prototyping-wireframing/2/
Wireframes
Este é um blog com inúmeros exemplos de wireframes, modelos e de sketches (até de papel e lápis). É a base do projeto da ferramenta FLUIDIA (http://www.fluidia.org/) em desenvolvimento para a prototipação de interfaces com o usuário.
http://wireframes.linowski.ca/
UseMonitor
Pretende ser a primeira ferramenta de análise de logs voltada para a produção de medidas de usabilidade: UseMonitor. Implementa a análise de dados de log segundo uma abordagem orientada a tarefas. Em desenvolvimento da versão beta.
http://www.labiutil.inf.ufsc.br/testeUsemonitor.html

Na foto, com os demais componentes da banca que avaliou a dissertação de mestrado do Marcos Balster, na PUC-Rio: professoras Stephania Padovania (PUC-PR), Vera Nojima e Anamaria de Moraes. Balster trabalha no IBGE e realizou um estudo bastante completo sobre o design e a compreensão de informações estatísticas apresentadas através de infográficos. Sua dissertação, de fôlego, tinha dois volumes de 300 páginas cada (ufa!)
O professor Jean Carlos Hennrichs, da Universidade Comunitária de Chapecó (UnoChapecó) postou o seguinte vídeo no YouTube, após os nossos exercícios de Cardsorting, na pós de Desenvolvimento de Sistemas Web. O vídeo mostra o processo completo, com um participante.

Capa da segunda edição criada por Bruno Porto.
Até que enfim saiu a segunda edição do meu livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação“, que está disponível na Loja Virtual da Editora Quartet e, em breve, estará sendo distribuído às demais livrarias e lojas online. Também já pode ser encontrado na Livraria do Museu da República, na Rua do Catete, no Rio. Esta edição tem mais duas seções que não apareceram na primeira: uma sobre cardsorting e outra sobre os componentes da AI. É indicado para os que estão se iniciando agora no tema.
Ergodesign e Arquitetura de Informação – trabalhando com o usuário
Autor : Luiz Agner
Editora : Quartet
Edição : 2ª – 2009
Classificação : Comunicação
ISBN : 978-85-7812-017-7
Formato : 14 x 21 cm
Páginas : 196 p.
Somente para um registro rápido: na web, um artigo publicado em co-autoria com a minha colega Taissa de Sousa, do IBGE, no Congresso IHC 2008 (RS). Disponível para download no site da ACM – Association for Computer Machinery.
“Design de interação para dispositivos móveis como ferramenta de apoio a pesquisas”
ACM International Conference Proceeding Series; Vol. 378 archive
Proceedings of the VIII Brazilian Symposium on Human Factors in Computing Systems
Porto Alegre, RS, Brazil
SESSION: Relatos de experiência na indústria
Pages 300-303
Year of Publication: 2008
ISBN:978-85-7669-203-4
The DBLP Computer Science Bibliography
Acabei de colocar o artigo aqui:
Artigo IHC 08
Aí em cima, um take filmado pelos alunos, de um exercício em grupo da técnica de Cardsorting, realizado durante o final de semana, na pós de Desenvolvimento de Sistemas Web na UnoChapecó (SC). Turminha arretada! A técnica do Cardsorting já foi bem explicada em um post anterior.

Durante as minhas compras online, o site do supermercado Zona Sul informou o tempo todo que a taxa de serviço sobre as compras é ZERO reais. No entanto, ao chegar a confirmação da compra, é cobrada uma taxa de serviço no valor de 11,00 reais, quantia esta que em nenhum momento é avisada durante o processo de fechamento da compra.
Problema de usabilidade no site ou simples picaretagem?
Fiquei um certo tempo sem postar aqui, por motivos de força maior, entre os quais o fato de que o blog saiu do ar por uma semana. Aproveito para colocar a minha apresentação para a série de seminários LEP (Laboratório de Estatística Pública), realizado no IBGE, no auditório do prédio da Avenida Chile, no Rio, em 28 de janeiro último.
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RESUMO
Usabilidade representa a capacidade de um sistema ser utilizado com eficácia, eficiência e satisfação, segundo a norma ISO 9241. Arquitetura de informação (AI) é o projeto estrutural de um espaço de informação com o objetivo de facilitar a realização de tarefas e permitir o acesso intuitivo dos usuários aos seus conteúdos.
O estudo em questão analisa a usabilidade e a Arquitetura de Informação do portal IBGE. A apresentação se foca em metodologia de pesquisa de campo realizada através da aplicação de testes de usabilidade. Considerou-se a interação do portal com as suas audiências, enfatizando comportamentos de busca de informação, tarefas e modelos mentais, em contraponto ao grande volume de dados disponibilizados e à sua complexidade.
A partir da identificação de segmentos das audiências-alvo, foram desenvolvidos ensaios de interação, com a participação de estudantes de pós-graduação (mestrandos e doutorandos) de universidades do Rio de Janeiro. Após a análise dos resultados geraram-se recomendações de usabilidade e A.I para orientar o aperfeiçoamento e a reestruturação do portal. O trabalho se baseia em pesquisa de doutorado realizada junto ao departamento de Design da PUC-Rio.
Palavras-chave: Design, Ergonomia, Arquitetura de Informação, Usabilidade, Governo Eletrônico, Interação Humano-Computador, Interface, Internet, Estatística, World Wide Web.
Através da história, inovações introduzidas pelas tecnologias de informação e de comunicação têm influenciado muito as sociedades. Diversas tecnologias consolidadas estão tão integradas à nossa sociedade que indivíduos, empresas e governos não saberiam mais como viver sem elas. Novas tecnologias de informação e de comunicação digital continuam a ser introduzidas com um grande impacto sobre o modo como trabalhamos, aprendemos e nos comportamos.
Entretanto, em vez de simplificar e de melhorar nossas vidas, elas estão complicando e tornando-as caóticas. A sociedade luta para adaptar-se a este processo. As tecnologias de informação e comunicação alteram o modo como a informação é organizada e acessada, assim como a quantidade de dados disponível – que tem crescido exponencialmente.
O cientista Solla Price percebeu o crescimento da informação publicada por um fator de 10 a cada meio século. Se havia 10 revistas de comunicação científica a partir de 1750, o seu número cresceu para 100 no início do século XIX, para cerca de mil em meados do mesmo século e aproximadamente 10 mil por volta de 1900. No acesso ao Centro Internacional do ISSN (International Serial Standard Number), pode-se identificar hoje um total superior a 1 milhão e 100 mil periódicos registrados. Conseqüentemente, a tarefa de se manter atualizado com os avanços no próprio campo de especialização está se tornando cada vez mais difícil para pesquisadores e profissionais do mundo inteiro.
Pela primeira vez na história, a informação é produzida em um ritmo que excede as habilidades humanas para encontrá-la, revisá-la e compreendê-la. As pessoas possuem níveis de tolerância fisiológica à informação, determinadas por sua quantidade e por sua estruturação. A quantidade de informação e a compreensão estão positivamente correlacionadas somente até um determinado grau: acima deste ponto, a compreensão declina e há um efeito negativo sobre o que foi aprendido anteriormente.
Ocorre que, quando se têm três estudos sobre um determinado tema, é relativamente fácil comparar alternativas; quando se tem cerca de 10 estudos, o valor relativo de cada um diminui; mas, se existirem mil ou 100 mil estudos, o seu valor tende a zero. Devido ao fenômeno de data smog, os valores começam a se tornar negativos, com frustração para a atividade científica.
Uma edição dominical de O Globo ou O Estado de São Paulo contém normalmente mais informações do que o comum dos mortais poderia receber durante toda a sua vida na Idade Média. Os meios de comunicação de massa e a Internet despejam volumes cada vez maiores de dados e de notícias a velocidades estonteantes: somos massacrados por informações em quantidades impossíveis de serem processadas. Encontrar o que é pertinente e necessário, neste contexto, passou a ser uma tarefa árdua para os cidadãos comuns.
Se, no passado, a informação costumava passar pelas mãos de bibliotecários, jornalistas, educadores ou fontes com reconhecida credibilidade, atualmente, grande parte dela é imprecisa, ultrapassada e de qualidade duvidosa. Na mídia de massa, por exemplo, mistura-se a quantidade à baixa qualidade, sem proveito concreto para o cidadão em termos de conhecimento construído, e quanto mais tentamos acompanhar esta corrida, mais somos vulneráveis aos erros da percepção.
A crise contemporânea é justamente a de como transformar a informação disponível em conhecimento. Mais informação deveria representar mais oportunidades para aumentar a nossa compreensão do mundo, mas não é o que ocorre na prática. A explosão de informações funciona como uma espécie de cortina de fumaça. Surge uma síndrome emocional e mental que leva as pessoas a conclusões errôneas e a decisões ingênuas, causando ineficiência e prejuízos financeiros para as organizações – problema típico dos trabalhadores do conhecimento. Em termos de saúde indivídual, os efeitos do excesso de informação passam por estresse, tensão, distúrbios de sono, problemas digestivos, dificuldade de memorização, irritabilidade e sentimento de abandono.
[Trecho de artigo publicado na revista Capire.Info – continua]